O Criacionismo bíblico e o Evolucionismo moderno

Uma questão mais fundamental do que a natureza dos dias da criação é a relacionada com o fato de a criação ser divina, em contraste com as teorias rivais da origem do universo, tais como o evolucionismo darwinista. O evolucionismo, conforme sua formulação por Charles Darwin na sua obra A Origem das Espécies (1859), procurava a explicação da origem das espécies biológicas na seleção natural e não no desígnio de Deus. Isto quer dizer que o processo pelo qual se desenvolviam as plantas e os animais não era governado por qualquer inteligência divina de acordo com princípios teológicos, mas, ao contrário, segundo um princípio puramente mecânico: a sobrevivência dos mais capazes. No decurso do ciclo reprodutivo segundo os ensinamentos de Darwin, cada geração demonstra ligeiras modificações da geração anterior. Durante um longo período de tempo, depois de centenas e milhares de gerações, algumas destas variações se transformam em características mais ou menos fixas, que então passam à descendência.

 

Estas novas características contribuem à formação de novas variedades ou subespécies e, finalmente, à emergência de novas espécies. Aquelas características que deram aos seus possuidores a capacidade de competir com mais sucesso na luta incessante contra o meio ambiente, foram a garantia da sua sobrevivência. Mas as espécies que desenvolveram características que, ao invés de lhes oferecer vantagens, foram empecilhos, ao enfrentar os competidores, tinham a tendência natural de desaparecer. Daí a perpetuação apenas das espécies mais capazes de sobreviver, que seriam, então, espécies bem sucedidas. Assim, o inferior e mais simples foi paulatinamente se transformando no mais avançado e complexo, até que, finalmente, Homo sapiens surgiu como o produto supremo da seleção natural — supostamente por ser mais capacitado para a sobrevivência e com mais sucesso em enfrentar seu meio ambiente.

Quanto à questão mais fundamental de todas, que é a origem da própria matéria, e a questão paralela quanto à origem da primeira forma de vida no limo primevo, Darwin não podia oferecer resposta, senão talvez uma expressão deística (que rebaixaria Deus à situação de mera Primeira Causa, que colocou em andamento o mecanismo e depois Se afastou do cenário). “Poderia inferir da analogia”, disse num certo trecho, “que provavelmente todos os seres orgânicos -que já viveram nesta terra são descendentes duma forma primordial, na qual a vida foi originalmente soprada pelo Criador”. Não há, portanto, nada de completamente ateístico na formulação da evolução apresentada por Darwin, no que diz respeito à origem da matéria, mas apesar disso muitos dos seus seguidores optaram pela existência eterna da matéria para evitar reconhecer a existência de Deus. Mesmo assim, não sobrou nenhuma base objetiva para a Lei Moral ou para os valores espirituais além da consideração materialista da sobrevivência, a sobrevivência dos “mais capazes”. Além disto, a teoria darwinista não tinha lugar para qualquer atuação divina significante no processo da “criação”; a não ser a criação da matéria-prima “primeva”, não havia realmente qualquer idéia de “criar”, mas só o desenvolvimento de acordo com a seleção natural. Isto representava uma contradição quase total de Gênesis capítulo 1.

  1. Do ponto de vista da genética (a ciência da hereditariedade), as suposições básicas da seleção natural contrariam totalmente a evidência. Muitas décadas de pesquisas meticulosas demonstraram que, por mais verdadeiro que seja o fato de que há ligeiras diferenças dentro de cada espécie, não é verdade que estas variações são especialmente herdadas pela próxima geração. As experiências extensas de Gregor J. Mendel demonstraram que a gama de variações possíveis dentro duma espécie era estritamente limitada e não contribuía com qualquer progresso na direção do desenvolvimento duma nova espécie. Desta forma, os elementos de um tipo puro de ervilhas de crescimento alto podem ter pequenas variações de altura entre si, mas a descendência das ervilhas altas não possui uma altura média maior do que a das ervilhas curtas. É verdade que pela criação seletiva seja possível enfatizar certas características dentro duma espécie, ao ponto de se produzir uma linhagem especial (como é o caso das muitas raças de cães), mas existe um círculo de possibilidades estritamente limitado, além do qual nenhum criador pode progredir. Noutras palavras, não tem a capacidade de desenvolver uma nova espécie. A obra de Mendel comprovou conclusivamente que as “variações ao acaso” às quais Darwin dava tanto valor, são bem previsíveis e não têm nenhuma possibilidade de contribuir para uma nova espécie.

