Versão Cóptica Saídica de Jo 1:1

A significância disso [o exemplar copta] é fenomenal. Em primeiro lugar, por que as versões copta precedem a Tradução do Novo Mundo em quase 1700 anos e é parte do corpo das antigas testemunhas textuais do evangelho de João. Em segundo lugar, as versões copta foram produzida enquanto o grego koinê das escrituras gregas cristãs ainda era uma linguagem viva cujas pequenas nuances  poderiam ser compreendidas pelos tradutores coptas, de modo que muitas palavras gregas foram deixadas sem tradução no texto copta. Em terceiro lugar, as versões copta não demonstram a influência  de interpretações posteriores da Cristologia criada pelos concílios da igreja do quarto e quinto século da Era Comum” (LANDERS, Solomon, The coptic evidence. Material não publicado, 2006, p.1).

Esse artigo foi escrito para aqueles que já ouviram falar do dilema de tradução de Jo.1.1c: “e o verbo era Deus“. Aos que conhecem a Tradução do Novo Mundo (o NT TJ) sabem que eles traduzem com o acréscimo de um artigo indefinido antes de Deus, como tentativa de disfarçar a Real Divindade do Verbo.
Entretanto, o fundamento para essa leitura, segundo os TJ`s,  é suportada pela existência de uma versão copta do quarto século que traduz o texto com o acréscimo do artigo indefinido. Para eles, isso é evidência de que a correta tradução do texto deve trazer o artigo indefinido. Mas, será isso verdadeiro? Essa é a pergunta que tento responder nesse artigo. Para tanto, convido os leitores a uma viagem aos textos cristãos antigos para procurar evidências de como esse texto era lido e interpretado antes do quarto século.
Resumo:
(1)   Em primeiro lugar, a versão copta saídica não é a única evidência que dispomos sobre como deve ser lido e interpretado o texto de Jo.1.1c antes do quarto século; Também encontramos versões latinas e sírias nesse período que merecem atenção.
(2)   Em segundo lugar, a tradição dos pais da igreja (latinossírios,gregos) do segundo ao quarto século não ousa supor que a leitura correta teria o acréscimo do artigo indefinido, ou que o texto é uma evidência de que João estava falando em dois deuses. Vale dizer que nem mesmo os hereges conhecidos desse período ousaram traduzir ou interpretar o texto assim, mesmo quando era conveniente para suas heresias.
(3)   Em terceiro lugar, a tradução da versão copta saídica não foi devidamente apresentada pelos defensores da TNM. É bem possível que ela tenha outro sentido, e não defenda a leitura da TNM.
(4)   Em quarto lugar, se a tradução copta saídica fosse, sem sombras de dúvidas, “e o verbo era um deus” ainda teríamos o testemunho dos Pais da Igreja apontando para outra direção, o que faria dessa evidência uma voz solitária na multidão.
(5)  Em quinto lugar, ainda que a tradução copta saídica fosse, sem sombras de dúvidas, “e o verbo era um deus”, teríamos evidências suficientes para demonstrar que tal leitura estava localizada em um período específico, em um região específica, e falaria mais sobre a situação do cristianismo nessa região do que sobre a forma como deveria ter sido traduzido o texto.
(6)   Em sexto lugar, muito embora zelosa seja a iniciativa de buscar uma versão antiga para respaldar uma tradução, ela é sem valor, pois a questão mais importante não é como o texto foi traduzido ou interpretado em outros idiomas, mas como ele deve ser traduzido a partir do texto grego.

Portanto, é seguro afirmar que as investidas dos defensores da TNM sobre esse documento não defende as idéias que pretendem para o texto. É uma opinião erigida na omissão de informações e é bem provável que seja equivocada em todas as suas premissas e conclusões (antiguidade, tradução).Marcelo Berti

