Sodoma redescoberta

Arqueólogos encontram na Jordânia ruínas da “cidade do pecado”, que teria sido exterminada por Deus numa das mais conhecidas histórias bíblicas.

“Então o Senhor fez chover enxofre e fogo contra Sodoma e Gomorra. Elas foram destruídas […] incluindo os habitantes e a vegetação que crescia do solo.” A aniquilação das “cidades do pecado”, descrita no livro de Gênesis, é uma das passagens mais conhecidas e controversas da Bíblia. Agora, uma escavação conduzida pela Universidade Trinity Southwest, dos Estados Unidos, em parceria com o Departamento de Antiguidades da Jordânia, está ajudando a passar a história das localidades da lenda para o mundo real. Os responsáveis pela pesquisa dizem que acharam as ruínas de Sodoma a 14 km do Mar Morto, na Jordânia, e que já sabem onde está Gomorra. “Depois de 15 anos de exploração eu penso que nós descobrimos Sodoma, como as evidências científicas demonstram”, afirma Steven Collins, o arqueólogo que chefia o estudo. “A cidade é uma realidade geográfica tanto quanto Jerusalém.”

ACHADO
Os pesquisadores encontraram mais de 100 mil peças de cerâmica,
áreas residenciais e administrativas, um templo e um palácio.
E dizem já saber onde está Gomorra

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A Sodoma bíblica teria sido exterminada por Deus porque seus moradores eram adeptos da pederastia, de acordo com as escrituras (leia quadro). Na realidade, era uma metrópole de 10 mil pessoas que floresceu entre 3500 e 1540 a.C. O local foi um centro comercial cercado por fortificações de até 50 metros de espessura que protegiam as partes alta e baixa da cidade, reservadas a ricos e pobres. Foram encontrados mais de 100 mil peças de cerâmica do período, áreas residenciais e administrativas, um templo e um palácio vermelho, assim chamado pela cor de suas pedras. Há 3,5 mil anos, essa civilização subitamente desapareceu e a região ficou desabitada por 700 anos.

De acordo com a equipe, Sodoma foi destruída pelo impacto de um meteorito similar ao que atingiu Tunguska, na Sibéria, em 1908. O cataclismo pode ter sido a origem dos relatos bíblicos. A pesquisa aponta que as paredes da cidade foram destroçadas e que o solo foi desnudado por 500 km quadrados. “Temos cientistas em sete grandes universidades analisando as amostras que colhemos no sítio e nos arredores”, diz Collins.

Os arqueólogos chegaram a Sodoma comparando passagens das escrituras com ruínas jordanianas. “Gênesis 13 claramente coloca Sodoma ao norte e ao leste do Mar Morto”, afirma o pesquisador. É descrita ainda como uma poderosa localidade cercada por cidades-satélite, o que bate perfeitamente com os achados. Um dos centros orbitando Sodoma é Gomorra, que se acredita estar 1 km ao norte. A estimativa é que os arredores concentrassem até 80 mil pessoas.

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Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por Jean Carlos: (Resistência Cristã)

Extraído de: ISTOÉ Independente 


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23 Motivos que levam os Estudiosos a Rejeitar a Noção de que Jesus é Uma “Cópia” de Mitos Pagãos