O mesmo veredito precisa ser pronunciado contra a teoria de Jean Baptiste de Lamarck, da possibilidade de herdar características adquiridas (teoria à qual Darwin ocasionalmente apelava quando a mera seleção parecia ser inadequada para dar conta duma série de fatos). Apesar dum sem-número de experiências realizadas para comprovar a “herança do uso” (conforme se chama) de Lamark, o resultado global tem sido totalmente negativo. As características que o pai adquire por meio de esforços especiais, não passam aos filhos, simplesmente porque não há nenhuma maneira possível pela qual estas características adquiridas (tais como a proficiência no atletismo) possam afetar os genes. Toda a hereditariedade (pelo menos no lado nao-espiritual) parece depender da química dos próprios genes. Quanto à forma ou à estrutura dos animais, não existe uma alegação sequer duma prova de herança do uso que não tenha sido subsequentemente desacreditada.[1]

Deve ser acrescentado que embora falte evidência de se poder herdar variações individuais, existem, porém, súbitas mudanças ou mutações que às vezes ocorrem na história da espécie. Por exemplo, uma nova variedade de plantas, isolada em pequenas colônias, como numa encosta montanhosa, pode ser o resultado duma mutação súbita (envolvendo ligeira alteração dos próprios genes). Permanece, porém, o fato, que apesar de terem sido estudadas de perto milhares de mutações, não foi demonstrado um único exem-piar pelo qual uma mutação criou um animal mais complicado, ou deu origem a uma nova estrutura. Desde os dias de Darwin, nenhum progresso tem sido feito na solução dos problemas fundamentais da evolução. Numa análise do livro “Animal Cytology and Evolution” (“A Citologia Animal e a Evolução”), 1954, de M. J. D. White, I. Manton disse: “As causas fundamentais da evolução em grande escala, conforme tem ocorrido através das eras geológicas, na formação dos grandes grupos de animais e plantas, ainda não podem ser descritas ou explicadas” (Nature, 1946, 157, p. 713).

  1. O argumento de Darwin, tirado dos dados da embriologia, é demonstravelmente cheio de falácias. Segundo seu raciocínio, o feto, ao se desenvolver no útero, recapitula a totalidade do seu passado evolucionário, enquanto o óvulo fertilizado vai crescendo e produzindo mais e mais órgãos e membros complicados. As bolsas viscerais no embrião humano, por exemplo, seriam o equivalente às guelras dos peixes, indicando, portanto, a emergência do homem duma forma de vida de peixe. Mas este tipo de raciocínio ignora convenientemente o fato indubitável de que estas estruturas nunca funcionam como guelras em qualquer estágio da vida do embrião. Realmente, é difícil perceber como a teoria de recapitulação possa ser harmonizada com a real sequência do desenvolvimento dentro do feto. Por exemplo, a superfície respiratória não se desenvolve até um estágio bem avançado do desenvolvimento do embrião dentro do útero; mas é inconcebível que em qualquer estágio pré-humano, o suposto ancestral do homem pudesse ter sobrevivido sem qualquer mecanismo respiratório sequer. Além disto, a cabeça do embrião é enorme em proporção ao restante do corpo, enquanto que a cabeça de todos os ancestrais putativos da raça humana era relativamente pequena em proporção ao corpo.

Não é sequer verdade que os órgãos simples do feto iam se complicando. O olho, por exemplo, é o resultado do ajustamento de várias partes diferentes, que, segundo parece, foram formadas separadamente no início, sendo então combinadas de acordo com um padrão predeterminado que não tem nenhuma causa física que se possa descobrir.

Decerto, é bem verdade que os embriões de todos os mamíferos se desenvolvem de óvulos unicelulares, que parecem quase idênticos, e que durante os primeiros estágios permanece esta semelhança. Mas será que este fato requer uma teoria de que todos os mamíferos se desenvolveram dos mesmos ancestrais pré-mamíferos?

Uma explicação muito mais óbvia é que, no desenvolvimento do embrião, do seu estágio inicial de óvulo unicelular, as partes mais simples têm que ser formadas antes que se possam desenvolver as partes mais complicadas. Dificilmente poderíamos imaginar que os ajustamentos mais delicados, e os órgãos complicados, pudessem chegar a existir antes da estrutura básica à qual terão que ser ligados. Mas postular uma origem ancestral comum para explicar as semelhanças das primeiras formas é tão irrazoável (citando a expressão pungente de Clark), como imaginar que as gotas de chuva se derivam de pedregulhos, porque ambos têm forma esférica. “Há uma conexão real, mas esta é matemática, inerente à natureza do universo, e não se deve a qualquer conexão direta entre os objetos”.

Pode-se dizer com segurança que não há quaisquer dados da embriologia que não revelam a   operação do desígnio e propósito deliberados dum Criador todo sábio, mais do que a operação mecânica da seleção natural. Muito ocasionalmente, no crescimento dum embrião, parece haver mal funcionamento dum dos mecanismos de crescimento. Então acontece que um novo mecanismo, totalmente diferente, pode entrar em jogo, para produzir a estrutura desejada. Às vezes, dois ou três destes mecanismos de “segurança” são chamados a desempenhar seu papel, para garantir o desenvolvimento apropriado do feto; mas, inexplicavelmente, começam a agir no momento necessário. Mas sendo porém raros tais maus funcionamentos, é quase impossível explicá-los pela teoria da “sobrevivência dos mais aptos”. Assemelha-se muito mais à intervenção duma inteligência divina. Não é que se pretende negar que alguns fetos se desenvolvem incorretamente, produzindo exemplares defeituosos que dificilmente poderiam sobreviver ou cumprir qualquer função útil. No caso dos seres humanos, os resultados podem ser bem trágicos, e de difícil explicação. Seguindo-se as pressuposições darwinianas, porém, seria difícil explicar o senso do patético causado por este exemplo de disteleologia[2].  O darwinista consistente só poderia dar de ombros e dizer: “É surpreendente que não haja mais exemplares deste tipo”. Não há, afinal, para o darwinista nenhuma resposta além da seleção natural mecanística e a “sobrevivência dos mais aptos”.

