Uso do Antigo Testamento Grego pelos Cristãos Primitivos (Parte 2)

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Se você não viu a primeira Parte deste Conteúdo, você pode estar clicando aqui, navegando pelo Facebook avistei o comentário da página católica cruzados católicos, em um post compartilhado que tinha como um título a diferença entre a Bíblia católica e protestante, vou ressaltar aqui somente alguns pontos que eu considerou que precisa de uma refutação.

  • (A) Mas a Igreja católica, desde os Apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito. Cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu. Essa versão dos Setenta inclui os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia.
  • (B) Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma de tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego dos Setenta tornou-se comum entre os cristãos; e, portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos.

Ser observado, a Igreja Católica nunca usou toda a Septuaginta – LXX, isso, porque é apenas uma tradução, mas não propriamente dito um Cânon definido. Além disso, a Septuaginta continha outros livros que não estão na Bíblia Católica, que até mesmo ela não o considera inspirados por Deus, mas que estão na Bíblia Ortodoxa Grega que adotou todo o Cânon da Septuaginta. Os Livros inseridos na Septuaginta, e que não estão na Bíblia Hebraica são:

  • Sabedoria
  • Eclesiástico
  • Tobias
  • Judite
  • 3 e 4 Esdras
  • 1, 2, 3 e 4 Macabeus
  • Baruque, sua segunda parte conhecida como a Epístola ou Carta a Jeremias
  • Acréscimos ao Livro de Ester (10:4 – 16:24)
  • Acréscimos ao Livro de Daniel (Oração dos Três Moços 3:24-90, Suzana 13, Bel e o Dragão 14)
  • Oração de Manassés

Agora, eu me pergunto, se o romanista que escreveu o artigo dizendo que a Igreja Romana usa o cânon completo, ou seja, pra eles a Septuaginta, que tinha outros livros além do cânon palestino. Eu pergunto agora, porque dizer? Que a Igreja Católica Romana usa todo o cânon, se nem sequer considera os demais livros como 3º e 4º Esdras, 3º e 4º Macabeus e a Oração de Manassés como dotados de inspiração divina?

Se for fazer um breve estudo na Septuaginta, você pode ter total certeza, existem outros livros que não estão na Bíblia Católica Romana, mas que estão na Septuaginta – LXX.  Se Falam que os Cristãos Primitivos do 1º Séc.. Usavam a Septuaginta com todos os livros, porque será que a Instituição Romana não aceita!

Ser observado é que por mais que os Cristãos usassem a Septuaginta, isto não prova que eram canônicos, pois quem escreveu o AT foram os Judeus da Palestina, enquanto que os Judeus de Alexandria que eram bilíngües, só apenas traduziram do texto original hebraico TM.

O Fato aqui implícito é, se os primeiros cristãos usassem como Regra de Fé e de Doutrina, o que é diferente, além disso, não há sequer registro quais os livros da LXX, que os Cristãos usavam. E por mais, que há referências no Novo Testamento, como os romanistas insistam em dizer, isso, o que é incabível. Pois em Judas a também a referência a um Livro Apócrifo I Enoque que nem sequer é mencionado na Tradução Pré-Cristã do Velho Testamento Grego, mas a menção de um escrito apócrifo, pela simples razão não significa ser canônico, pois ambos se diferem no significado.

Agora, vai me dizer, romanista, só porque os apócrifos estavam incluídos na Septuaginta – LXX significam que sejam canônicos, não é claro que não tem nada haver. Como eu disse antes, e repito de novo se os católicos romanos não entenderam. A Septuaginta – LXX é apenas uma tradução, Tradução, OK! É uma Tradução e não um Cânon o que é uma coisa totalmente diferente.

Eu diria que até os reformadores, usavam os apócrifos em seu cânon, mas rebaixavam em relação ao nível de doutrina e prática cristã. Mas eles sempre o consideraram bom, digo para leitura, mas nunca os reformados o consideravam como canônicos.