Dan Brown, no seu livro “O Código Da Vinci”, escreve: “Nada do Cristianismo é original”. Nos tempos mais recentes. um largo número de pessoas está a alegar que Jesus não só mais não é que um novo arranjo de religiões pagãs secretas antigas, como também um arranjo de religiões com deuses a morrer e a ressuscitar. Nós vêmos isto mascarado de “verdade” em filmes tais como “Zeitgeist”“O Código Da Vinci”, e “Irreligious” que, para a pessoa comum, têm a aparência de serem factuais e convincentes.
Mas quão factuais são estas alegações? Certamente que qualquer pessoa pode fazer uma má caracterização das evidências de modo a que elas passem a estar de acordo com as suas crenças pré-estabelecidas, especialmente se estas pessoas não querem acreditar em algo.
O primeiro passo que deve ser tomado pela pessoa que tenta entender estas questões é consultar os estudiosos das áreas de especialização relevantes e necessárias. O que é que eles dizem disto tudo? Será que este tópico se encontra em debate nos dias de hoje? Se sim, ou se não, porquê? Resumidamente, este estudo focar-se-á em analisar estas comparações [entre o Senhor Jesus e as religiões pagãs], as opiniões educadas dos estudiosos, e tentará apurar se alguns destes paralelos pagãos se encontram no Jesus do Novo Testamento.
Quem são os mitologistas?
Bart Ehrman, o mais importante estudioso do Novo Testamento (e céptico), pergunta:
Bart_EhrmanQuem está no controle da agenda mitologista? Porque é que eles se esforçam tanto para mostrar que Jesus nunca existiu? Não tenho uma resposta definitiva, mas tenho um palpite. Não é acidental o facto de virtualmente todos os mitologistas (de facto, segundo sei, todos eles) serem ou ateus ou agnósticos. Aqueles sobre os quais eu sei alguma coisa, são ateus militantes e até virulentos.
Certamente que Ehrman está certo no seu palpite. Um dos mitologistas principais dos dias de hoje é Richard Carrier, e por acaso ele é um ávido ateu que escreve para o site  Secular Web. Carrier, juntamente com mais dois ou três outros proponentes, são os únicos estudiosos em favor desta visão mitologista; os restantes nem chegam a ser peritos nas áreas de especialização relevantes – algo que é visto em pessoas tais como Bill Maher (“Irreligious”), Dan Brown (“O Código Da Vinci”) , James Coyman (“Zeitgeist”), e Brian Flemming (“The God Who Wasn’t There”).
Embora ignorados pelos historiadores, pelos estudiosos do Novo Testamento, pelos eruditos do período Clássico, e pelos conhecedores do Cristianismo primitivo, os dois principais mitologistas actuais são provavelmente o em cima citado Carrier, e outro homem com o nome de Robert Price; estes dois são os únicos homens que mereceram algum tipo de atenção pela corrente principal da comunidade académica – ou pelo menos a atenção de um ou dois estudiosos do mainstream. Para além destes, o mitologista é ignorado pela maioria dos estudiosos das áreas de especialização relevantes.
A essência da alegação
Os defensores deste ponto de vista, conhecidos como mitologistas, afirmam que Jesus nada mais é que uma cópia de deuses de fertilidade que morrem e renascem, provenientes dos mais avariados locais do mundo – incluindo deuses como Tamuz na Mesopotâmia, Adónis na Síria, Átis na Ásia Menor, e Hórus no Egipto. Só mais recentemente é que estas alegações mitologistas voltaram a ganhar força devido à ascenção da Internet e da distribuição em massa de informação por parte de fontes inimputáveis.
Tudo o que um utilizador online precisa de ter em seu favor é o oxigénio que respira; qualquer pessoa pode postar algo online e mascarar isso como uma verdade. Neste artigo iremos examinar esses paralelos, e ver se eles resistem ao escrutínio. Vamos, então, revelar os muitos motivos que fazem com que “os estudiosos saibam que Jesus não é uma cópia das religiões pagãs”.
Motivo 1: Os estudiosos rejeitam de forma unânime a alegação de que Jesus é uma cópia pagã.
Actualmente, quase todos os eruditos das especializações históricas relevantes rejeitam de forma unânime a noção de que Jesus é uma cópia de deuses pagãos, algo que parece indicar que as evidências disponíveis os persuadiu contra os alegados paralelos. Por exemplo, T.N.D Mettinger da Universidade de Lund, opina: “Tanto quanto sei, não existem evidências prima facie de que a morte e a ressurreição de Jesus são construções mitológicas.”
Warner Wallace, antigo detective de homicídios, e dono do site “Cold Case Christianity“, escreve: “Quanto mais analisamos a natureza dos deuses que eram adorados antes de Jesus, mais nos apercebemos das suas distinções e da desonestidade daqueles que tentam comparar esses deuses pagãos com Jesus.”
O Professor Ronald Nash, filósofo e teólogo eminente, salienta no seu livro ‘Was the New Testament Influenced by Pagan Religions?’:
As alegações duma dependência inicial do Cristianismo perante o Mitraísmo foram rejeitadas por diversos motivos. O Mitraísmo não tinha conceito algum da morte e da ressurreição do seu deus, e nenhum conceito do renascimento – pelo menos durante as suas fases iniciais. (…) Actualmente, a maior parte dos eruditos Bíblicos consideram isto um assunto morto.
Outro eminente estudioso no Novo Testamento, Craig Keener, escreve: “Quando as comparações são feitas, acabamos com mais diferenças que semelhanças.” JZ Smith, historiador da religião e estudioso da religião Helenista, escreve: “A ideia de deuses que morrem e ressuscitam é, de forma generalizada, um equívoco fundamentado em reconstruções imaginativas e em textos excessivamente tardios ou altamente ambíguos.”
Michael Bird, que faz parte do conselho editorial do “Journal for the Study of the Historical Jesus” e é um Membro do “Centre for Public Christianity”, claramente demonstra o seu aborrecimento quando escreve:
Normalmente, eu sou uma pessoa cordial e colegial, mas, para ser honesto, tenho pouca paciência para investir na refutação das fantasias loucas dos “mitologistas de Jesus”, tal como eles são conhecidos. Isto prende-se com o facto de, dito de maneira honesta, nós que trabalhamos na profissão académica da Religião ou da História temos muita dificuldade em levá-las a sério.
Por fim, James Dunn no seu artigo sobre “Mito” no “Dictionary of Jesus and the Gospels”, escreve: “‘Mito’ é um termo com, pelo menos, relevância duvidosa para o estudo de Jesus e dos Evangelhos.”
Motivo 2: Todos os peritos na matéria concordam de forma unânime que Jesus existiu, e que podemos saber coisas sobre Ele, o que é totalmente diferente do que acontece com os deuses pagãos.
Para mais informação em relação a isto, consultem o meu outro artigo, ‘36 motivos que levam os académicos a concordar que Jesus existiu’. Este extracto chega-nos do ponto 2 desse artigo.
Os mais credíveis académicos do Novo Testamento, da Bíblia, da História e do Cristianismo primitivo, com as mais variadas crenças, concordam de forma clara que Jesus existiu. Claro que o debate centra-se no que podemos saber sobre Jesus, mas isso é irrelevante para a discussão. Isto separa de forma clara Jesus dos muitos deuses que morrem e ressuscitam que frequentemente não têm qualquer lugar na História. Tal como o Professor Bultmann, Professor de Estudos do Novo Testamento, a dada altura escreveu:
Claro que a dúvida em torno da existência de Jesus não não tem qualquer fundamento e nem é digna de refutação. Nenhuma pessoa sã pode duvidar que Jesus é o Fundador por trás do movimento histórico cuja fase inicial distinta é representada pela mais antiga comunidade Palestina.
Tal como Paul Maier, antigo Professor de História Antiga, ressalva, “A totalidade ds evidências é tão avassaladora, tão absoluta, que só o mais superficial dos intelectos pode colocar em causa a existência de Jesus.”
Craig Evans, que é amplamente conhecido pelos seus escritos em torno do Jesus Histórico, diz que, “Nenhum historiador sério de qualquer classe religiosa ou não-religiosa duvida que Jesus de Nazaré viveu no primeiro século e que foi executado sob a autoridade Pôncio Pilatos, governador da Judeia e Samaria.”
Até Bart Ehrman, o mais céptico dos eruditos do Novo Testamento (que não é de maneira alguma amigo do Cristianismo) declara que:
Estes pontos de vista (de que Jesus não existiu) são tão extremos e tão pouco convincentes para 99,99% dos peritos genuínos que alguém que os mantenha é tão susceptível de obter um cargo de professor num departamento religioso consagrado, tal como um criacionista da Terra Jovem é susceptível de obter um cargo profissional num departamento de biologia bona fide [ed: existem vários cientistas criacionistas a trabalhar em departamentos de Biologia].
Grant diz: “Resumindo, os modernos métodos de crítica falham em dar apoio à teoria Cristo-mito. Essa tese foi repetidamente respondida e aniquilada por académicos conceituados.”
A admissão mais reveladora chega-nos dum acadêmico ateu Alemão com o nome de Gerd Ludemann, que escreve, “Pode ser tomado de forma historicamente certa que Pedro e os discípulos tiveram experiências [da ressurreição] depois da morte de Jesus onde Ele lhes apareceu como Cristo Ressuscitado.”
Portanto, se se pode dizer alguma coisa, a alegação de que Jesus nunca existiu nem se encontra em discussão junto da comunidade académica histórica, e está, sim, colocada à margem. Eu penso como Burridge e Could pensam, citando, “Tenho que dizer que não conheço nenhum acadêmico crítico respeitado que ainda diga isso (que Jesus nunca existiu)”.
Motivo 3: Sabemos muito pouco destas religiões pagãs secretas.
Como história, parece que essas religiões pagãs só eram realmente conhecidas pelas pessoas das comunidades relevantes, e a maioria não tinha intenção de as partilhar com estranhos. Claro que isto deixaria os historiadores modernos numa situação complicada, visto que temos pouca informação sobre quem eram esses grupos e quais eram as suas prácticas. Como diz o próprio Bart Ehrman, estudioso do Novo Testamento e académico de renome:
Na verdade, sabemos muito pouco destas religiões misteriosas – afinal, o propósito das religiões misteriosas era o de mantê-las em segredo! Logo, acho que é maluquice construir um argumento na ignorância como forma de fazer uma alegação deste tipo.
C.S Lewis, um nome reconfortante e familiar para muitos Cristãos, escreve: “As histórias pagãs centram-se todas em alguém morrer e ressuscitar, quer seja todos os anos, ou então ninguém sabe onde e ninguém sabe quando.” Tal como citei de modo semelhante no ponto 1, J.Z. Smith, historiador de religião e acadêmico da religião Helenista, escreve: “A ideia de deuses que morrem e ressuscitam é, de forma generalizada, uma caracterização imprópria fundamentada em textos ambíguos e excessivamente tardios.”
Se nós temos textos ambíguos, uma falta de textos, e muitos desses textos com data posterior ao Cristianismo, então, pergunto eu, de onde chegam estes alegados paralelos  que estes mitologistas dizem que existem? Tal como salienta J.Z.Smith em cima, estes alegados paralelos chegam-nos de “reconstruções imaginativas” altamente especulativas provenientes da mente dos mitologistas.
Motivo 4. A maior parte do que sabemos sobre as religiões misteriosas tem origem depois do Cristianismo, e não antes.
Se é verdade que a maior parte do que sabemos destas religiões secretas tem data posterior ao Cristianismo, então, pergunto eu, porque é que os mitologistas estão a avançar com a tese de que este textos têm datas anteriores ao Cristianismo? Porque é que eles alegam que a igreja Cristã primitiva copiou elementos destas religiões secretas quando, logicamente, eles nunca o poderiam ter feito?
O Professor T. N. D. Mettinger (Universidade Lund), bem como a maioria dos académicos das áreas de especialização relevantes, acreditam que antes de Cristo, ou antes do advento do Cristianismo no princípio do século 1, não existiam deuses que morriam e ressuscitavam: “O consenso – quase universal – entre os estudiosos modernos é que não existiam deuses que morriam e que ressuscitavam antes do Cristianismo. Todos eles datam de eras posteriores ao primeiro século….As referências à ressurreição de Adónis foram datadas essencialmente para momentos já dentro da Era Cristã.”
Edwin Yamauchi escreve que “a suposta ressurreição de Átis não aparece até 150 AD.” O próprio professor Ronald Nash opina que “O Mitraísmo floresceu depois do Cristianismo – e não antes – e como tal, o Cristianismo nunca poderia ter copiado do Mitraísmo. Se por acaso o Mitraísmo tivesse influenciado o desenvolvimento do Cristianismo do primeiro século, o timing está totalmente errado.”
Motivo 5: Os Judeus eram pessoas que certamente não deixariam que mitos pagãos invadissem a sua cultura.
Para começar, por diversas vezes no Antigo Testamento os Judeus rejeitaram o Deus Verdadeiro enveredando pela idolatria; nós sabemos disso porque foi reportado. No entanto, não existem evidências de que isto aconteceu na Palestina do primeiro século durante a altura em que Jesus vivia, para além do facto dos Fariseus que Ele encontrou certamente que não encorajarem a religião pagã.
Mesmo assim, os Judeus eram uma comunidade rigorosa quando o tópico era o que eles acreditavam ser verdade e o que eles pensavam que se deveria practicar em conformidade com essa crença. Eles eram rigidamente monoteístas (crendo Num só Deus), e isto pode ser visto nas Narrativas do Antigo Testamento onde as leis eram estritamente colocadas em práctica como forma de evitar a influência das religiões externas das outras pessoas perversas (tais como os Cananeus). Até o Primeiro Mandamento emitido aos Judeus por parte de Deus diz:
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim. –  Êxodo 20:2-3
Os Judeus eram a única cultura que não permitiria que a sua herança e as suas tradições fossem manchadas pelo paganismo – que, para eles, era uma abominação e uma desgraça. William Lane Craig, um conhecido intelectual Cristão, filósofo, e conhecedor do Novo Testamento, escreve no seu artigo ‘Jesus and Pagan Mythology’“Jesus e os Seus discípulos era Judeus Palestinos do primeiro século, e é de acordo com este pano de fundo que eles têm que ser entendidos.”