  1. A seleção natural não pode esclarecer os inúmeros exemplos de adaptação, nos quais não há, aparentemente, nenhum estágio transitório. A seleção natural nos levaria a imaginar que as formigas e os cupins aprenderam a conviver em colônias por terem descoberto, através da experiência, que isto incrementaria suas possibilidades de sobrevivência. Não existe, porém, qualquer evidência entre os fósseis que tenha havido formigas ou cupins antes de surgir esta vida organizada em colônias. Ou, tomando um exemplo da anatomia, precisamos considerar como qualquer estágio transitório do desenvolvimento do órgão da visão poderia ter conferido qualquer possível vantagem na batalha da sobrevivência, até a formação completa do olho. Se o animal tivesse possuído (na sua fase transitória) uma simples área de pele especialmente sensível à luz, e se o processo de seleção natural se tivesse aplicado às suas sucessivas mutações, como é que algo menos do que a própria vista poderia ter equipado o animal para sobreviver com mais sucesso do que seus competidores que não tinham esta pele fotossensível? A hipótese darwinista necessariamente implica em que, a cada estágio do desenvolvimento de organismos novos e mais complicados, até antes de poderem ser utilizados na prática, o animal em desenvolvimento tenha gozado alguma vantagem específica sobre seus competidores. Quanto ao exemplo, muito citado, do ciclo de crescimento da rã, o princípio da seleção natural não explica muita coisa. Pode, sim, concebivelmente servir como explicação de como os girinos aprenderam a nadar, alimentar-se e fugir dos inimigos mais eficientemente do que seus ancestrais menos capacitados. Mas será que isto lança luz sobre o motivo pelo qual se transformaram finalmente em rãs? Será que se pode argumentar com seriedade que as rãs são mais capazes de sobreviver do que peixes? É claro que é necessário achar uma explicação mais sofisticada do que a seleção natural meramente mecânica.

Em resumo, a teoria darwinista explica os dados da biologia muito menos adequadamente do que a afirmação de Gênesis capítulo 1, sublimemente singela, que todas as espécies de vida vegetal e animal surgiram como resposta à vontade criadora de Deus onipotente e onisciente, e que seu desenvolvimento posterior tem sido governado, em cada estágio, por Seus desígnios. Todas as semelhanças estruturais (tais como as semelhanças esqueléticas tão citadas para indicar uma relação genética entre o homem e as ordens inferiores de vertebrados) podem ser esclarecidas de maneira satisfatória como sendo uma força diretriz operando de fora (ou de cima), e não forças mecânicas operando de dentro dos tecidos vivos, como tais. Mesmo o fenômeno dos vestígios, que parecem ser inúteis, tais como o cócix no término da espinha humana, não demonstra uma herança remontando até os símios com caudas.

Tais vestígios apenas testificam um plano geral ou básico seguido pela força criadora (ou pela inteligência divina) que fez os vários filos vertebrados.

Um semelhante costume de conservar vestígios de desenhos da engenharia pode ser percebido no desenvolvimento do automóvel, ano após ano, desde (digamos) o sedã Ford 1901 e o modelo de 1964. Em certos casos, vestígios (como conservar a abertura para a manivela na base do radiador anos depois de haver arranque automático para o carro) marcaram a evolução desta marca de carro. O mesmo se pode dizer das “portinholas” dos modelos Buick entre os anos de 1940 e 1950, (até o vestígio-símbolo do modelo de 1957). Mas não se pode dizer que os modelos anteriores se tornaram mais avançados ou mais complicados; esta foi a obra dos desenhistas e engenheiros que produziram um modelo novo para cada ano sucessivo. Não há nada nos dados da geologia, ou da biologia em geral, que pudesse indicar que o procedimento do próprio Criador tenha sido essencialmente diferente. Uma vez que um modelo, ou espécie, foi criado, então estava pronto para a produção em massa, mediante o sistema embutido de procriação e reprodução com o qual todos os animais são equipados — sendo que cada espécie é controlada dentro dos limites mendelianos dos seus próprios genes específicos.

  1. O abandono moderno da teoria darwiniana da diferenciação gradual como sendo o mecanismo pelo qual todas as classes e ordens de vida se evolveram, levou à substituição dum novo tipo de evolução (a teria dos quanta) que recebe o apoio da maioria dos cientistas de destaque dos nossos dias. Mas a evolução emergente envolve fatores de mutação ou mudança tão súbita e radical, que pode ser classificada na categoria de mero credo filosófico incapaz de ser averiguado por métodos de laboratório, e de explicação seguindo princípios meramente mecânicos. Na geração de Darwin, esperava-se confiantemente que pesquisas geológicas e biológicas nas décadas subsequentes revelariam as formas de vida que haveriam de preencher as lacunas existentes entre as várias ordens  e filos. Mas a maioria dos dentistas do século vinte desistiram completamente desta busca.