… o idioma copta saídico tem a peculiaridade de ter tanto o artigo defino quanto o indefinido, como o Português. Além disso, sabemos que foi provavelmente o primeiro idioma a traduzir o grego koinê a ter essa peculiaridade. Também sabemos que o texto de Jo.1.1 traz tanto o artigo definido como o indefinido em referência a Deus. Mas, o que isso significa? Será que a tradução de Landers está correta? Vamos olhar  com mais atenção ao texto:
Legenda: WHO – Westcott; TGE – Texto Grego Egípcio; VCS – Versão Copta Saídica
Se tem alguém que merece ser considerado na busca pela tradução de Jo.1.1 é  George Willian Horner, por ter-se dedicado a traduzir e realizar crítica no Novo Testamento Copta. Em sua tradução de Jo.1.1c, Horner trouxe a seguite leitura: “e o Verbo era [um] Deus” e em nota à tradução acrescentou: “Os colchetes implicam em palavras usadas pelo copta mas não requeridas pelo inglês” (HORNER, pp.376).
Isso é um pouco diferente do que Landers parece supor em sua análise da leitura copta saídica de Jo.1.1c. É bem verdade que ele afirma que isso não é uma questão de gramática, mas de teologia: “Os gramáticos do idioma copta estão em acordo quanto ao que a leitura copta diz literalmente. Mas, os pressupostos teológicos de alguns gramáticos não os permite ficar satisfeitos com essa leitura” (LANDERS, Solomon, The coptic evidence. Material não publicado, 2006, p.1). Mas, será que isso é verdadeiro?
A resposta para essa questão repousa sobre o uso do artigo no idioma copta. Layton Bentley em sua obra A coptic Grammar with chrestomathu and glossary– Sahidic Dialect, afirma que o uso do artigo indefinido no dialeto saídico pode ser usado em referência a classe ou a qualidade (p.43). Observe suas colocações:
O artigo indefinido é parte do padrão sintático copta. Esse padrão pode ser tanto qualitativo [divino] ou de entidade [um Deus]; o leitor decide que leitura atribuir a isso. O padrão copta não atribui equivalência com o nome próprio Deus; em copta, Deus é sempre, sem exceção, suprido com o artigo definido. A ocorrência de um substantivo anartro  [sem artigo] nesse padrão seria muito estranho” (Grifo pessoal)
O que Bentley sugere com isso é que, quando a declaração é em referência ao nome próprio de Deus a versão copta usa sempre o artigo definido e jamais deixaria sem artigo, como o grego, o latim e o siríaco poderiam fazer. Willians, sobre isso diz: “Nós podemos observar como o copta evita substantivos sem artigos.
Em conseqüência disso ou eles adicionam um artigo definido ‘O Deus é o Amor’ (1Jo.4.8) ou o indefinido em Jo.1.1”. Ou seja, para que o substantivo grego anartro Θεὸς pudesse ser traduzido, era necessário usar um artigo (cf. Jo.1.33 e3.6 na tradução de Horner representam usos qualitativos).
Portanto, o uso do artigo indefinido em referência a Deus não é necessariamente uma demonstração de que os tradutores da versão copta saídica tinham em mente [um] deus, pois poderia ter sido entendido qualitativamente, o que alguns teólogos chegam a admitir com uma leitura possível para o texto grego de Jo.1.1 (WALLACE, Daniel, Greek Grammar Beyond the Basics. Zondervan, 1996. pp. 269).
Ou seja, o tradutor copta não estava equivalendo o Verbo com Deus (e o Verbo é O Deus), mas pode estar pensando qualitativamente (o Verbo é divino). O que é fato, segundo Bentley sugere é que a decisão repousa sobre o leitor. Mas, será que existem evidências para que se descarte a leitura e o Verbo era um deus na versão copta saídica?
Tenho a impressão que sim, pois o texto grego tem mais um uso anartro do substantivo Θεὸς em referência a Cristo. Em Jo.1.18 lemos: “Θεὸν οὐδεὶς ἑώρακε πώποτε μονογενὴς Θεὸς ὁ ὢν εἰς τὸν κόλπον τοῦ πατρός, ἐκεῖνος ἐξηγήσατο” (Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou – ARA).