Também Ben Witherington, Professor de estudos do Novo Testamento, ressalva que:
Até uma leitura superficial das partes relevantes dos clássicos Gregos e Latinos revela que esta noção [a ressurreição] não era parte normal do léxico pagão em relação à vida depois da morte. De facto, tal como Actos 17 sugere, era mais provável eles ridicularizarem esta ideia, do que não ridicularizarem. Posso entender a teoria apologética se, e só se, os Evangelhos fossem dirigidos de forma geral aos Judeus Farisaicos ou aos seus simpatizantes. No entanto, não conheço acadêmico algum que tenha alegado em favor dessa posição.
William Craig prossegue escrevendo que “A superficialidade dos alegados paralelos é apenas um indicador de que a mitologia pagã é a estrutura interpretativa errada para se entender a crença dos discípulos da ressurreição de Jesus”, e que “…qualquer pessoa que prossiga com esta objecção tem o ónus da prova. Esta pessoa tem que mostrar que as narrativas são paralelas e que elas se encontram unidas por casualidade.”
Craig conclui o seu texto, dizendo: “É algo que confunde a nossa mente pensar que os discípulos originais subitamente e sinceramente tenham começado a acreditar que Jesus de Nazaré tinha ressuscitado dos mortos só porque eles tinham ouvido alguns mitos pagãos sobre a morte e a ressurreição de deuses sazonais.”
E.P. Sanders parece sugerir que Jesus faz mais sentido dentro do mundo Judaico do primeiro século: “… actualmente, a visão dominante [entre os académicos] parece ser a de que podemos saber muito bem o que Jesus Se propôs a cumprir, que podemos saber muito bem o que Ele disse, e que estas duas coisas fazem sentido dentro do Judaísmo do primeiro século.”
O Professor Martin Hengel salienta: “As religiões misteriosas Helenísticas … não conseguiriam obter algum tipo de influência [na Palestina Judaica].”
Motivo 6: O cânone do Novo Testamento é História, ao contrário das religiões pagãs secretas.
Os Evangelhos canónicos do Novo Testamento (onde eles residem) são os nossos mais fiáveis pedaços de informação que temos de Jesus. Estes Textos são classificados como biografia Greco-Romana, tal como escreve Graham Stanton da Universidade Cambridge: “Não creio que acualmente seja possível negar que os Evangelhos são um sub-conjunto dum alargado gênero de literatura antiga em torno de “vidas”, isto é, biografias.”
Semelhantemente, no seu livro com o nome “What Are the Gospels”, Charles Talbert, distinto acadêmico do Novo Testamento, escreve de forma muito favorável sobre outro livro importante que influenciou os acadêmicos sobre o verdadeiro gênero dos Evangelhos: “Este volume deveria colocar um fim a qualquer negação legítima ao carácter biográfico dos Evangelhos Canônicos.”
Até David Aune, proeminente especialista em literatura antiga, opina: “Portanto, embora [os escritores dos Evangelhos] tivessem um importante objectivo teológico, o próprio facto deles terem escolhido adotar para o seu relato da história de Jesus as convenções biográficas Greco-Romanas, indicava que eles tinham a preocupação central de comunicar o que eles pensavam que realmente havia acontecido.”
O que corrobora ainda mais o facto dos Evangelhos serem literatura biográfica é a arqueologia, tal como Urban von Wahlde – membro da “Society of Biblical Literature” e da  “Studiorum Novi Testamenti Societas” – conclui: “[A arqueologia] demonstra toda a extensão da precisão e do detalhe do conhecimento do Evangelista…… As referências topográficas…..são totalmente históricas…… algumas [partes dos Evangelho] são bastante exatas, detalhadas e históricas.”
Bart Ehrman também comenta: “Se os historiadores querem saber o que Jesus disse e fez, eles estão mais ou menos constrangidos a usar os Evangelhos do Novo Testamento como as suas fontes primárias. Deixem-me salientar que isto não é por motivos religiosos ou teológicos – por exemplo, que só estes são fiáveis; é pura e simplesmente por motivos históricos.”
O que isto revela é que os Evangelhos encontram-se enraizados na História, ao contrário do que ocorre com as religiões pagãs secretas.
Motivo 7: Ao contrário das religiões pagãs secretas, Jesus é Uma Figura Antiga de Quem podemos saber algumas coisas, o que foi que Ele ensinou, e o que Ele fez como Figura Histórica da História.
Quer alguém acredite que Jesus realmente era o Filho do Homem, e desde logo o Próprio Deus [ed: Daniel 7:13], ou apenas um Génio Religioso do primeiro século, segundo os académicos podemos sempre extrair informação e factos da Sua vida e do Seu ministério. Um dos mais importantes académicos do Novo Testamento é Craig Evans, e ele é sobejamente conhecido e respeitado devido aos seus escritos em torno do Jesus Histórico. Isto é o que ele pensa de Jesus: “e o consenso é o de que, pronto, Ele existiu, Ele era Judeu, Ele não queria violar a Lei mas sim realizá-la. Ele via-Se a Ele mesmo como o Ungido do Senhor e  o Messias.”
E.P Sanders, outro importante acadêmico do Novo Testamento declara que:
A reconstrução Histórica nunca é absolutamente certa, e no caso de Jesus é ocasionalmente altamente incerta. Apesar disto, nós temos uma boa ideia das linhas gerais do Seu ministério e da Sua mensagem. Sabemos Quem Ele era, o que Ele fez, o que Ele ensinou, e o porquê de ter morrido. ….. actualmente, a visão dominante [entre os académicos] parece ser o de que podemos saber muito bem o que Jesus Se propôs a realizar, e podemos saber muito do que Ele disse, e estas duas coisas fazem sentido dentro do mundo Judaico do primeiro século….. Sou de opinião de que podemos ter a certeza de que a fama inicial de Jesus resultou das curas, especialmente dos exorcismos.
Stanton, um proeminente e sobejamente respeitado acadêmico do Novo Testamento, que já se encontra morto, opinou a dada altura que “Poucas pessoas duvidam que Jesus tinha dons pouco usuais de cura, embora sejam no entanto disponibilizadas várias explicações.”
J. Tomson, conferencista do Novo Testamento na “Sydney Missionary and Bible College” (Austrália) declara que:
Embora Ele aparentemente Se visse como o celestial “Filho do Homem” e o ” Filho Unigénito” de Deus, e nutrisse ambições Messiânicas extensas, Jesus era igualmente reticente em torno destas convicções. Mesmo assim, o facto de, depois da Sua morte e ressurreição, os Seus discípulos O terem proclamado como o Messias, pode ser entendido como um desenvolvimento direto dos Seus próprios ensinamentos.
Robert Grant, Professor Emérito de Humanidades e de Novo Testamento e Cristianismo Primitivo na Universidade de Chicago, acredita que “Jesus introduziu uma inovação singular, visto que Ele alegou também que Ele poderia perdoar os pecados. …. Jesus viveu os Seus últimos dias, e morreu, com a crença de que a Sua morte tinha como propósito salvar a raça humana.”
Maurice Casey, outro importante académico dos estudos em torno do Novo Testamento e da História, diz: “Ele [Senhor Jesus] acreditava que a Sua morte iria cumprir a vontade de Deus de redimir o Seu povo de Israel.” Mais uma vez, E.P. Sanders diz que: “Que os seguidores de Jesus (e mais tarde, Paulo) tiveram experiências de ressurreição é, segundo o meu juízo, um facto. O que realmente deu origem a estas experiências é algo que não sei”.
O que esta lista de citações dos mais proeminentes académicos do Novo Testamento dos nossos dias revela é que podemos saber muito sobre o Jesus da História. Dito de outra forma, a consenso maioritário entre os historiadores é que Jesus realmente existiu, que podemos saber o que Ele tinha em Mente a cumprir, e o que Ele pensava de Si Mesmo. Isto é totalmente diferente das tradições soltas que encontramos em redor das religiões secretivas. Ocorre com frequência os historiadores estarem altamente incertos em relação à existência de algumas destas figuras históricas por trás de algumas religiões pagãs.
Motivo 8: O Jesus da História não se enquadra n perfil de Alguém que seria um mito.
Em quase todos os aspectos, a vida de Jesus é única. Isto era tão cativante para as pessoas dos Seus dias que eles seguiram-No (mesmo até à morte). Os académicos actuais continuam a ficar surpresos e intrigados com Este Homem que andou pelas terras da Palestina do primeiro século. Tal como Edwin Judge, historiador proeminente da Universidade Macquarie, salienta:
O historiador antigo não tem problemas em olhar para o fenómeno de Jesus como histórico. Os Seus muitos aspectos surpreendentes só servem para o ajudar ainda mais a ancorar-Se na História. A mitologia e a lenda teriam gerado uma Figura muito mais previsível. Os escritos que emergiram relativos a Jesus revelam-nos também um movimento de pensamento e uma experiência de vida tão incomuns que algo muito mais substancial que a imaginação é necessário para os explicar.
C.S. Lewis é mais conhecido pelos seus ensaios sobre o Cristianismo e pela série de fantasia com o nome de “As Crónicas de Narnia”. Mesmo nos dias de hoje, quase 50 anos depois da sua morte, os escritos de Lewis ainda se encontram entre os mais lidos e os mais discutidos dentro das comunidades Cristãs. Para além disto, Lewis era também um estudioso da literatura medieval, para além de ser alguém muito versado na arte da escrita. Em relação aos Evangelhos, ele comenta:
Tudo dentro da minha vida privada centra-se no facto de eu ser um crítico literário e um historiador; esse é o meu trabalho. Estou preparado para dizer com base nisto que, se alguém pensa que os Evangelhos são lendas ou novelas, essa pessoa só está a mostrar a sua incompetência como crítico literário. Li muitas novelas e sei o suficiente sobre as lendas que surgiram entre as pessoas primitivas, e sei também que os Evangelhos não são esse tipo de coisas.
No centro dos Evangelhos está a actividade, a vida, o ministério da Pessoa de Jesus. A maior parte do que está registado nos Evangelhos encontra-se concretamente fundamentado nos registos históricos e desde logo não podem ser mitos e nem sequer podem ser comparados aos mitos – tal como Lewis salientou, “os Evangelhos não são esse tipo de coisas.”
Motivo 9: A maior parte destas religiões secretas têm muito pouco em comum com a História concreta.
Se estas religiões pagãs secretas tinham pouco em comum com o que se sabe da História, então porque é que algumas pessoas estão tão determinadas em concluir que Jesus é uma cópia? Tal como Edwin Yamauchi, Professor Emérito de História ressalva: “Todos estes mitos são representações repetitivas e simbólicas da morte e do renascimento da vegetação. Isto não são figuras históricas.” William Lane Craig escreve: “De facto, e propriamente falando, a maior parte dos acadêmicos começou a colocar em causa a existência de mitos de deuses a morrer e a renascer!”
Motivo 10: Trabalho acadêmico desconexo e desonesto – exemplo: Dorothy Murdock.
Outra mitologista mais ou menos conhecida é Dorothy Murdock. Eu já interagi pessoalmente com ela através da sua página no Facebook, do Youtube, bem como ter também consultado alguns dos seus artigos que se encontram no seu site com o nome de ‘The Christ Conspiracy‘. Essa interacção não acabou bem visto que quando eu tentei salientar os erros dos seus argumentos (e eles são imensos e óbvios!) fui acusado de ser sexista e chauvinista. Mas, diga-se de passagem, nunca disse que eu era perfeito. 🙂
Mas falando sério, essa foi literalmente a sua resposta para mim, e eu subsequentemente banido da sua página do Facebook.
Temos também a longa interacção com Mike Licona através do seu site “Risen Jesus”, que se encontra aberto a todas as pessoas interessadas no debate total do mitologismo (ver a referência no final do texto).
Mike Licona é outro acadêmico importante acual conhecedor do Novo Testamento, e também ele criticou o trabalho de Dorothy Murdoch duma forma bastante convincente. De facto, algumas das citações mais embaixo são de autoria de Mike Licona provenientes dessa interacção. Ele consultou estudiosos de áreas especializadas de conhecimento como forma de comentar mais ainda a tese de Dorothy Murdock; irei incluir essas citações.
Ressalvo que não tenho como objectivo rebaixar Dorothy Murdock, nem quero que se veja isto como um ataque pessoal visto que essa não é a minha intenção; o meu propósito é mostrar a forma como a maior parte dos estudiosos das áreas relevantes olham para os quadrantes mitologistas.
Primeiro, Bart Ehrman, que está longe de ser amigo do Cristianismo, analisa o livro de Dorothy Murdock ‘The Christ Conspiracy’, e diz que o mesmo..
Tem tantos erros factuais e tantas alegações bizarras que é difícil acreditar que a autora está a falar a sério. …. Os pontos principais de Acharya estão, na verdade, errados. …. Os mitologistas desta laia não podem ficar surpresos com o facto de não serem levados a sério pelos verdadeiros estudiosos, de não serem mencionados pelos peritos na área, e de nem chegarem a ser lidos pelos acadêmicos.
Até o estudioso ateu Bob Price qualifica o trabalho de Murdock de “sophomoric” [ed: ao nível dum estudante universitário do 2º ano]. Ele comenta também que o livro dela é “um aleatório saco excentricidades (na sua maioria recicladas), algumas poucas dignas de consideração, a maior parte delas bastantes trémulas, e muitas claramente amalucadas.
No seu livro, Dorothy Murdock alega que Jesus é uma cópia de um dos deuses hindus, Krishna. De facto, Murdock está até disposta a levar as coisas mais adiantes no seu livro ‘Suns of God: Krishna, Buddha and Christ Unveiled’. No entanto, em relação ao ponto de Krishna ter sido crucificado antes de Jesus, Edwin Bryant, Professor de Hinduísmo na Universidade Rutgers, e alguém que traduziu o Bhagavata-Purana (a vida de Krishna) para a “Penguin World Classics”, responde:
Isto é uma idiotice de todo o tamanho. Não há parte alguma onde existe uma alusão à crucificação. Ela nem sabe do que está a falar! Vithoba era uma forma de Krishna adorado no estado de Maharashtra. Não existem deuses Indianos alguns caracterizados como crucificados.