Austin H. Clark (The New Evolution — “A Nova Evolução” —     1930, p. 189), por exemplo, mencionou “a inteira falta de intermediários entre os principais grupos de animais — como, por exemplo, entre os animais com espinha ou vertebrados, os equinodermos, os moluscos e os artropoides”. Disse mais: “Se estivermos dispostos a aceitar os fatos, teríamos que crer que nunca existiram tais intermediários, ou, noutras palavras, que estes grupos principais tiveram o mesmo relacionamento mútuo que até hoje conservam”. Semelhantemente, G. G. Simpson indicou que cada uma das trinta e duas ordens de mamíferos apareceu subitamente na história paleontológica. Declarou: “Os membros de cada ordem já têm os característicos básicos ordinais desde seu exemplar conhecido mais primitivo, e em nenhum caso se conhece uma sequência quase contínua duma ordem até outra” (Time and Mode in Evolution — “Ritmo e Modo na Evolução”, 1944, p. 106).[3]

Clark, Simpson e seus colegas modernos se refugiaram, pois, na teoria da evolução emergente, que afirma que novas formas dramáticas surgem ao mero acaso, ou por algum tipo de resposta criativa a novos fatores que não suportam mais análise ou descrição racional. Mas como é que tal explicação (que realmente não é uma explicação mas só um apelo à fé) pode ser considerada uma alternativa mais razoável do que o ato criador duma inteligência superior? Conforme a declaração de Cari Henry.[4]  “A suposição duma emergência abrupta fica tão longe do campo de análise científica com um apelo às forças criadoras sobrenaturais”.

Apesar destas considerações porém (ou talvez em ignorância delas), há muitos cristãos dedicados que estão dispostos a aceitar a teoria da evolução numa base teística. Isto quer dizer, professam lealdade à teoria do processo mecânico de seleção natural (segundo a formulação de Darwin), ou até à mais recente teoria emergente da evolução; mas mesmo assim insistem que a matéria não é eterna (que os não-teístas têm que supor), mas que foi criada por Deus ex nihilo. Além disto, consideram que o mecanismo inteiro do processo evolutivo tenha sido planejado e controlado por Deus, e não por alguma força misteriosa que não pode ser completamente explicada pela ciência.

Deve ser explicado às pessoas que sustentam esta posição que, historicamente, a teoria inteira foi elaborada para explicar o desenvolvimento da vida em princípios mecânicos puramente naturais, sem necessitar de qualquer influência divina. Darwin e seus colegas fizeram os maiores esforços para derrubar o argumento pela existência de Deus, baseado na evidência de haver desígnio na natureza, e exploraram todos os exemplos concebíveis de disteleologia e de falta de propósito que poderiam descobrir. Mencionaram o fato que dos milhares de ovos depositados pela mãe-peixe, só uma porcentagem mínima sobrevive para atingir a maturidade, e que poucas sementes caídas duma árvore sobrevivem para produzir novas árvores. (Assim, convenientemente, deixava-se de mencionar o estoque de gêneros alimentícios armazenado para outros animais por causa desta superabundância). Fazia-se um esforço consistente de explicar o universo sem a existência de Deus. Por este motivo, o evolucionismo darwiniano tornou-se a filosofia oficial dos principais movimentos ateus do século vinte (tais como as formas mais puras do Nazismo e do Socialismo Marxista). A concessão de Darwin, de que um poder superior pudesse ter suprido a matéria-prima original e os impulsos vitais que deram origem à evolução no princípio, nem por isso deixou de ser uma negação completa da revelação hebraico-cristã. Levou inevitavelmente ao resultado que os conceitos de moral e de religião que se descobrem na raça humana sejam considerados a mera combinação fortuita de moléculas, não representando, portanto, qualquer realidade espiritual.

O evolucionismo, como filosofia ou cosmovisão realmente envolve uma negação aberta de realidades espirituais, assim como rejeita também a existência dum Deus pessoal. Todos os seus principais expoentes têm declarado isto em termos inequívocos. O livro de Ernst Haeckel, The Riddle of the Universe — “O Enigma do Universo” (1929) adotou a tese de evolucionismo para desaprovar a religião sobrenatural, tornando-se assim, uma das maiores influências em prol do ateísmo do século vinte. G. G. Simpson declarou que uma aceitação total do evolucionismo é inconsistente com a crença de que Deus está ativo no universo.[5]  O próprio Charles Darwin, numa entrevista com um repórter dum jornal, pouco depois da publicação de “A Origem das Espécies”, simplesmente deu de ombros perante a questão moral em toda a sua totalidade. Quando lhe perguntaram se seu livro não mostraria a cada criminoso como justificar suas atividades, Darwin disse que a acusação era “uma boa sátira”, e deixou o assunto sem resposta.  Levando em conta fatores como estes, parece ser um procedimento dúbio para o cristão convicto que quer ser leal às Escrituras, declarar-se evolucionista, a não ser num sentido muito restrito — um sentido que de fato seria totalmente inaceitável a Darwin e a todos os seus seguidores. Para o cristão, não há outra alternativa a não ser reconhecer a seleção “natural” como sendo a seleção divina, seja de maneira direta, seja de maneira indireta.

[1] Cf. Robert E. D. Clark, Darwin: Befare and After (1958), p. 141.