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por Jean Carlos: (Apologia Bíblica)


Uso do Antigo Testamento Grego pelos Cristãos Primitivos (Parte 1)

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Neste Artigo, eu apresento a todos os que estão em Cristo Jesus, uma refutação minha a uma  certa objeção católica, muito usada por determinados romanistas em favos dos livros apócrifos. O argumento que visualizaremos agora aqui é a seguinte:

A Septuaginta continha os Apócrifos, e de fato Jesus e os Escritores do Novo Testamento a usarão porque a certas menções dos livros apócrifos no N.T. E de fato é a versão mais citada pelos escritores do Novo Testamento. E isso da apoio ao Cânon Alexandrino, pois a LXX é mais amplo que o Cânon Palestino.”

RESPOSTA: – E Daí que os Apócrifos estavam inseridos na LXX, isto só mostra que os Judeus alexandrinos traduziram do Hebraico para o Grego os outros escritos religiosos judaicos ao lado dos livros canônicos. Eu alisto três Parâmetros para responder essa questão:

1º Alexandria só foi o lugar da Tradução e não da Canonização.

2º Septuaginta só é uma Tradução apenas.

3º Os Judeus da Palestina não estavam de acordo com o Cânon Alexandrino.

Eu diria que na verdade existem trechos dos apócrifos no Novo Testamento, mas isto não quer dizer que sejam canônicos. Entretanto os cristãos a usavam a Septuaginta que era Bíblia deles naquele tempo, mas não usavam com canonicidade.

A Septuaginta continha catorze livros apócrifos do Antigo Testamento, que para os judeus da dispersão eram livros considerados Escrituras Sagradas, antes do Concílio de Trento a Igreja Católica Romana aceitava todos os livros da Septuaginta, depois deste Concílio realizado em 1546 ela passou a aceitar apenas 7 livros e alguns acréscimos a Ester e a Daniel. Enquanto que o Cânon Protestante manteve-se idêntico ao Cânon Palestino (Hebraico) que consiste em nossos trinta em nove livros do Antigo Testamento.

Primeiro temos que saber que o lugar Alexandria, foi apenas uma tradução do hebraico para o grego. Mas é na Palestina é que era o lugar do cânon Judaico, lá era o lugar da canonização e não Alexandria no Egito.

Mas mesmo assim os romanistas insistem em dizer que Jesus e os escritores do Novo Testamento usarão a LXX, mas na verdade é que jamais citaram algum livro apócrifo do A.T, uma referência que eles fazem é Hebreus 11:35 com II Macabeus 7:12, que também pode ser uma referência a I Reis 17:17-24 e II Reis 4:25-37. Os romanistas também eles gostam de citar os Pais da igreja como admitindo que eles a usavam no seus escritos. Mas vejamos o que o Especialista nos Apócrifos nos diz abaixo.

Roger Beckwith observa:

Quando examinamos as passagens nos primeiros pais que supostamente deveriam estabelecer a canonicidade dos apócrifos, descobrimos que algumas delas são tiradas do texto grego alternativo de Esdras (lEsdras) ou de adições ou apêndices de Daniel, Jeremias ou algum outro livro canônico, e que […] não são muito relevantes; descobrimos ainda que outras não são citações dos apócrifos; e que, dentre as que são, muitas não dão qualquer indício de que o livro seja considerado Escritura’’

Além disso muitos teólogos católicos admitem que as cenas nas catacumbas não provam a canonicidade de tais livros, mas apenas mostra que os eventos religiosos registrados tinham para os Cristãos Primitivos. Um análise interessante é que foi Deus (por meio de Inspiração) que causou as Escrituras, e não há Igreja.

Abaixo veja as breves considerações em relação ao Cânon e a Igreja.

Posição Incorreta sobre o Cânon Posição Correta sobre o Cânon
A Igreja determina o cânon A Igreja descobre o cânon
A Igreja é mãe do cânon A Igreja é filha do cânon
A Igreja é magistrada do cânon A Igreja é ministra do cânon
A Igreja regula o cânon A Igreja reconhece o cânon
A Igreja é juíza do cânon A Igreja é testemunha do cânon
A Igreja é mestra do Cânon A Igreja é serva do cânon