Em relação aos alegados paralelos que Murdock tenta estabelecer entre o Hinduísmo e o Cristianismo, Benjamin Walker, no seu livro ‘The Hindu World: An Encyclopedic Survey of Hinduism’, escreve: “Não podem existir dúvidas de que os Hindus emprestaram histórias [do Cristianismo] mas não o nome.”
Murdock prossegue alegando que o Cristianismo não foi bem sucedido na Índia porque “os Brahmans reconheceram os Cristianismo como uma imitação relativamente recente das suas tradições mais antigas.” Em relação a isto, Bryant simplesmente comentou, “Comentário estúpido.” Mike Licona continua, dizendo que “a alegação de Murdock de que o Cristianismo emprestou substancialmente do Hinduísmo não tem qualquer tipo de mérito. As suas alegações são falsas, sem evidências, e revelam uma falta de entendimento da fé Hindu.”
Para além de Krishna, Murdock cita semelhanças entre Buda e Jesus como um exemplo da forma como o Cristianismo copiou do Budismo. O Professor Chun-fang Yu encontra-se na Presidência do Departamento de Religião da Universidade Rutgers, e é um especialista da fé Budista; ele comenta:
[A mulher de quem vocês falam] é uma total ignorante no que toca ao Budismo. É muito perigoso propagar tal tipo de falsa informação. Não se deve honrar [Dorothy Murdock] entrando em algum tipo de discussão com ela. Por favor, peçam a ela que faça um curso básico da religião do mundo, ou do Budismo, antes de proferir mais alguma palavra sobre um assunto que ela não sabe.
Subsequentemente, Murdock escreve sobre Josefo que menciona Jesus no seu livro ‘The Antiquities of the Jews’: “Embora muito se tenha dito destas ‘referências’, elas foram rejeitadas pelos académicos e pelos apologistas Cristãos, e qualificadas de falsificações, tal como o foram aquelas que fazem referência a João Baptista e Tiago, ‘irmão de Jesus’.”
Em resposta, Mike Licona comenta que: “A alegação de Dorothy Murdock é grosseiramente ingénua, para além de falsa. A passagem de Josefo sobre João Baptista é considerada como autêntica e dificilmente colocada em causa pelos estudiosos. “
Edwin Yamauchi, Professor de Históra na Universidade de Miame, escreve: “Nenhum estudioso colocou em causa autenticidade desta passagem, embora existam algumas diferenças entre a descrição de Josefo e a dos Evangelhos….”
Jesus_RamosRobert Van Voorst, estudioso do Novo Testamento no “Western Theological Seminary” também comenta que esta passagem de Josefo em relação a João Baptista é “tida como inquestionavelmente genuína por parte da maioria dos interpretadores” e que “os académicos são de opinião de que ela é independente do Novo Testamento.”
John Meier, Professor de Novo Testamento na “Catholic University of America” escreve que a menção a João Baptista por parte de Josefo é “aceite como autêntica por parte de quase todos os estudiosos” e que “é simplesmente inconcebível como trabalho Cristão de qualquer que seja o período.”
O estudioso Judeu Louis Feldman, da Universidade Yeshiva e talvez o perito mais proeminente dos escritos de Josefo, fala desta passagem:
Não pode existir qualquer tipo de dúvida em relação à genuinidade da passagem de Josefo em relação a João Baptista.
Portanto, os comentários de Dorothy Murdock, de que esta passagem “foi rejeitada tanto pelos estudiosos como pelos apologistas Cristãos, e qualificada de falsificação” é claramente falsa.
No seu livro, Murdock alega que a mitologia envolveu o Cristianismo logo ao princípio devido aos “sinais ou constelações do Zodíaco”. Na sua resposta a isto, Noel Swerdlow, Professor de Astronomia e Astrofísica na Universidade de Chicago, diz: “…. ela está dizer algo que ninguém do mundo antigo teria pensado visto que a constelação das estrelas fixas onde estivesse o equinócio vernal era algo sem significado  e uma ideia totalmente moderna que nos chega, penso eu, da astrologia do século 20.”
Em resposta à alegação de Murdock de que Jesus nunca existiu na História, Mike Licona oferece um desafio: “Desafio a senhora Murdock a citar uma pessoa para além de Jesus, que viveu no primeiro século (Augusto, Tibério, Nero, etc), que seja mencionada por 17 pessoas que não partilham das suas convicções, e que escrevem no espaço de 150 anos depois da sua vida. Nenhuma figura do primeiro século estão tão bem confirmada como Jesus.”
As coisas tornam-se ainda mais aflitivas para Murdock quando Mike pesquisa as fontes que ela havia citado como fundamento para o seu trabalho:
Practicamente todas as fontes são secundárias e não primárias. Por exemplo, ela cita Adolf Hitler a dizer que eram as suas convicções Cristãs que o levavam a tentar exterminar os Judeus. Onde foi que Hitler disse isto? Nunca ficaríamos a saber a partir do seu livro visto que a sua fonte é “The Woman’s Encyclopedia of Myths and Secrets”! Noutro ponto, ela cita Otto Schmiedel, no entanto, se analisarmos a nota final, ficaremos a saber que a sua fonte é Rudolf Steiner, um místico.
Licona prossegue fazendo uma analogia em relação ao trabalho de Murdock: “É como alguém alegar que o terrorismo justifica-se, e depois citar 10 terroristas a alegar que o terrorismo é justo. No entanto, isto de maneira alguma serve de apoio à  sua posição de que o terrorismo justifica-se, mas sim que algumas pessoas pensam que sim. Isto indica também que ela não verificou as alegações das suas fontes, mas aceitou-as de modo acritico.”
Mike Licona conclui dizendo que: “…..em termos deste livro ser uma descrição responsável das origens do Cristianismo, isso não tem aproveitamento algum.”
Seria sensato da minha parte não definir de forma abrangente os mitologistas da mesma forma que se define Murdock visto que outros, tais como Price e Carrier, exigem uma maior atenção (embora de maneira nenhuma eles sejam vistos como convincentes pela esmagadora maioria dos estudiosos das disciplinas relevantes). Foi o trabalho de pessoas como Dorothy Murdock que causou a que quase todo o consenso acadêmico virasse as suas costas aos mitologistas.
Motivo 11: Nenhum dos acadêmicos mitologistas é um acadêmico na áreas relevantes sobre as quais eles escrevem.
Antes de levarmos em conta qualquer argumento que os mitologistas colocam sobre as mesas, temos que ficar imediatamente alertas. Temos que perguntar o porquê  de nenhum dos profissionais das áreas relevantes, ou alguém que de facto dê aulas em universidades credenciadas um pouco por todo o mundo, parece defender este ponto de vista radical. Tal como Ben Witherington, Professor de Estudos do Novo Testamento, ressalva: 
“Nenhum destes autores e fontes é perito na Bíblia, na História Bíblica, no Antigo Médio Oriente, Egiptologia, ou qualquer dos campos relativos….. Eles não são fontes de informação fiáveis sobre as origens do Cristianismo, Judaísmo, ou de qualquer outra coisa relevante para a discussão.”
John Dickson, historiador de Cristianismo antigo e de Judaísmo, declara, “Mas qualquer pessoa que mergulhe superficialmente nas milhares de monografias seculares e nos artigos de revistas profissionais sobre o Jesus Histórico, irá rapidamente descobrir que os mitologistas são vistos por 99% da comunidade académica como ‘discrepantes’, e na periferia da periferia.”
Subsequentemente, Michael Bird, que se encontra no conselho editorial do “Journal for the Study of the Historical Jesus”, como é também um Membro do “Center for Public Christianity”, prossegue dizendo, 
“Existe uma razão do porquê este ponto de vista só ser mantido por um energético grupinho de ateus periféricos e nunca ser visto como uma possibilidade por parte dum acadêmico experiente e respeitado que trabalhe no campo das Origens do Cristianismo.”
Parece que muitos destes mitologistas são conhecidos por serem ateus, e do grupo de ateus que é vocalmente anti-religião. Será que é por isto que eles são defensores da teoria mitologista? Isto faria sentido, visto que atacar a Pessoa por trás da religião – neste caso, Jesus – é a melhor forma de desacreditá-la. Faço minhas as palavras de Mettinger: “A partir dos anos 30 [do século 20]  . . . gerou-se o consenso de que os “deuses que morrem e ressuscitam” morriam mas não voltavam e nem ressuscitavam. Aqueles que pensam de outra forma são vistos como membros residuais duma espécie quase extinta.”
Motivo 12: O nascimento virginal de Jesus é único.
Um dos muitos eventos que os Cristãos do mundo inteiro celebram é o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro. Claro que em lugar algum da Bíblia existe a alusão a esta data específica para o nascimento de Jesus; nós pura e simplesmente não sabemos quando foi que Ele nasceu. Mas em relação à singularidade da concepção virginal de Maria, o académico Bíblico Raymond Brown conclui: “Nenhuma busca por paralelos nos forneceu uma explicação satisfatória da forma como os Cristãos primitivos chegaram à ideia da concepção virginal.”
Para aqueles que alegam que Mitra – o deus pagão- – nasceu exactamente da mesma forma que Jesus, Manfred Clauss, professor de história antiga na “Free University of Berlin”, escreveu o seguinte no seu livro ‘The Roman Cult of Mithras‘:
“Segundo nos é possível apurar, a sequência de imagens da descrição mitológica da vida e das explorações de Mitra tem início com o nascimento do deus. Neste ponto, as fontes literárias são poucas mas inequívocas: Mitra era conhecido como o deus que havia nascido duma rocha.”
Subsequentemente, depois da sua análise crítica a esta alegação, Louis Matthews Sweet escreve:
Depois dum cuidadoso, laborioso, e ocasionalmente cansativo, estudo das evidências disponibilizadas e das analogias avançadas, estou convencido de que o paganismo não tem conhecimento de nascimentos virginais. Existem muitos nascimentos sobrenaturais, mas nunca duma virgem ao estilo do Novo Testamento, e nunca sem uma geração física  –  excepto em alguns casos isolados de nascimentos mágicos a partir de mulheres cuja virgindade nunca havia sido previamente alegada. Em todos os casos registados que fui capaz de examinar, se a mãe era virgem antes da concepção ter ocorrido, ela não poderia fazer essa alegação posteriormente.
No seu livro ‘The Virgin Birth’, Thomas Boslooper salienta que: “A literatura mundial é prolífica com narrativas de nascimentos pouco usuais, mas ela contém precisamente zero analogias ao nascimento virginal presente em Mateus e Lucas. O “nascimento virginal” de Jesus não é ‘pagão'”. O eminente filósofo e acadêmico do Novo Testamento William Lane Craig escreve: “As histórias dos Evangelhos relativas à concepção virginal não têm, na verdade, paralelos com qualquer outra história do Oriente Próximo.”
O nascimento virginal de Jesus é, se é alguma coisa, explicitamente único, e este facto convenceu a larga maioria dos académicos do campo. Parece que aqueles que alegam o contrário encontram-se em oposição à conclusão mantida pelos acadêmicos do mundo da História.
Motivo 13: A morte e a ressurreição de Jesus tiveram um impacto radical nos Seus discípulos, bem como em muitas pessoas – algo que nenhum deus pagão pode alegar.
Num artigo presente no New York TimesPeter Steinfels – jornalista Americano e educador melhor conhecido pelos seus escritos relativos a tópicos religiosos – questiona o que pode ter alterado de maneira drástica as vidas de tantas pessoas depois da morte de Jesus:
Pouco depois de Jesus ter sido executado, os Seus seguidores foram subitamente galvanizados de um grupo perplexo e encolhido para um grupo cuja mensagem em torno Dum Jesus Vivo e do Seu reino vindouro, pregado com risco para as suas vidas, eventualmente alterou um império. Alguma coisa aconteceu. … Mas o quê?
Até o notável e céptico académico do Novo Testamento, Bart Ehrman, nota que: “Podemos afirmar com certeza absoluta que, algum tempo depois, alguns dos Seus discípulos insistiram … que Ele lhes havia aparecido, convencendo-os de que Ele havia ressuscitado dos mortos.” E.P Sanders escreve que “Segundo o meu julgamento, que os seguidores de Jesus (e mais tarde Paulo) tiveram experiências de ressurreição é um facto. O que eu não sei é o que foi que gerou estes experiências.”
Rudolph Bultmann, tido como um dos mais influentes académicos do Novo Testamento, escreve que: “Tudo o que o criticismo confirmou foi que os primeiros discípulos vieram a acreditar na ressurreição.” Luke Johnson, acadêmico do Novo Testamento na Universidade Emory, prossegue dizendo que “Para gerar o tipo de movimento que o Cristianismo primitivo foi, é preciso que ocorra algum tipo de experiência poderosa e transformadora.”
Dale C. Allision, outro proeminente acadêmico do Novo Testamento e historiador do Mundo Antigo nota que: “Estou certo que os discípulos viram Jesus depois da Sua morte”. O que torna este caso ainda mais convincente é que estes mesmos seguidores, e até os cépticos Paulo e Tiago, seguiram até à morte proclamando que Jesus realmente lhes tinha aparecido (exceptuando João que foi exilado na ilha de Patmos). O que é que pôde alterar de forma tão drástica a vida de tantos homens? Nada disto pode ser atribuído a mitos.”
Motivo 14: A ressurreição dos mortos de Jesus é única.
Como um evento histórico dentro do contexto Judaico do primeiro século, a ressurreição de Jesus é um evento único. Os alegados paralelos que os mitologistas parecem criar entre Jesus e os deuses pagãos são espúrios. Como diz o académico Bart Ehrman, “nada na história deles [Hèrcules e Osíris] fala em morte e ressurreição” e “É verdade que Osíris ‘regressa’ à terra….. Mas isto não é uma ressurreição do seu corpo visto que o mesmo permanece morto. Ele mesmo encontra-se em Hades, regressando ocasionalmemte para fazer o seu aparecimento na Terra.”
T.D. Mettinger escreve: “não existiam ideias de ressurreição associadas a Dumuzi / Tammuz” e “A categoria de deuses que morrem e ressuscitam, tal como propagada por  Frazer, ja não pode ser confirmada.” Edwin Yamauchi diz: “não há qualquer ressurreição de Marduk ou de Dionísio …… não houve uma genuína ressurreição de Tammuz.”
Jonathan Z. Smith na ‘The Encyclopaedia of Religion‘ diz: “Não há uma instância histórica não-ambígua duma divindade que morre e que ressuscita.” T.N. Mettinger da Universidade de Lund diz que “Embora estudada favoravelmente segundo o pano de fundo da crença Judaica da ressurreição, a fé na morte e na ressurreição de Jesus retém a sua natureza única dentro da história das religiões. O enigma permanece.”