[2] O termo disteleologia se aplica aos casos nos quais a teleologia (ou propósito inteligente) é difícil de ser percebida. Refere-se a instâncias nas quais algo parece ter falhado, como no caso de nascimentos monstruosos, ou doenças fatais longas e cruciantes sofridas por pessoas de convicções piedosas e vidas exemplares. Pode ser aplicada a pestes devastadoras tais como a Peste Negra da idade média, ou inundações e terremotos em grande escala. Casos como estes são muito difíceis de ser reconciliados com o propósito sábio dum Deus amoroso e onipotente. Daí surge a palavra disteleologia.

[3] As duas últimas citações foram tiradas de Evolution and Christian Thought Today, editado por R. Mixter (1959), p. 208.

[4] No volume Mixter, idem, p. 211.

[5] The Meaning of Evolution (1943), p. 230.

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Extraído do Livro: Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason Archer Jr


 

Os humanos evoluíram dos hominídeos?

 

Na estreia de O Homem-Macaco: A História da Evolução Humana na TV, o ex-âncora da CBS, Walter Cronkite, declarou que os macacos eram seus “primos recém-descobertos”. Cronkite prosseguiu dizendo: “Se você voltar atrás, nós e os chimpanzés temos um ancestral em comum. O pai do pai do pai do meu pai, voltando atrás talvez meio milhão de gerações — cerca de cinco milhões de anos — era um macaco”. Cronkite está certo? Nós e os chimpanzés temos um ancestral em comum? Ou trata-se de uma ilustração do conhecimento que não temos, envolvendo o homem-macaco?

Primeiro, seja no Homem-Macaco, ou na revista Time, o ícone macaco a homem tornou-se o argumento. Em outras palavras, a ilustração de um macaco cujas articulações vão evoluindo lentamente em uma série de formas de transição imaginária até chegar ao homem moderno, apareceu tantas vezes em tantos lugares que a figura passou a ser evidência. À luz da ostentação que acompanha os mais recentes candidatos à prova designada pelos evolucionistas, para usar pela primeira vez os ícones da evolução, seria bom nos lembrarmos de que antigos candidatos, como a macaca Lucy, concederam fama aos seus descobridores, mas pouco fizeram para se distinguir como grandes exemplos da evolução humana. Além disso, à medida que o corpus de espécies de fósseis de hominídeos continua a aumentar, tornando-se cada vez mais evidente que existe um abismo intransponível entre hominídeos e homens, tanto em composição quanto em cultura. E mais, estruturas homólogas (estruturas semelhantes em espécies diferentes) não fornecem provas suficientes de uma árvore genealógica — a descendência comum é apenas uma afirmação evolucionista, usada para explicar as semelhanças. Afirmar que hominídeos e homens são parentes, porque ambos podem andar eretos, é equivalente a dizer que beija-flores e helicópteros são parentes, porque ambos podem voar. Na verdade, a distância entre um macaco, que não sabe ler ou escrever, e um descendente de Adão, que pode compor uma obra-prima musical ou enviar um homem à lua, é a distância do infinito.

Por fim, o evolucionismo não pode responder satisfatoriamente sobre a origem da vida, o código genético, ou o processo de habilidosa sincronia necessário para gerar vida a partir de um simples óvulo fertilizado. Nem é capaz de explicar satisfatoriamente de que forma processos físicos podem produzir realidades metafísicas como consciência e espiritualidade. O esforço insaciável para produzir um “elo perdido” substituiu embuste, sensacionalismo e subjetivismo por ciência sólida.

“E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem a sua imagem; a imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gênesis 1.25-27).

Pr. Hank Hanegraaff.

Para todos que estão em Cristo Jesus.

Extraído de: CACP


 

Quatro Fatos Científicos que refutam a Teoria da Evolução

Muitas pessoas alegam que a teoria da evolução é anti-Bíblica e anti-ciência, mas outras há que defendem a existência harmónica entre as alegações do evolucionismo e os dados científicos. De que lado está a razão?

Quatro observações demonstram o porquê da evolução – que alega que peixes evoluíram para pescadores como efeito de nova informação biológica disponibilizada exclusivamente pela natureza – não ser uma genuína teoria científica.

  • 1. Os fósseis não revelam qualquer tipo de evidência da evolução micróbios-para-microbiólogos.

Muitos inequívocos alinhamentos de fósseis deveriam evidenciar as transições entre criaturas não relacionadas umas com as outras (que os evolucionistas insistem ter um passado comum). Em vez disso, os novos fósseis revelados ao público – que supostamente representam as transições entre os tipos básicos de vida – são disputados pelos próprios evolucionistas.

a)“O meu fóssil é melhor que o teu!”

b) A ressurreição dos “fósseis vivos”.

  • 2. As formas de vida não evoluíram entre os tipos.

Experiências levadas a cabo com o expresso propósito de detectar a evolução deveriam já ter tido algum tipo de vislumbre em favor dessa tese, mas tal não acontece. Quando os pesquisadores simularam a evolução da mosca da fruta, alterando cada porção do ADN da mosca, eles depararam-se com 3 tipos de moscas: normais, mutantes e mortas(Nüsslein-Volhard, C. and E. Wieschaus. 1980. Mutations affecting segment number and polarity in Drosophila. Nature. 287 (5785): 795-801).

Um estudo levado a cabo no ano de 2010 não observou qualquer tipo de evolução na mosca da fruta mesmo depois de 600 gerações (Burke, M. K. et al. 2010. Genome-wide analysis of a long-term evolution experiment with Drosophila. Nature. 467 (7315): 587-590).