O primeiro uso de Θεὸς é uma clara referência à Pessoa do Deus Pai e é anartro em grego. Entretanto, acompanha o artigo definido em copta: “pnoute”. A expressão “μονογενὴς Θεὸς” é uma clara declaração em referência a Cristo. No texto grego essa expressão também não traz artigo, nem para “μονογενὴς” nem para “Θεὸς”, mas a versão copta saídica traz o artigo definido aqui: “pnoute pShre”. Diante disso temos que nos perguntar: Como um mesmo tradutor diria que o Verbo é um deus em Jo.1.1c e o chamaria de O Deus em Jo.1.18[1]?
Provavelmente por que Jo.1.1c foi entendido no sentido qualitativo e não literal como Landers supõe. É interessante que essa opinião é bem reconhecida entre os gramáticos do dialeto saídico. Ariel Shisha-Halevy sobre o assunto diz: “Em copta ounoute pode significar um deus ou aquele que tem natureza divina. Na passagem em referência [Jo.1.1c] a melhor interpretação é qualitativa”.
Mesmo J.Warren Wells que já foi citado nesse trabalho parece não concordar com a opinião de Landers. Embora já tenha citado que Wells entende que literalmente a tradução de Jo.1.1c é “e o verbo era um deus”, ele entende que essa não é a melhor opção de tradução para o texto, exatamente pelo mesmo motivo que já apresentamos: o artigo definido em Jo.1.18. Sobre isso ele diz: “Para mim o sentido da passagem de Jo.1 é uma descrição do Logos em relação a Deus. À grosso modo, uma leitura poderia ser: O Logos estava no princípio. O Logos estava com Deus, O Logos é como Deus (divino); comênfase em sua natureza, não em sua pessoa”.
Ou seja, quando Landers diz que a tradução literal de Jo.1.1c é “e o verbo era um deus” ele não está dizendo toda a verdade, e ao suprimir essas informações ele condiciona a conclusão dos seus leitores.
Diante disso, o que temos a dizer sobre o exemplar copta saídico e sua tradução?
(1)      Em primeiro lugar, a versão copta saídica não é a única evidência que dispomos sobre como deve ser lido e interpretado o texto de Jo.1.1c antes do quarto século; Também encontramos versões latinas e sírias nesse período que merecem atenção.
(2)      Em segundo lugar, a tradição dos pais da igreja (latinossírios,gregos) do segundo ao quarto século não ousa supor que a leitura correta teria o acréscimo do artigo indefinido, ou que o texto é uma evidência de que João estava falando em dois deuses. Vale dizer que nem mesmo os hereges conhecidos desse período ousaram traduzir ou interpretar o texto assim, mesmo quando era conveniente para suas heresias.
(3)      Em terceiro lugar, a tradução da versão copta saídica não foi devidamente apresentada pelos defensores da TNM. É bem possível que ela tenha outro sentido, e não defenda a leitura da TNM.
(4)      Em quarto lugar, muito embora zelosa seja a iniciativa de buscar uma versão antiga para respaldar uma tradução, ela é sem valor, pois a questão mais importante não é como o texto foi traduzido ou interpretado em outros idiomas, mas como ele deve ser traduzido a partir do texto grego.
(5)      Em quinto lugar, se a tradução copta saídica fosse, sem sombras de dúvidas, “e o verbo era um deus” ainda teríamos o testemunho dos Pais da Igreja apontando para outra direção, o que faria dessa evidência uma voz solitária na multidão.
(6)      Em sexto lugar, ainda que a tradução copta saídica fosse, sem sombras de dúvidas, “e o verbo era um deus”, teríamos evidências suficientes para demonstrar que tal leitura estava localizada em um período específico, em um região específica, e falaria mais sobre a situação do cristianismo nessa região do que sobre a forma como deveria ter sido traduzido o texto.
Portanto, é seguro afirmar que as investidas dos defensores da TNM sobre esse documento não defende as idéias que pretendem para o texto. É uma opinião erigida na omissão de informações e é bem provável que seja equivocada em todas as suas premissas e conclusões (antiguidade, tradução).
Para todos os que estão em Cristo Jesus.
Por Marcelo Berti.
Extraído de: Marcelo Berti 