O professor Ronald Nash acrescenta: “Alegações duma dependência do Cristianismo primitivo em relação ao Mitraísmo foram rejeitadas por diversos motivos. O Mitraísmo não tinha um conceito da morte e da ressurreição do seu deus, e em lugar algum fala dum conceito de renascimento – pelo menos não durante as suas fases iniciais.”
O proeminente teólogo Norman Geisler escreve que existem diferenças enormes nas ressurreições de Osíris e de Jesus:
O único relato conhecido duma deus a sobreviver a morte que predata o Cristianismo é o do deus Egípcio Osíris. Neste mito, Osíris é cortado em 14 bocados, espalhado por todo o Egipto, e mais tarde remontado e trazido de volta à vida por parte da deusa Ísis. No entanto, Osíris não chega a regressar para uma vida física mas permanece como membro do submundo sombrio.…Isto é muito diferente da descrição da ressurreição de Jesus.”
Podemos ver os peritos mais importantes deste campo a ressalvar de forma unânime que os alegados paralelos nem chegam a ser paralelos, mas sim comparações forçadas e espúrias a todos os níveis. Não só isso, mas todos estes alegados deuses pagãos chegaram depois do Cristianismo, e desde logo, os Cristãos da Palestina do primeiro século nunca poderiam ter sido os plagiadores. O único alegado paralelo que precede o advento do Cristianismo primitivo é o do deus Egípcio Osíris, mas como já vimos, e como ressalvou Norman Geisler, não há qualquer ligação lógica entre isso e o Jesus Histórico.
Motivo 15: A noção de Jesus ser uma cópia de Mitras é rejeitada pelos acadêmicos.
Algumas pessoas alegam que Jesus á uma cópia de Mitra, fundamentado as suas alegações  nas comparações que se seguem.
1. Mitra sacrificou-se.
2. Ele ressuscitou.
3. Ele tinha discípulos.
4. Mitra nasceu no dia 25 de Dezembro.
5. Ele foi chamado de “O Messias”.
6. Ele nasceu duma virgem.
Tudo isto é bastante duvidoso visto que pouco se sabe sobre o Mitraísmo (porque nenhum texto foi alguma vez encontrado, e nenhum existe). Tudo que sabemos chega-nos da arqueologia sob a forma de centenas de mithraea que foram descobertas, e sob a forma de escritos de Cristãos e de outros pagãos do 2º e do 3º séculos.
Segundo: os estudiosos não encontraram evidência clara de Mitraísmo até meados do 1º século, isto é, depois do estabelecimento do Cristianismo. Logo, os Cristãos primitivos nunca poderiam ter copiado coisa alguma visto não existia nada para copiar.
Terceiro: as comparações são espúrias a todos os níveis. Para começar, Mitra não se sacrificou de maneira nenhuma e ninguém sabe de forma exacta SE ou COMO foi que ele morreu. Os acadêmicos parecem acreditar que Mitra foi morto por um touro e esta matança por parte do touro parece ser a fonte do ritual Mitraísta conhecido como o  taurobolium – a matança do touro e a permissão de se deixar que o sangue ensope o adorador.
Diga-se de passagem que podem existir paralelos entre este ritual e o sacrifício de animais Judaico, ou a Eucaristia Cristã, mas a referência mais antiga a este ritual é datado de meados do 2º século, e estas comparações, mesmo que estejam certas, são mais recentes que o Cristianismo. Como salientou Ronald Nash:
“De facto, existem evidências inscriturais provenientes do 4º século AD que, longe de terem influenciado o Cristianismo, aqueles que usavam o taurobolium foram influenciados pelo Cristianismo.”
Da mesma forma que não temos qualquer evidência de Mitra a morrer, também não temos qualquer evidência dele a ressuscitar – especialmente não da mesma forma que Jesus ressuscitou. A alegação de que Mitra tinha discípulos está incorrecta; não existem evidências dele ter existido como figura histórica, e não existem evidências dele alguma vez ter tido discípulos. Ele era visto como um deus e não como um ser humano.
Quarto: Mitra não nasceu duma virgem (a menos que olhemos para as rochas como virgens). Tal como Clauss, professor de História Antiga na “Free University of Berlin” explicou no seu livro ‘The Roman Cult of Mithras‘:
“Segundo podemos saber, a sequência de imagens provenientes da descrição mítica da vida e explorações de Mitra têm início no nascimento do deus. Neste ponto as fontes são escassas mas inequívocas: Mitra era conhecido por ser um deus nascido duma rocha.”
Quinto: Encorajo qualquer pessoa a avançar-me com evidências de Mitra a ser chamado de “Messias” visto que não existem evidências em favor desta alegação. Tal como  concluiu Gary Lease, Professor na Universidade da Califórnia:
“Depois de quase 100 anos de trabalho incessante, a inevitável conclusão é de que nem o Mitraísmo nem o Cristianismo foram uma influência óbvia e direta um para o outro”.
O acadêmico Edwin Yamauchi salienta: “Não sabemos nada sobre a morte de Mitra…. Temos muitos monumentos, mas quase nem temos evidências textuais devido ao facto desta ser uma religião secreta. Mas não conheço referência alguma a uma suposta morte e ressurreição.”
Motivo 16: A noção de Jesus ser uma cópia de Hórus é rejeitada pelos acadêmicos, e eis o porquê.
Algumas pessoas alegam que Jesus é um cópia de Hórus, avançado com as comparações que se seguem:
1. Hórus nasceu no dia 25 de Dezembro
2. Mary [Maria], a Mãe de Jesus, é uma cópia do relato de Hórus.
3. Hórus nasceu duma virgem.
4. Três sábios vieram adorar o “salvador” recém-nascido.
5. Era um salvador.
6. Tornou-se num professor com a idade de 12 anos.
7. Tal como Jesus, Hórus foi “baptizado”.
8. Teve um “ministério”.
9. Teve 12 “discípulos”.
10. Foi crucificado, esteve enterrado durante 3 dias, e foi ressuscitado depois de 3 dias.
Hórus nasceu no mês de Khoiak, que seria equivalente a Outubro ou a Novembro, e certamente que não seria o dia 25 de Dezembro tal como alegam os mitologistas. É importante salientar que nós não sabemos quando foi que Jesus nasceu, e quase de certeza que não foi no dia 25 de Dezembro. Consequentemente, este alegado “paralelo” tem que ser rejeitado imediatamente.
Segundo: Hórus teve como mãe Isis, e não há qualquer menção dela alguma vez vir a ser chamada de “Mary” por alguém, em parte alguma. Pior ainda para quem usa isto como paralelo é o facto de “Mary” ser a forma Anglicizada do seu verdadeiro nome, que é na verdade Miryam or Miriam; desde logo, “Mary” não foi usado nos manuscritos originais.
Terceiro: Isis não era virgem, mas sim a viúva de Osíris com quem havia concebido Hórus. O que lemos é que “[Isis] causou a que se levantasse o desamparado membro [pênis] daquele cujo coração estava amparado, ela extraiu dele a sua essência [esperma], e ela fez daí que surgisse um herdeiro [Hórus].(Encyclopaedia Mythica)
Quarto: Não há qualquer registo de três reis a visitar Hórus aquando do nascimento deste último. Isto torna-se ainda mais erróneo se levarmos em conta que os relatos do Evangelho nunca declaram o número de reis que vieram ver Jesus aquando do Seu nascimento. Este paralelo provavelmente é mais uma criação da mente do mitologista visto que não podemos esquecer que, quando Ele nasceu, foram oferecidos a Jesus três presentes distintos (ouro, incenso e mirra), e desde logo, ele [o mitologista] conclui que eram três reis. Sugiro a qualquer pessoa que leia os Evangelhos em Mateus 2:1-12.
Quinto: Hórus não era de maneira alguma um salvador, e ele nem chegou a morrer pelos outros como Jesus fez.
Sexto: Desafio qualquer pessoa a encontrar uma única evidência de Hórus a ser identificado como professor com a idade de 12 anos; não há, e nenhum acadêmico encontrou alguma.
Sétimo: Hórus não foi “baptizado” – pelo menos não da forma como Jesus foi baptizado por João Baptista no Rio Jordão. O único relato de Hórus que envolve água é aquela onde Hórus é despedaçado, o que levou a Isis a requisitar ao deus-crocodilo que o pescasse das águas. Soa mesmo como o baptismo, certo?
Oitavo: Não temos evidência alguma de Hórus a ter um “ministério”, especialmente não um como o de Jesus.
Nono: Hórus não tinha 12 discípulos. Segundo os dados, Hórus tinha 4 semi-deuses que o seguiam, e existem alguns indícios de 16 seguidores humanos e um número desconhecido de ferreiros que foram para a guerra com ele. Devido a isto, eu pergunto: onde estão esses “12 discípulos”?
Décimo: existem várias descrições da forma como Hórus morreu, e nenhuma delas envolve uma crucificação.
Por fim: Não temos qualquer registo de Hórus a ser enterrado durante 3 dias, e também não temos qualquer registo de Hórus a ressuscitar – pelo menos não na forma Corporal como Jesus.  Não há qualquer registo de Hórus a sair do túmulo com o mesmo corpo com que foi enterrado. Alguns relatos falam de Hórus/Osíris a ser trazido de volta para a vida e tornando-se posteriormente o senhor do submundo.
Todos estes alegados paralelos são, na melhor das hipóteses, espúrios. Encorajo todas as pessoas que leem este texto a separarem uma hora das suas vidas para pesquisar a discussão Hórus-Jesus. Acabarão por ficar a coçar a cabeça tal como aconteceu comigo.
Motivo 17: A noção de que Jesus é uma cópia de Dionísio foi rejeitada pelos estudiosos, e eis porquê.
Algumas pessoas alegam que Jesus é uma cópia de Dionísio, e listam os seguintes paralelos:
1. Dionísio nasceu duma virgem.
2. Ele nasceu no dia 25 de Dezembro.
3. Transformou água em vinho.
O ponto 2 pode ser imediatamente colocado de parte porque não sabemos quando foi que Jesus nasceu. De qualquer forma, Dionísio está associado ao regresso sazonal da Primavera.
Segundo: Existem duas histórias comuns em relação ao nascimento de Dionísio. Uma envolve o deus Zeus – que é o seu pai – a engravidar uma mulher mortal com o nome de Semele, ou a engravidar Perséfone (Rainha Grega do submundo). Isto não está relacionado com um nascimento virginal. Na outra narrativa não só não há qualquer nascimento virginal, como ela parece ter sido copiada da Bíblia visto que está a descrever o que o Livro de Génesis havia dito milhares de anos antes. Nesta narrativa do nascimento de Dionísio é descrita a presença de anjos caídos e deles a engravidar mulheres humanas.
Portanto, quem é que está a copiar?
Todos nós estamos familiarizados com a história de Jesus a transformar água em vinho, mas será isto uma cópia do deus Dionísio? Primeiro, Dionísio deu ao Rei Midas a capacidade de transformar em ouro o que quer que ele tocasse. Semelhantemente, ele deu às filhas do Rei Anius o poder de transformar em vinho, milho ou óleo tudo o que elas tocassem. Mas nada disto pode ser surpreendente visto que Dionísio era o deus do vinho. No entanto, existem histórias de Dionísio a preencher de modo sobrenatural  vasos vazios com vinho, mas o ato explícito de transformar água em vinho não ocorre.
Motivo 18: A noção de Jesus ser uma cópia de Krishna foi rejeita pelos estudiosos, e eis o porquê.
Alguns alegam que Jesus é uma cópia de Krishna, listando as comparações que se seguem:
1. Krishna nasceu duma virgem.
2. Ocorreu um massacre infantil.
3. Havia uma estrela no Oriente que orientou os sábios até ao seu local de nascimento.
4. Krishna foi crucificado.
5. Ele ressuscitou.
6. O pai de Krishna era um carpinteiro, tal como o pai de Jesus.
Para começar, nenhum nascimento virginal é alguma vez atribuído a Krishna. De facto, antes dele, os seus pais tiveram sete filhos. Alguns mitologistas alegam que Krishna nasceu da virgem Maia, no entanto o que nós apuramos é que isto está incorrecto visto que, segundo os textos Hindus, Krishna é o sétimo filho da Princesa Devaki e do seu marido Vasudeva.
Nos Evangelhos, vemos que  o Rei Herodes sentiu-se ameaçado com o nascimento de Jesus. e devido a isso, recorreu à matança dos bebés de Belém. Será isto uma cópia duma narrativa relativa a Krishna? O que ficamos a saber é que os seis filhos prévios de Devaki foram assassinados pelo seu primo – o Rei Kamsa – devido a uma profecia que antecipava a sua [do Rei Kamsa] morte pela mão dum dos filhos de Devaki. Esta narrativa diz que Kamsa apenas atacou os filhos de Devaki e que nunca emitiu uma ordem de matança aos bebés do sexo masculino – totalmente diferente dos relatos dos Evangelhos. Eis o que ‘Bhagavata, Bk 4, XXII:7‘ diz:
E portanto, seis filhos nasceram de Devaki e também Kamsa matou estes seis filhos consecutivamente à medida que eles iam nascendo.
Terceiro: o que dizer da estrela e dos sábios? Isto é logicamente uma falácia visto que Krishna nasceu numa prisão e não num estábulo; os seus país deram-lhe à luz em segredo.
Algumas pessoas chegaram a alegar que Krishna foi crucificado tal como Jesus foi, mas a crucificação não chega a ser mencionada uma única vez no texto Hindu. No entanto, é-nos dita a forma exata como Krishna morreu. A narrativa diz que ele estava a meditar na floresta quando foi acidentalmente atingido no pé pela seta dum caçador.
E a ressurreição? Antes de mais, convém ressalvar que não temos qualquer tipo de evidência de que Krishna desceu ao túmulo durante 3 dias, voltando mais tarde a aparecer a várias testemunhas como Jesus – paralelo que os mitologistas dizem que existe. Em vez disso, o relato diz que Krishna regressa imediatamente à vida, e que ele fala só para o caçador como forma de o perdoar pelas suas acções.
Independentemente disso, existem diferenças óbvias entre a ressurreição de Jesus e os aparecimentos de Krishna ao caçador que o matou:
• A ressurreição de Jesus derrotou o poder do pecado e da morte; a ressurreição de Krishna não teve efeito real nenhum sobre a humanidade.
• Jesus apareceu a aproximadamente 500 testemunhas no Novo Testamento; Krishna só apareceu ao caçador.
• Jesus ressuscitou dos mortos 3 dias mais tarde; Krishna regressou imediatamente para a vida.
• Jesus não ascendeu imediatamente ao Céu mas fê-lo depois da Grande Comissão; Krishna “ascendeu” imediatamente para a vida depois da morte.
• Jesus sabia o que estava em vias de acontecer; Krishna não sabia antecipadamente os detalhes sobre a sua morte.
• Jesus ascendeu para um domínio físico (Céu); Krishna transcendeu para um estado mental (ou região inconcebível). Os conceitos de Céu (Cristianismo) e Nirvana (Hinduísmo) são muito distintos.