De modo semelhante, os microbiólogos estudaram 40,000 gerações da bactéria E. colie verificaram que ela também só se tornava normal, mutante ou morta. (Barrick, J. E. et al. 2009. Genome evolution and adaptation in a long-term experiment with Escherichia coli. Nature. 461 (7268): 1243- 1247).

Nenhuma evoluiu no verdadeiro sentido do termo, mas algumas passaram a aceder aos citratos como fonte de alimento. No entanto, esta nova função provavelmente resultou da perda de informação genética (Behe, M. J. 2010. Experimental Evolution, Loss-of-Function Mutations and “The First Rule of Adaptive Evolution.” The Quarterly Review of Biology. 85 (4): 419-445.).

A evolução em larga escala não ocorreu no passado e nem está a ocorrer no presente.

  • 3. Entropia genética invalida a evolução.

Os geneticistas populacionais enumeram e descrevem as mutações genéticas que ocorrem nas criaturas durante as gerações. As mutações são erros de “cópia” na informação em código transportada pelas células. A esmagadora maioria das mutações não possuem qualquer tipo de efeito no corpo.

Para além disso, a maior parte destas mutações practicamente neutrais misturam a informação genética mais rapidamente do que as outras conseguem construir nova e útil informação (Sanford, J. 2008. Genetic Entropy & the Mystery of the Genome. Waterloo, NY: FMS Publications.).

Devido a isto, existe uma maior acumulação de mutações prejudicais do que qualquer outro tipo de mutações. A este processo deu-se o nome de “entropia genética“.

Cada indivíduo carrega consigo as suas próprias mutações bem como aquelas que ele herdou de gerações anteriores. Cabe às células interpretar a informação danificada num processo análogo ao que os pesquisadores arqueológicos levam a cabo quando tentam reconstruir um texto danificado a partir de pergaminhos antigos. Eventualmente, pouco informação resta, o que resulta na morte da célula e na extinção.

A entropia genética refuta a teoria da evolução ao garantir que 1) a informação genética é constantemente alterada de geração para geração, e 2) ao limitar o número total de gerações para um número inferior ao necessário para a teoria da evolução estar de acordo com os dados científicos.

  • 4. Sistemas vitais “tudo-ou-nada” refutam a evolução.

Finalmente, a transição entre os tipos básicos não é possível uma vez que isso desabilitaria traços vitais da criatura. Por exemplo, o pulmão dos répteis (primeira imagem seguinte) nunca se poderia transformar (via processos evolutivos) no peculiar e particular pulmão das áves.

O pulmão dos répteis teria que parar de respirar enquanto esperava que a evolução construísse ou transferisse as funções para os novos ossos e sacos de ar necessários para o sistema de respiração das áves (Thomas, B. Do New Dinosaur Finger Bones Solve a Bird Wing Problem?ICR News. Posted on icr.org July 9, 2009, accessed March 9, 2012).

Como falhas no sistema respiratório podem resultar na morte do organismo em poucos minutos, supor que o pulmão dos répteis evoluiu para o pulmão das áves é ridículo.

De modo semelhante, para que a transição do coração com 3 câmaras do anfíbio para o coração de 4 câmaras dos mamíferos se efectuasse, seria necessário um novo coração que bloqueasse o vital fluxo de sangue, ou novos vasos coronários que, de modo fatal, perturbassem o fluxo de sangue do coração dos anfíbios.

. . . . .

Estas 4 observações demonstram como a anti-Bíblica teoria da evolução contradiz a ciência. Se as criaturas são efeitos das forças da natureza – e não efeitos do Poder Criativo de Deus – então as Escrituras não são fiáveis visto que, do princípio até ao final, as mesmas atribuem a Deus .o lugar de Criador.

Felizmente para os Cristãos, os dados observáveis estão de acordo com a Palavra Inspirada, e como tal, não ha necessidade de encontrar “meio termo” com uma teoria claramente errada como a teoria da evolução.

 

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Extraído de: Darwinismo


 

Sete motivos para o Cristão rejeitar os mitológicos ”milhões de anos”

”Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16)

Existe uma controvérsia intensa entre os Cristãos em torno da idade da Terra. Durante os primeiros 18 séculos da história Cristã a posição universal era a de que Deus havia criado o mundo em seis dias normais aproximadamente há 6,000 anos atrás, e que mais tarde havia destruído o mundo antigo por meio do Dilúvio de Noé. Mas há cerca de 200 anos atrás alguns cientistas começaram a desenvolver teorias que necessitavam duma Terra bem mais antiga que os 6,000 anos revelados pela Bíblia. Devido a isto, começaram a postular novas teorias sobre a idade da Terra – os mitológicos milhões de anos.

Em jeito de resposta a essa invenção não-científica, alguns líderes Cristãos começaram a desenvolver tentativas de acomodar os mitológicos “milhões de anos” com a Bíblia. Estas tentativas incluem a teoria da falha, a noção de que “dia” significa “Era” ou “Idade”, a teoria dum dilúvio localizado, a evolução Teísta, a criação progressiva e muitas outras teorias. Um crescente número de Cristãos (agora chamados de Criacionistas da Terra Jovem – CTJ), incluindo muitos cientistas, mantiveram a visão tradicional de Génesis, alegando que esta é a única visão que tem o suporte das Escrituras e a aprovação dos dados observacionais.