Concílio de Jâmnia

Como se muito se diz por aí, navegando pela internet você vai encontrar certos romanistas, dizendo que a conclusão do Antigo Testamento se deu no Concílio de Jâmnia (90 d.C). Eles a consideram que neste concílio foi definido o a seção de ‘’Escritos’’ que ainda não estava completo. Entretanto para os judeus, não houve um concílio autorizado, realizou-se apenas uma reunião de especialistas. Assim, não houve um oficial, nem corpo de oficiais dotados de autoridade, a fim de reconhecer o cânon. Por isso, não houve uma canonização dos livros em Jâmmia

Entretanto aqui já deixa claro que não foi o Concílio de Jâmnia que definiu, até porque só foi uma reunião entre os judeus, não foi a Septuaginta até porque é apenas uma tradução, e nem sequer Jesus e os escritores do N.T a citaram, apesar de ter menções não significam que tinham alguma autoridade, e muito menos a Igreja Católica Romana que definiu os livros como eles queiram. Mas creio que foi Deus por meio do Espírito Santo que selecionou desde o começo os nossos 39 livros do A.T.

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por Jean Carlos: (Apologia Bíblica)

O Cânon Hebraico na Época de Cristo

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A Discussão a respeito pelo Cânon Bíblico é bastante debatida hoje por estudiosos, e especialistas no assunto. Enquanto que os Apologistas Católicos insistem no Cânon de 46 livros, a respeito de não estar finalizado na época de Cristo. Mas a Questão aqui é será que o Cânon Hebraico já estava completo na época de Cristo, ou será que ele demorou ainda um tempo para ser concluído. Haja visto que os romanistas dizem pelos sites católicos que ’’Lei, Profeta’’ já estavam completo, e enquanto ’’Escritos’’ não estavam completos, para dizer que os livros Deuterocanônicos/Segundo Cânon, estavam inseridos junto com os Escritos. Como já foi provado por várias sites de Apologética Cristã que os apócrifos,  não faziam parte do Cânon do A.T, aqui o que você verá será uma breve evidência que o Antigo Testamento Hebraico,já estavam fechado na Época de Cristo, ou seja que não garantia o direito de acrescentar algum livro.

Como será que era o Cânon na Época de Cristo? Se você mergulhar pelas Escrituras Sagradas, você verá que o Antigo Testamento Judaico, era composto de ‘’Lei, Profetas, e os Salmos’’ (Lucas 24:44). Na verdade essa era a a Divisão da Bíblia Hebraica também conhecida como Tanakh ou Tanach no Português.

O Tanakh é composto de:

  • (Torá) = Lei  – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio
  • (Nevi’im) = Profetas – Josué, Juízes, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Os Doze Profetas Menores – Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, e Malaquias.
  • (Ketubim) = Escritos – Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras, Neemias, I Crônicas, e II Crônicas.

Como você pode ver o Tanakh, tem os mesmos livros da nossa Bíblia e a mesma quantidade, a única diferença é a ordem cronológica ou seja enquanto que na Bíblia Hebraica termina com Segunda Crônicas, a nossa termina com Malaquias mas isso não muda nada em questão, um bom exemplo seria por exemplo quando Jesus disse:

Para que sobre vós caia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar.´´ (Mateus 23:35). Aqui Jesus nos diz da morte de Abel (Gn 4) que era reto perante Deus, quando foi morto pelo seu irmão Caim, até a morte do filho de Baraquias o equivale ao Profeta Zacarias (Zc 1:1). Isso poderia ser feita com uma comparação bíblica como de (Gênesis até Malaquias) ou (Abel até Zacarias) que equivaleria o mesmo. E aqui nós o entendemos, procurando apenas em aumentar o nosso entendimento a Luz da Palavra do Senhor.

Uma coisa interessante é que na Bíblia Hebraica existe 24 Livros, mas que são exatamente aqueles que estão na Bíblia Protestante, a onde começa o derramamento do sangue inocente de Abel (Gênesis), e Zacarias (Malaquias); veja em Segunda Crônicas,  “O Senhor enviou-lhes profetas que deram testemunho contra eles para que se convertessem a ele, mas não lhes deram ouvidos. Então o Espírito de Deus revestiu Zacarias, filho do sacerdote Joiadá que, apresentando-se diante do povo, lhes disse: «Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do Senhor? Não tereis êxito, pois, por ter abandonado o Senhor, ele vos abandonará a vós». Mas eles conspiraram contra ele, e por ordem do rei, o apedrejaram no átrio da casa do Senhor.” 2 Crónicas 24:17-21