Por fim, era o pai de Krishna, Vasudeva, um carpinteiro tal como o era o pai Terreno de Jesus? De facto, é verdade que se diz que o pai de Krishna era também um carpinteiro, mas nada disto está evidente dentro dos textos Hindus. O que nos é dito é que Vasudeva era um fidalgo na corte de Mathura visto que ele era casado com a Princesa Devaki. No entanto, quando Krishna fugiu da ira de Kamsa com os seus pais adotivos, é-nos dito que o seu pai-adotivo – Nanda – era um pastor de vacas:
Tu és o mais amado de Nanda, o Pastor de Vacas (Bhagavata, Bk 8, I, pg 743).
Motivo 19: A noção de que Jesus é uma cópia de Átis é rejeitada pelos académicos, e seguidamente vamos ver o porquê.
Algumas pessoas alegam que Jesus era uma cópia de Átis, citando as seguintes comparações:
1. Átis nasceu duma virgem
2. Nasceu no dia 25 de Dezembro.
3. Foi crucificado.
4. Ressuscitou.
Antes de alguma coisa ser levada em consideração, os relatos que temos de Átis são muito abrangentes e, como tal, não são muito fiáveis. De qualquer forma, podemos ver que Átis não nasceu duma virgem. De facto, segundo esta lenda, Agdistis surge da Terra como descendente de Zeus. Agdistis dá à luz o Rio Sangario que gera a ninfa, Nana, que ou tem um amêndoa junto ao seu peito e engravida da amêndoa, ou se senta por baixo duma árvore onde uma amêndoa cai no seu colo e engravida.
Mais tarde, Nana abandona a criança que é, então, criada por uma cabra. Somos levados a assumir que Átis foi concebido a partir duma semente de amêndoa que caiu duma árvore como consequência do sémen derramado de Zeus – e não um nascimento virginal.
Mais uma vez, e tal como dito repetidamente, o dia 25 de Dezembro não tem qualquer significado visto não sabermos quando foi que Jesus nasceu, e desde logo, qualquer paralelo não pode ser, logicamente, um paralelo pagão.
Terceiro: o que dizer da crucificação? Mais uma vez podemos ver que este é um paralelo falso uma vez que Átis castra-se a si mesmo por baixo duma árvore e morre de se esvair em sangue até à morte. Átis castrou-se depois de ter sido enlouquecido antes do seu casamento com Agdists. Subsequentemente, o seu sangue flui pelo chão (proveniente do seu pénis cortado) e gera um trecho de violetas. De que forma é que crucificação é aludida aqui?
Quarto: Será que Átis ressuscitou tal como Jesus ressuscitou? Existem relatos distintos em relação a isto. Numa das narrativas ficamos a saber que Agdistis é sobrepujada de remorso pelo que fez (ter causado a que Átis se castra-se e morresse devido a isso), e como tal, pede a Zeus que preserve o corpo de Átis de forma que ele nunca entre em decomposição. Onde está a ressurreição?
Noutro relato, Agdistis e a Grande Mãe Terra carregam o pinheiro de volta para a caverna onde ambas choram a morte de Átis. Não só não ocorre ressurreição alguma, como temos também o facto das histórias em torno duma ressurreição só surgirem muito mais tarde quando Átis é transformado num pinheiro. Ser transformado num pinheiro é diferente de Jesus ressuscitar fisicamente dos mortos. Atualmente, é por demais óbvio que Jesus não é uma cópia do deus pagão Átis.
Motivo 20: A noção de Jesus ser uma cópia de Buda (Gautama) é rejeitada pelos acadêmicos, e seguidamente vamos ver o porquê.
Algumas pessoas alegam que Jesus é uma cópia de Buda, fornecendo as seguintes comparações como evidência:
1. Buda nasceu duma virgem.
2. Aquando do nascimento de Buda, estavam presentes alguns sábios.
3. Foram oferecidos (como presentes) ouro, incenso e mirra.
4. Buda nasceu no dia 25 de Dezembro.
5. Buda era de descendência real, tal como Jesus.
6. Buda foi crucificado.
Antes de mais, Buda não nasceu duma virgem mas sim de Suddhodana e da sua esposa de 20 anos, Maya. Outro motivo para se rejeitar a alegação de que Maya era virgem é devido ao facto dela ser a esposa favorita do rei.  Os “Actos de Buda” revelam Maya e o seu marido Suddhodana a ter relações sexuais (“os dois experimentaram as delícias do amor…..”).
Segundo: parece não haver qualquer menção a sábios nos textos Budistas, e nem parece haver menção a presentes específicos (ouro, incenso e mirra). O que é, no entanto, mencionado nos escritos pós-Cristianismo é que os deuses (e não sábios) deram a Gautama sândalo, chuva, nenúfares, e flores de lótus como presentes – que são símbolos Budistas que não estão minimamente relacionados com o Cristianismo. Isto não é minimamente surpreendente visto que na cultura Budista os nascimentos reais são frequentemente celebrados com festivais e com ofertas.
Mais uma vez, não sabemos quando foi que Jesus nasceu, e como tal, não pode existir um paralelo.
No entanto, e a quem interessar, o nascimento de Buda é celebrado pelos seguidores no mês primaveril de Vesak.
Ao contrário de Jesus, Gautama era um descendente real directo nascido numa situação privilegiada, enquanto que Jesus era um Descendente Distante do Rei David nascido na pobreza; eles são fundamentalmente opostos.
Não parece existir qualquer tipo de menção a uma crucificação em qualquer fonte Budista, De facto, é-nos dito que, a verdade, Gautama morre de causas naturais com 80 anos. Os seus seguidores acompanham-no até a um rio e dão-lhe uma cama:
‘Sejam suficientemente bondosos e estendam uma cama para mim…. visto que estou cansado e quero deitar-me…..’ Então [Buda] caiu num profundo sono de meditação, e atravessou as quatro jhanas e entrou no Nirvana.
Motivo 22: A noção de Jesus ser uma cópia paralela de Zoroastro é rejeitada pelos académicos, e eis aqui o porquê.
Algumas pessoas alegam que Jesus é uma cópia de Zoroastro, e avançam com os seguintes paralelos:
1. Zoroastro nasceu duma virgem.
2. Foi tentado no deserto.
3. Deu início ao seu ministério com a idade de 30 anos, tal como Jesus.
4. Sacrificou-se pelos pecados da humanidade.
Não há qualquer menção a uma nascimento virginal nos textos Zoroastrianos, e os eventos em torno do nascimento de Zoroastro não parecem ter qualquer tipo de relação com Jesus. De facto, existem duas narrativas em torno do seu nascimento. Numa das narrativas, os pais de Zoroastro – Dukdaub e Pourushasp – são um casal normal que concebeu através de métodos naturais. É dito que Zoroastro riu-se aquando do seu nascimento, como também é dito que ele tinha em redor dele uma aura visível e brilhante:
[Zoroastro] havia chegado à posterioridade..…que são Pourushasp, o seu pai, e Dukdaub, que é a sua mãe. E também no momento em que ele estava nascer, e durante a sua vida, ele produziu um esplendor, uma incandescência e um brilho a partir do lugar da sua habitação. (Denkard, Bk 5 2:1-2)
Noutra narrativa, que é um texto mais tardio, é acrescentado um embelezamento por parte dos seus seguidores Zoroastrianos. Nesta narrativa, é-nos dito que Ahura Mazda (a principal divindade do Zoroastrianismo) implantou a alma de Zoroastro na planta sagrada Haoma e através do leite da planta Zoroastro nasce. Em parte alguma o nascimento virginal está presente.
Mas será que Zoroastro foi também tentado por um espírito maligno como forma de renunciar a sua fé através da promessa de receber poder sobre as nações tal como Jesus foi? Esta história é evidente em Vendidad, um texto Zoroastriano que lista a leis relativas aos demónios. No entanto, este texto foi escrito muito depois da Vida de Jesus – cerca de 250 a 650 AD. Devido à sua data tardia, os Cristãos primitivos nunca poderiam ter copia algo presente nestes textos. De qualquer das formas, o que nós lêmos é muito parecido com os 40 dias no deserto por parte de Jesus. Em ‘Vendidad Fargad 19:6‘ lemos:
E o Criador do mundo maligno, Angra Mainyu, disse-lhe: ‘Não destruas as minhas criaturas, Ó santo Zaratustra… Renuncia à boa Religião dos adoradores de Mazda, e  obterás um benefício tal…..como o governante das nações.’
Tal como Jesus, acredita-se que Zoroastro começou a ensinar com a idade de 30 anos. Embora tecnicamente Zoroastro tenha saído da sua reclusão e tenha dado início aos seus ensinamentos quando tinha 30 anos de idade, ele foi evitado e ignorado durante 12 anos até que a sua religião foi aceite pelo Rei Vishtaspa. No entanto, a narrativa em redor de Jesus varia de modo considerável; Jesus atraiu seguidores instantaneamente.
Acredita-se que Zoroastro foi morto quando tinha 77 anos enquanto que Jesus foi Morto quando tinha 33 anos. Isto torna-se ainda mais espúrio quando se sabe que Zoroastro só é mencionado em textos mais tardios datados de 225 AD – isto é, quase 200 anos depois do Cristianismo já estar em circulação. Logo, quem copiou quem? Certamente que não foram os Cristãos primitivos.
Por fim: foi a morte de Zoroastro espiritualmente significativa? Acredita-se que Zoroastro foi morto quando tinha 77 anos depois de ter sido chacinado por invasores Turanianos num dos altares dum dos seus templos, mas este aspecto da sua vida é motivo de debate entre os estudiosos. De qualquer das formas, a sua morte nunca foi vista como expiação de pecado ou vista de alguma forma espiritual.
Motivo 23: Resumidamente, a crucificação de Jesus é única, quando comparada a outras divindades.
No seu livro ‘The World’s Sixteen Crucified Saviors’, Kersey Graves lista os nomes das divindades que se seguem como se tivessem sido divindades crucificadas (o que, desde logo, implica que a crucificação de Jesus é pagã). Iremos agora analisar estas “crucificações” para ver se elas são realmente crucificações. Se, na verdade, elas foram crucificações, então temos que compará-las com a crucificação de Jesus e ver se é a mesma coisa.
Mitra – Foi levado, vivo, para o céu numa carruagem; isto não é uma  crucificação.
Bali – Existem vários relatos sobre a sua morte. Uma delas diz que ele foi fisicamente forçado para o submundo depois de ter sido enganado por Vamana, um avatar de Vishnu. Noutros relatos, diz-se que Bali foi libertado e foi feito membro da realeza. Nenhuma crucificação ocorre em ambos os relatos
Rómulo – Ele não foi crucificado, mas diz-se que ele foi levado para o céu ainda vivo.
Quirino – Não existem registos dele a morrer.
Iao e Wittoba – Não parece existir informação relativa à morte destes duas figuras nas fontes originais.
Orfeu – Ele não foi crucificado mas diz-se que foi morto por uma das bacantes frenéticas de Dionísio depois de se recusar a adorar outro deus que não Apolo.
Bel – Ele é frequentemente associado a Zeus, e não existem registos que pareçam indicar a sua morte.
Prometeu – Ele foi acorrentado a uma montanha como castigo por parte de Zeus e diariamente  uma águia comia o seu fígado. Mais tarde, Hércules libertou-o. Não houve crucificação.
Indra – Existem relatos distintos da morte de Indra. Num dos relatos ele foi engolido vivo por uma serpente chamada Vritra, que mais tarde o cospe a mando dum dos deuses. Uma vez que Indra foi salvo pelos deuses, não houve morte e nem crucificação.
Dionísio – Não houve crucificação; em vez disso, ele foi comido vivo pelos Titãs durante a sua infância.
Esus/Hesus – Os seus seguidores iriam participar em sacrifícios humanos enforcando as vítimas nas árvores depois da evisceração. Não há qualquer menção a uma crucificação.
Átis – Sangrou até a morte depois de se castrar.
Alcestis – Ela concorda em morrer pelo seu marido depois deste último ter feito um acordo com os deuses. Quando chega o momento, diz-se que Alcestis se encontra na sua cama. Os deuses ficam tocados com a sua devoção, ficam com pena dela, e reunem-na com o seu marido. Não há indicação duma crucificação.
Tammuz – Ele foi alegadamente morto por demónios enviados por Ishtar depois dela o ter encontrado no trono dela. Não há cruficificação.
Krishna – Como vimos em cima, sabemos que Krishna não foi crucificado visto que ele foi atingido no pé por uma seta no preciso momento em que meditava.
Osiris – Ele foi enganado por Set, selado dentro dum cofre, e largado no Rio Nilo. O método de crucificação nem sequer havia sido inventado por esta altura.
Questzalcoatl – Ele nunca foi crucificado. Numa das narrativas, ele imolou-se devido à culpa que sentia por ter dormido com uma sacerdotisa celibatária.  Noutra narrativa é-nos dito que ele foi queimado vivo com um fogo enviado pelos deuses.
Em conclusão:
Sou de opinião de que o prego foi espetado de forma bem profunda no caixão do mitologista. O que nós vêmos nos argumentos dos mitologistas são paralelos espúrios que são todos duma época posterior ao Cristianismo. Devido a isso, não é possível  que os Cristãos tenham copiado o que quer que seja, sendo até mais provável (tal como observamos explícitamente no caso de Zoroastro) que as religiões pagãs secretas tenha copiado de Jesus.
Temos também o caso da vasta maioria dos estudiosos das áreas de especialização relevantes não verem qualquer paralelo entre o Jesus da História e as religiões secretas. Não só os acadêmicos vêem isso, mas salientam também que o Jesus Histórico é Uma Personagem Histórica Única, e que olhar para Ele através do contexto Judaico do 1º Século faz com que qualquer interpolação de paralelos pagãos muito pouco provável.
Os Judeus não só eram monoteístas rigorosos, como moldavam a sua comunidade segundo esta crença. Vêmos também nos Evangelhos que não só os Judeus tinham uma opinião muito negativa dos pagãos Romanos, como também que durante o período do Antigo Testamento olhavam para as religiões pagãos circundantes como repugnantes. Isto leva-nos a ver que estas pessoas eram muito pouco susceptíveis de incorporar elementos pagãos no seu sistema de crenças.
Vimos também que se Jesus é um cópia pagã, Ele seria muito mais previsível, coisa que Ele não é; Ele é totalmente Único no Seu ministério e no impacto que Ele teve no mundo.
Estes são apenas alguns dos motivos que fazem com que os argumentos dos mitologistas estejam mortos e enterrados, estado em que já estão há muito tempo. Tal como escreveu Mettinger a dada altura, “Começando nos anos 1930……desenvolveu-se um consenso de que “deuses que morrem e ressuscitam” morriam mas já não voltavam à vida. Aqueles que pensam de maneira distinta são vistos como membros residuais duma espécie quase extinta..”
Por:  James Bishop
Extraído de:Vida Cristã