Muitos Cristãos alegam que a questão da idade da Terra não é importante (para além de ser, segundo eles, “divisória”), e que o mais importante é a proclamação do Evangelho. Mas será esse o caso? Se Deus diz que Ele criou os céus e a Terra em seis dias normais, mas outro alguém alega que a Terra é o resultado dum processo que durou milhões de anos, é isto algo periférico ou é um ataque frontal à Autoridade da Palavra de Deus?

Eis aqui, portanto, alguns motivos devido aos quais os Cristãos não podem aceitar os milhões de anos sem causar grandes estragos à Igreja e ao seu testemunho perante o mundo.

1. A Bíblia claramente ensina que Deus criou em seis dias normais há alguns milhares de anos atrás.

O termo hebraico para “dia” em Génesis é yom. Na esmagadora maioria dos casos onde o termo é usado na Bíblia Hebraica ela significa um dia literal. Onde yom não significa um dia literal, o contexto torna-o óbvio. Semelhantemente, o contexto em Génesis claramente mostra que os dias da criação foram dias normais:

– Primeiro, yom é definido logo na primeira vez que é usado na Bíblia (Gen. 1:4–5) no seu entendimento literal: a porção luminosa do ciclo dia/noite e todo o ciclo luz/noite).

– Segundo, yom é usado com as palavras “tarde” e “manhã”. Em todo o lado onde estas duas palavras são usadas na Bíblia, quer seja juntas ou separadas, com ou sem a palavra yom no contexto, elas significam sempre uma manhã e uma tarde literais, dum dia normal.

– Terceiro, yom é modificado com um número: primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc.. Em todas as outras partes da Bíblia este tipo de construção significa sempre um dia normal.

– Quarto, yom é definido literalmente em Gen. 1:14 em relação aos corpos celestiais.

Que estes dias da criação ocorreram há cerca de 6,000 atrás é feito óbvio pelas genealogias de Génesis 5 e Génesis 11 (que nos dá cronologia detalhada).

2. Êxodo 20:11 impede todas as tentativas de se inserirem os milhões de anos em Génesis 1.

Este versículo dá-nos o motivo para o Mandamento de Deus dirigido aos Israelitas para eles trabalharem seis dias e descansarem no Sábado. Yom é usado em ambas as passagens do Mandamento. Se Deus quisesse que os Judeus trabalhassem durante seis dias devido ao facto de Ele ter criado em seis longos períodos de tempo, Ele poderia ter usado uma das três palavras hebraicas para a classificação de tempo indefinido. No entanto, Deus deliberadamente escolheu usar a única palavra que significava um dia literal e os Israelitas interpretaram o Mandamento de forma literal.

Por estes motivos é que a noção do dia-era ou a hipótese “framework” têm que ser rejeitadas. A teoria da falha ou qualquer outra tentativa de se colocarem os mitológicos milhões de anos antes dos seis dias da criação são falsas uma vez que Deus disse que em seis dias criou Ele os céus, a Terra e os mares e tudo o que neles há. Portanto tudo o que existe foi criado durante esses seis dias (incluindo os anjos) e nada foi criado antes.

3. O Dilúvio de Noé “varre” os milhões de anos.

As evidências em Génesis 6–9 para uma catástrofe global são esmagadoras. Por exemplo, o dilúvio tinha como propósito não só destruir os pecadores mas também todos os animais e áves terrestres. Isto só poderia ser levado a cabo por um catástrofe global. O propósito da Arca era o de preservar dois animais de cada tipo de forma de vida terrestre para que os mesmos pudesse repopular o meio ambiente.

A Arca seria totalmente desnecessária se o Dilúvio tivesse sido um evento geograficamente localizado uma vez que as pessoas, os animais e as áves poderiam ter migrado para fora da zona onde o dilúvio iria ocorrer e mais tarde voltar. Ou isso, ou então essa área seria repopulada por animais que viviam fora da zona do dilúvio localizado.

A natureza catastrófica do evento é vista pelos 40 dias de chuva contínua que produziria uma maciça erosão, deslizamento de lama e furacões. A palavra hebraica de onde extraímos a expressão “se romperam todas as fontes do grande abismo” (Gen. 7:11) claramente aponta para uma ruptura tectónica na superfície terrestre durante um período de 150 dias, resultando em actividade vulcânica, terremotos e tsunamis.

O Dilúvio de Noé produziria exactamente o tipo de registo geológico que hoje temos: milhares de metros de sedimentos claramente depositados pela água e mais tarde endurecidos até se transformarem em rochas contendo milhares de milhões de fósseis. Se o Dilúvio é responsável pela maioria das camadas rochosas e pela maioria dos fósseis, então estas rochas e os fósseis nunca poderiam representar a história da Terra, como alegam os crentes nos milhões de anos. (É também por isso que os evolucionistas atacam ferozmente o Dilúvio de Noé.)