[1] Landers afirma que a pergunta citada é lógica, mas faz parte da lógica invertida. Para ele, uma vez que a opção um deus é a correta ele entende que o artigo definido de Jo.1.18 é uma referência àquele que é um deus. Entretanto, sua opinião não faz o menor sentido, pois não corresponde ao que a versão copta está a afirmar em Jo.1.18. A verdade é que o artigo indefinido pode ser entendido qualitativamente, enquanto o artigo definido tem sido entendido apenas como tal. Ou seja, para que Landers esteja certo é necessário realizar um adendo à gramática copta, sugerindo que o artigo definido pode ser lido como indefinido. O que não faz o menor sentido, pois em um idioma onde ambos os artigos são disponíveis, se o tradutor quisesse usar um artigo indefinido em Jo.1.18 ele o teria usado.

A TNM da Bíblia é digna de crédito?

Mais uma vez, a TNM levando uma surra daquelas, mas dessa vez pelo Dr. Julius Mantey e Bruce Metzger, veja aqui abaixo o artigo compilado do site da CACP.

tnm

As Testemunhas de Jeová afirmam que a Tradução do Novo Mundo (TNM) é o “trabalho de estudiosos competentes”. Por outro lado, eles afirmam que todas as outras traduções da Bíblia são corrompidas por tradições religiosas fundamentadas no paganismo. Na verdade, a TNM é o trabalho de um Comitê de Tradução da Bíblia sem nenhum conhecimento dos idiomas bíblicos. Seu preconceito é tão gritante, que o Dr. Bruce Metzger, professor de Novo Testamento da Universidade de Princeton, não só caracteriza a TNM como uma “tradução terrivelmente incorreta, mas como “errônea”, “perniciosa” e “repreensível”.

Primeiro, a TNM traduz de forma errada o texto grego, a fim de omitir a divindade de Jesus Cristo. Contra todos os eruditos dignos de crédito, Jesus é rebaixado de Deus a “um” deus em João 1 e de Criador de todas as coisas passa a ser uma simples criatura, criada como todas as outras coisas em Colossenses 1. De acordo com o Comitê de Tradução da Sociedade Torre de Vigia, Jesus foi criado por Deus como o arcanjo Miguel, tornou-se homem durante sua passagem pela Terra, e depois de sua crucificação foi recriado como um ser espiritual imaterial. Além disso, o Comitê de Tradução tem procurado conformar a TNM a suas tradições religiosas, substituindo a cruz de Cristo por uma ‘estaca de tortura’. Mateus 10.38, por exemplo, foi alterado para a seguinte forma: “E quem não toma a sua estaca de tortura e não segue após mim não é digno de mim”. Na tradição da Torre de Vigia, a cruz é um símbolo pagão adotado por um Cristianismo apóstata, quando Satanás tomou o controle da Igreja Primitiva. As Testemunhas de Jeová veem o uso da cruz como um ato de idolatria. Por outro lado, os cristãos usam a cruz como uma lembrança do que foi o ato mais brutal e bonito da história da redenção.

Finalmente, a Sociedade Torre de Vigia declara que as Escrituras cristãs foram adulteradas para eliminar o nome Jeová do texto. Na verdade, o Comitê de Tradução da TNM é que pode ser corretamente acusado de adulteração. Em mais de duzentos casos, o nome Jeová foi inserido gratuitamente no texto do Novo Testamento. Em passagens como Romanos 10.13, isso é feito para obscurecer a divindade de Cristo. Em outras passagens, sob o pretexto de que se referir a Deus como Senhor, e não como Jeová, é evidentemente pagão. De forma irônica, na The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures, os tradutores da Torre de Vigia caem nessa prática “pagã” ao traduzir a palavra grega kurios como Senhor, mesmo em casos em que se refere especificamente ao Pai.

Por essas e muitas outras razões, estudiosos do grego denunciam que a Tradução do Novo Mundo é terrivelmente incorreta, errônea, perniciosa e repreensível.

O Dr. Julius Mantey, autor do Manual de Gramática do Grego do Novo Testamento, chamou a TNM de “chocante falha de tradução”, e o Dr William Barclay caracterizou os tradutores como “intelectualmente desonestos”.

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro, que se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro” (Apocalipse 22.18-19, ver também Deuteronômio 4.2).

  1. HANK HANEGRAAFF

Para todos os que estão em Cristo Jesus.