 

Quem foi o Behemoth do Livro de Jó?

A partir do capítulo 38 do livro de Jó, Deus questiona o patriarca acerca de vários fatos da Criação, muitas vezes sobre coisas que Jó jamais conseguiria responder. Em Jó 40:15-19, temos um exemplo disso: Deus fala para Jó sobre o Behemoth (ou Beemote), um animal possante e diferente de tudo o que hoje é visto na natureza. Quer dizer, diferente de tudo o que é visto hoje.
Observe a “descrição” completa conforme se encontra em Jó 40:15-19:

“Contempla agora o Behemoth, que eu criei como a ti, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Ele enrija a sua cauda como o cedro; os nervos das suas coxas são entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze, as suas costelas como barras de ferro.Ele é obra prima dos caminhos de Deus; aquele que o fez o proveu da sua espada. Em verdade os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo dos lotos, no esconderijo dos canaviais e no pântano. Os lotos cobrem-no com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. Eis que se um rio trasborda, ele não treme; sente-se seguro ainda que o Jordão se levante até a sua boca. Poderá alguém apanhá-lo quando ele estiver de vigia, ou com laços lhe furar o nariz?”

A única informação externa que é certa, a princípio, é que a existência do Behemoth faz parte da cultura Hebraica. Porém, ele é descrito juntamente com vários outros animais que realmente existem ou existiram no Livro de Jó, e mais, pra quem crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, o Behemoth deve ter existido certamente, do contrário não seria mencionado.