4. O Senhor Jesus é Um Criacionista da Terra Jovem.

O Senhor Jesus consistentemente tratou as descrições milagrosas de forma directa, verdadeira e como eventos que decorreram no espaço e no tempo (a criação de Adão, Noé e o Dilúvio, Lot e a sua esposa em Sodoma, Moisés e o maná do céu, Jonas na barriga do peixe gigante, etc). Ele continuamente afirmou a Autoridade das Escrituras sobre as ideias e tradições humanas (Mateus 15:1–9).

Em Marcos 10:6 o Senhor declara que Adão e Eva estiveram presentes desde o princípio da criação, e não milhões de anos após o princípio, como seria de esperar se o universo realmente tivesse milhões de anos. Portanto, se o Próprio Filho de Deus, o Autor da Criação (João 1:1-3), declara que o Universo é “jovem”, como é que os Seus fiéis discípulos podem pensar de forma diferente?

5. A crença nos milhões de anos destrói o ensinamento Bíblico em torno da morte e em torno do Carácter de Deus.

Seis vezes Génesis 1 diz que Deus chamou a criação de “boa”, chegando ao ponto de qualificá-la de “muito boa” depois do sexto dia da criação. O homem e os animais eram originalmente vegetarianos (Gen. 1:29–30); de acordo com as Escrituras, as plantas não eram “seres viventes” do mesmo modo que o são o homem e os animais).

Mas Adão pecou, resultando no julgamento de Deus sobre toda a criação. Na mesma hora Adão e Eva morreram espiritualmente, e depois da Maldição, eles começaram a morrer fisicamente. Eva e a serpente foram modificadas fisicamente e o próprio solo foi amaldiçoado (Gen. 3:14–19).

Sabemos que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto” esperando pela redenção final dos Cristãos (Rom. 8:19–25), altura em que seremos testemunhas da restauração de todas as coisas (Actos 3:21, Col. 1:20) para um estado semelhante ao mundo antes da Queda, onde não haverá mais comportamento carnívoro (Isaías 11:6–9) nem doenças, sofrimento ou morte (Rev. 21:3–5) uma vez que já não haverá mais Maldição (Rev. 22:3).

Aceitar a ideia dos milhões de anos, juntamente com a ideia da morte e do sofrimento animal antes da criação e Queda, contradiz e destrói o ensinamento Bíblico em torno da morte e Trabalho Redentor do Senhor Jesus Cristo. Isto tornar Deus Num Criador Cruel que, sem causa moral alguma, usa (ou não consegue prevenir) a doença, os desastres naturais e a extinção, que desfiguram o Seu trabalho criativo, e mesmo assim chama à criação de “muito boa”.

6. A ideia dos milhões de anos não veio dos factos da ciência.

A mesma foi desenvolvida por uma minoria de cientistas deístas e ateus do final do século 18, princípios do século 19. Estes homens usaram bases filosóficas e ideológicas para interpretar as camadas geológicas duma forma que claramente estivesse em oposição com a Bíblia, especialmente em oposição com a criação e com o Dilúvio de Noé.

Como forma de harmonizar os milhões de anos com o Cristianismo, muitos líderes religiosos (maioritariamente protestantes) rapidamente adulteraram os ensinamentos Bíblicos e acomodaram os milhões de anos com a Bíblia usando a teoria da falha, a noção da “dia-era”, o dilúvio localizado, etc.

7. A datação radiométrica não prova os milhões de anos.

A datação radiométrica só foi desenvolvida no início do século 20, altura em que uma grande parte da população mundial havia já aceite a mitologia dos “milhões de anos”. Portanto não se pode usar como evidência um ramo da ciência que só se desenvolveu depois de já se ter aceite os “milhões de anos”.

Há já muitos anos que os cientistas criacionistas citam exemplos (em artigos publicados em revistas científicas) onde se observam instâncias destes métodos de datação a atribuírem idades na ordem dos milhões de anos a rochas formadas nas últimas centenas de anos (ou mesmo há apenas algumas décadas atrás).

Em anos recentes criacionistas do projecto RATE levaram a cabo pesquisas experimentais, teoréticas e prácticas para desmascarar mais evidências deste tipo (ex: diamantes que os evolucionistas afirmarem terem “milhões de anos” foram datados com carbono14 e foi verificado que possuíam apenas alguns milhares de anos). Os cientistas mostraram também que as taxas de decaimento eram maiores no passado, o que encolhe as datas dos milhões de anos para milhares de anos (confirmando a Bíblia).

Conclusão:

Biblia_CienciaEstas são algumas das razões que mostram como os milhões de anos não só são falsos, como contradizem o Génesis nos revela àcerca da Verdade em torno das nossas origens. A Palavra de Deus tem que ser a Autoridade Final em assuntos a que ela alude (não só morais e espirituais mas também ensinamentos que tocam em eventos históricos, arqueológicos e geológicos).

O que está em causa é a autoridade das Escrituras, o Carácter de Deus, a doutrina da morte e as bases do Evangelho. Se os primeiros capítulos de Génesis não são eventos históricos, então a crença no resto da Bíblia está fragilizada, incluindo os ensinamentos em torno da salvação e da moralidade.

Examinemos cuidadosamente toda a gama de evidências que Deus nos disponibilizou. A saúde da Igreja e a eficiência da sua missão para anunciar a Boa Nova estão em jogo.


Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por: Answers in Genesis