 

Refutando argumento do Unicismo

O Blog Refutando a Trindade que é administrada por um Unitarista que tem por foco desmoralizar a Credibilidade Bíblica da Trindade, e Desmoralizar a Fé de Cristãos o único objetivo desses unicistas é esse (Desestruturar a Fé Cristã Bíblica). Bom para piora as coisas deste unicista e além de outros tolos que acreditam no que ele afirma, ele cita a passagem do Evangelho de João 14:1 ’’Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim’’.  Veja abaixo o comentário dele:

”O Nosso Senhor não diz para crermos nele como Deus, mas cremos nele e em Deus. Dois entes distintos: ele e Deus. Na suas instruções aos seus discípulos Jesus nunca disse ser Deus, nem consubstancial com ELE; nem nas sinagogas, nem aos doze, nem em seus sermões nas terras de Israel, nem na estaca (Cruz), nem a Paulo em suas manifestações ao apóstolo que testificou ter aprendido dEle; também não o disse nas revelações a João no Apocalipse”.

Como você viu pelo jeito que a Tradução do Novo Mundo adultera as passagens bíblicas, dizendo que no Novo Testamento não é ensinado que Jesus é Deus. Será que Jesus não afirmou ser Deus? Será que ele nunca ensinou isso? Será que nem os Escritores do NT testificaram?

Num primeiro instante é necessário fazer uma investigação bíblica em torno do texto bíblico, o texto original grego de (João 14:1).

  • “Μὴ ταρασσέσθω ὑμῶν ἡ καρδία · πιστεύετε εἰς τὸν θεόν, καὶ εἰς ἐμὲ πιστεύετε´´

Vamos analisar aqui a palavra à cima sublinhada Théos:

  • Um deus, uma nome geral de divindade ou divindades
  • A Divindade, trindade.

(2a) Deus, o Pai, a primeira pessoa na trindade.

(2b) Cristo, a segunda pessoa da trindade.

(2c) Espírito Santo, a terceira pessoa na trindade.

  • Falado do único e verdadeiro Deus
    3a) refere-se às coisas de Deus
    3b) seus conselhos, interesses, coisas devido a ele
    4) o que quer que pode ser em qualquer aspecto semelhante a Deus
    4a1)parte do discurso:substantivo masculino Citando em TDNT: 3:65, 322.

Agora vejamos o contexto de palavras gregas no NT determinadas pelo seu uso:

(A) Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος , καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν , καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος . (Jo 1:1)

(B)* διὰ τοῦτο οὖν μᾶλλον ἐζήτουν αὐτὸν οἱ Ἰουδαῖοι ἀποκτεῖναι ὅτι οὐ μόνον ἔλυε τὸ θεῷ. (Jo 5:18).

Aqui a palavra sublinhada ἴσον (ison) que significa “igual´´ “da mesma qualidade ou natureza”.

Agora nesta consideração vejamos o que o Apóstolo Paulo nos diz quando se refere a Igreja de Colossenses. (Colossenses 1:16)

  1. 15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.

 O Texto original grego:

  1. 15 ὅς ἐστιν εἰκὼν τοῦ θεοῦ τοῦ ἀοράτου , πρωτότοκος πάσης κτίσεως.

(1) A palavra sublinhada acima Eikon significa uma imagem (semelhança)                     (representação).

Mais uma vez no Evangelho de João:

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU”. (Jo 8:58)

O texto original grego

εἶπεν αὐτοῖς Ἰησοῦς · Ἀμὴν ἀμὴν λέγω ὑμῖν , πρὶν Ἀβραὰμ γενέσθαι ἐγὼ εἰμί .

  • ser, de existir, a acontecer, de estar presente

A Tradução do Novo Mundo traduz ’’Jesus disse-lhes: ’’Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido’’.

Bom, você pode ver que a TNM é uma tradução ridícula, para traduzir o verbo EU SOU que em grego é ego eimi, pois aqui se aplica a mesma coisa que está se referindo a Êxodo 3:14, אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה.

Além disso, os eruditos gregos têm refutado completamente a tradução da Torre de Vigia. O doutor Julius Mantey, falando a respeito da tradução das Testemunhas de Jeová, referindo-se ao texto em João 1.1 diz: “99 por cento dos estudiosos do mundo que conhecem o idioma grego e ajudaram a traduzir a Bíblia estão em desacordo com as Testemunhas de Jeová” (Mantey, 3.3, 5).

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por Jean Carlos: (Apologia Bíblica)