Se você quer saber mais sobre os Apócrifos do A.T e do N.T de acordo com o contexto bíblico, e histórico clique aqui

Mas os Católicos Romanos, insistem em dizer que o Cânon Bíblico, só estava pronto no Concílio de Jâmnia (90 d.C), como muitos sites apologéticos dizem por aí colocando na mente de católicos sem conhecimento algum. Sabemos que o Cânon Hebreu já estava completo, mas alguns rabinos permaneciam em dúvidas em relação a Ester, por não pronunciar em todo o contexto a Palavra “Deus´´ Eclesiastes, e Cântico dos Cânticos, por aparecer bastante romantismo.

Mas se os rabinos judeus tinham dúvida, isso não anulava o direito desses livros no contexto de canonicidade, pois foi assim no Novo Testamento também alguns Pais Apostólicos, também permaneciam em dúvidas, em alguns livros. Ezequiel conforme registrada na Guemará, também é alvo de discussões, pois os rabinos achavam ele antimosaico (contra a Lei de Moisés), em relação a sua autoridade, e Provérbios centralizando em algumas passagens consideradas contraditórias. Agora um argumento muito usado pelos romanistas é a seguinte:

Católico: – A LXX continha os apócrifos.

Católico: – Os mais antigos Manuscritos completos da Bíblia em grego continha os apócrifos.

 

Sobre a Septuaginta conter os Apócrifos, eu quero falar num outro assunto com mais clareza e respaldo bíblico. Mas vendo os argumentos dos católicos idaí que os apócrifos são inseridos nos livros do AT? Os primeiros Cristãos continham de fato a Septuaginta que era a Bíblia deles do Antigo Testamento Hebraico para o grego. Eles a tinham, mas não a de fato com canonicidade (autoridade divina) nós podemos ver por exemplo vários Pais da Igreja que o rejeitaram que você pode ver clique aqui.

Testemunhas antigas ao Cânone Massorético:

 A referência mais antiga que veio até nós, as três divisões principais das Escrituras Hebraicas, se acha no Prólogo do livro apócrifo Eclesiástico, composto ca. de 190 a.C., em hebraico, por Jesus ben Siraque. O Prologo mesmo foi composto pelo neto do autor, que traduziu a obra inteira para o grego. No Prologo (datado ca. de 130 a.C.) lemos: “Pela Lei, pelos Profetas e por outros escritores que os sucederam, recebemos inúmeros ensinamentos importantes e cheios de sabedoria, que tornam Israel digno de louvores pela sua doutrina e sabedoria, pois não somente estes autores deveriam ter sido muito esclarecidos, mas os próprios estranhos podem tornar-se, graças a eles, muito hábeis em falar e escrever. E assim que, após entregar-se particularmente ao estudo atento da Lei, dos Profetas e dos outros Escritos, transmitidos por nossos antepassados, também meu avô quis escrever algo instrutivo e cheio de sabedoria”. O que no Cânone do TM se classifica como Kethubhim (Escritos ou Hagiographa) se menciona aqui como:

  1. Livros de outros escritores que sucederam aos Profetas.
  2. Os outros Escritos transmitidos pelos antepassados.

Isto demostra que alguma divisão tríplice já existia no segundo século a.C. Como Jesus tinha dito em (Lucas 24:44) ’’A seguir, Jesus lhe disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas, e nos Salmos.’’

Ora Salmos que Jesus menciona, era a parte da 3º Divisão da Bíblia Hebraica, ou seja os Escritos (Kethubim) uma referência seria (I Timóteo 3:16) ’’Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para  o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.’’ O Apóstolo Paulo quando menciona  Escritura, ele referia ao Antigo Testamento Hebraico, ou 39 livros que hoje nós evangélicos temos em mão, como sendo canônicos.

Atualmente quem permanece com os livros apócrifos entre os Testamentos é a Igrejas Anglicanas que são lidas publicamente menos o Salmos 151, as Igrejas Católicas Ortodoxas que são usadas freqüentemente.

Para todos os que estão em Cristo Jesus. 

Por Jean Carlo: (Apologia Bíblica).

Material de Consulta: Merece Confiança o Antigo Testamento – Gleason Archer