Ora, se o Behemoth existiu, que animal ele é ou foi? Alguns alegam que era um elefante, outros um hipopótamo, e outros ainda vão mais além, dizendo que seria um saurópode; mais especificamente, um Diplodocídeo…


ELEFANTE OU HIPOPÓTAMO, QUEM SABE?

O Behemoth é descrito como a mais poderosa de todas as criaturas de Deus, um monarca do Reino Animal. Alguns estudiosos tentaram identificar Behemoth como um elefante ou hipopótamo. Até poderia ser, afinal hipopótamos e elefantes são gigantescos e corpulentos… Mas um pequeno detalhe pode “atrapalhar” essa identificação.

A cauda do behemoth, na Bíblia, é comparada à árvore de cedro (Jó 40:15 em diante), que é uma das maiores e mais espetaculares árvores do mundo antigo. Pois bem, essa certamente não é, digamos, a melhor descrição para a cauda de um hipopótamo ou de elefante. Ambos possuem uma cauda extremamente curta e fina; nada que se possa comparar ao cedro. Logo, o Behemoth era alguma outra criatura… Mas qual?

UMA CRIATURA “FANTÁSTICA”?

Para se descobrir, de forma eficiente, o que é o behemoth bíblico é necessário descobrir as fontes históricas sobre ele. Ou seja, a concepção do Behemoth pela cultura Hebraica.

O nome é o plural do hebraico בהמה, bəhēmāh, “animal”, com sentido enfático (“animal grande”, “animal por excelência”). Na tradição judaica ortodoxa, Behemoth é o monstro da terra por excelência, em oposição a Leviathan, o monstro do mar (tido por alguns como um ser similar a uma baleia), e Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Behemoth e Leviathan se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro; então, sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.

Ora, e de onde teria vindo a “lenda do Behemoth”? Possivelmente da mesma forma que muitas lendas sobre dragões surgiram: fósseis relatados pelos antigos como seres que morreram há pouco tempo. Ou mesmo pegadas do próprio.

Em outras palavras, provavelmente a concepção do Behemoth veio do registro fóssil achado, pois a Bíblia garante que o mesmo existiu. Mas era o registro fóssil de que animal? Que animal, do passado, foi o Behemoth?

O MONARCA EXTINTO

Levando tudo isso em consideração, muitos estudiosos alegam que o Behemoth seria um dinossauro, mais especificamente, um saurópode.

Os saurópodes são conhecidos na mídia afora como “dinossauros pescoçudos” e figuram entre os maiores animais que caminharam pela Terra; alguns superavam a Baleia Azul, de 30 metr0s, em comprimento, inclusive. Criaturas corpulentas, possuiam uma cauda com músculos bem fortes e sempre um pescoço comprido, que em algumas espécies possuía uma boa mobilidade para as laterais. Todos esses animais eram herbívoros.

Como podemos ver, e por mais estranho (ou absurdo) que possa parecer, o Behemoth da Bíblia possui todas as características esperadas para um saurópode, especialmente a questão da cauda, que já era comprida e longa.

E podemos ainda ser mais específicos na descrição, pois com base na descrição bíblica podemos descobrir até a qual família o Behemoth teria pertencido. Veja bem: a comparação da cauda do Behemoth com o cedro parece ser um exagero, mas na verdade, pode não ser. Acontece que os saurópodes da família Diplodocidae possuíam a cauda forte e incrívelmente longa, começando grossa e se afunilando até a ponta. Um exemplo clássico de dinossauro dessa família é o Diplodocus (imagem acima), de 27 metros de comprimento e cauda tão longa que era utilizada como um potente chicote. Realmente, o Diplodocus devia mover a sua cauda como um tronco de cedro; acredita-se que a potência do dito chicote era tão forte que o estalo de sua cauda no predador quebrava a barreira do som!
DINOSSAUROS COEXISTINDO COM HUMANOS??


No entanto, sabe-se que o fato do Behemoth do capítulo 40 de Jó ser um saurópode é utilizado como argumento em favor de uma Terra jovem, e da coexistência entre humanos e dinossauros.

Cientificamente falando, os mais diversos métodos de datação apontam os saurópodes na Era Mesozóica, ou seja, no intervalo entre 255 e 65 milhões de anos. E essa é uma idade muito antiga, mais antiga que o Dilúvio e que Adão e Eva. O Diplodocus, por exemplo, viveu há 140 milhões de anos antes de Cristo.

Mas então como explicar isso?

Primeiro: O Behemoth era uma criatura “lendária” que compõe a cultura judaica ortodoxa e, tal qual ocorreu com a concepção da maioria das criaturas mitológicas, a concepção judaica do Behemoth pode muito bem ter surgido pelo registro fóssil de uma criatura que realmente existiu, conforme a Bíblia descreve.

Segundo: Acontece que poucos atentam para o fato de que não é Jó que descreve o saurópode, que certamente devia ser conhecido por Jó através de algum esqueleto de saurópode que ele tenha visto, mas sim Deus. Deus é quem descreve o Behemoth, e não Jó. E, como Ele esteve presente desde o princípio da Criação, possivelmente Deus mencionou o Behemoth como uma das maiores maravilhas que um dia andou pela Terra. É curioso, também, o ar de ironia de toda a passagem, que na verdade está presente em todo capítulo 38, 39, 40 e 41 de Jó, mas aqui se torna bem evidente na seguinte frase:

“Contempla agora o Behemoth, que eu criei como a ti (…)”

“Contemplar” nesse caso deve ser no sentido de”analise”, “observe”. Mas não implica necessariamente que, naquele instante, Jó viu um Behemoth diante dele. Jó apenas sabia de sua existência (certamente por ossos), embora provavelmente jamais tenha visto um vivo. Porém o sentido irônico está no “que eu criei como a ti”, ou como em outras traduções, “que eu fiz contigo”, uma vez que os Diplodocídeos viveram há milhões de anos antes de Cristo…

Uma outra possibilidade para o “contemplar” o Behemoth, também, seria a de que Deus mostrou o Diplodocídeo para Jó em visão, já que o Behemoth não existe mais. Isso é altamente provável, visto que em outras passagens deste mesmo livro dá a entender que Deus mostra em visão para Jó alguns dos fatos da Criação, como a questão da gravidade da Terra. Isso poderia ser aplicado também ao Leviathan, outra criatura “mítica” do livro. Porém, isso não descarta o fato desse animal pertencer á cultura hebraica e ser conhecido por fósseis ou icnofósseis (pegadas).

O JORDÃO E O BEHEMOTH

Mas o que dizer da afirmação que encontramos no versículo 15?

“Eis que se um rio transborda, ele não treme; sente-se seguro ainda que o Jordão se levante até a sua boca.”

Se você observar bem esse versículo, ele menciona o Rio Jordão como exemplo, justamente pela profundidade do rio. Vale lembrar que o Rio Jordão como conhecemos hoje se formou após a Era dos Dinossauros. Porém ele, embora mais fundo e muito diferente do que é hoje, existiu no tempo dos saurópodes. Logo isso indicaria que, tomando como exemplo o Rio Jordão, essa criatura não se incomodava se o rio enchesse. E nem precisava encher tanto assim: os diplodocídeos, ao contrário dos outros saurópodes, tinham o corpo um pouco mais plano e o pescoço costumava ficar na horizontal. Logo, bastasse a água subir uns 4 metros já cobriria o animal.


É interessante notar que a Bíblia não fala que o Behemoth era aquático, mas alega que poderia atravessar um rio mesmo cheio. Curiosamente, algumas pesquisas sugerem que alguns saurópodes talvez atravessassem rios inteiros usando as patas dianteiras para impulso, enquanto as de trás ficavam soltas e o corpo flutuando graças a bolsas de ar que esses animais possuíam.

A teoria de Henderson, avaliada por descobertas em alguns fósseis, alega que os saurópodes tinham bolsas de ar localizadas ao longo de sua espinha dorsal. Esses compartimentos permitiam aos saurópode absorver oxigênio de forma mais eficiente à medida que o ar era transportado de seus extensos pescoços até os pulmões. Ao mesmo tempo, as bolsas ajudavam a dissipar o calor excessivo de seus corpos. Porém, essas bolsas também atuavam como gigantescos coletes salva-vidas, que lhes permitiam flutuar na água, ligeiramente inclinados para frente adiante para que as patas dianteiras pudessem tocar o fundo e dar impulso a eles. A teoria explica por que muitas das pegadas de Brachiosaurus encontradas até hoje em locais como o Texas e a península da Coréia correspondem exclusivamente às patas dianteiras. Tal tese, apesar de girar em torno do gênero Brachiosaurus, pode também ser válida para membros da família do Diplodocus.

Em outras palavras, um saurópode poderia atravessar sim um rio tão denso quanto o Rio Jordão. Mas sem dúvida não viveriam debaixo de uma quantidade absurda de água, pois aí a pressão da água esmagaria os seus pulmões. E, consequentemente, a alegação de que se o Behemoth estiver no Ro Jordão não se importa se a água chega até o seu focinho (que, curiosamente, ficava no alto da cabeça) não prova que Jó já o tenha visto ou que o saurópode são animais contemporâneos.

OUTRAS “PISTAS”

Existem ainda alguns detalhes na passagem bíblica que confirmam o Behemoth como um saurópode diplodocídeo:

– No versículo 19 é dito que Deus o proveu de sua espada. Curiosamente, pesquisas indicam que os saurópodes Diplodocídeos utilizavam a cauda como arma de defesa.

– Além disso, o termo “espada” no mesmo versículo pode remeter á separação, ou divisão, ou mesmo extinção, o que pode ter algum sentido simbólico com relação ao fim da espécie desse animal.

– Nos versículos 21 e 22 descreve o Behemoth com um animal que, ainda que grande, não mais alto que as árvores que o cercam, a ponto das sombras delas o cobrirem. Isso certamente acontecia com o Diplodocus, por exemplo, que mantia o pescoço e o corpo na horizontal. Além disso, os ambientes mencionados nesses mesmos versos, de acordo com o registro fóssil, são realmente ambientes que muitos saurópodes habitavam.
– No versículo 24 fala que ninguém pode apanhá-lo em vigia. Realmente, a reação da cauda de um Diplodocus ao notar um ataque deveria ser imediata.

– No versículo 24 também vemos a menção de que não se pode lhe furar o nariz com um laço. Levando em conta que o “nariz” do Behemoth ficava no alto da cabeça, isso seria realmente difícil…
CONCLUSÃO

É muito mais lógico aceitar aquilo que a Bíblia está dizendo… Um Behemoth com força nos ossos e cauda do tamanho do Cedro, ou seja, de acordo com as palavras do próprio Deus, no livro de Jó, umDiplodocus ou Apatosaurus. Nem Hipopótamo, nem elefante… Mas sim Diplodocídeo!Um animal que não precisava temer outros animais, era possuidor de ossos fortes. Elefantes e Hipopótamos são fortes, mas temem outros animais a exemplo do que fazem com leões. E em caso de ataque, poderia entrar em ação com sua cauda forte e comprida como o Cedro…

Até mesmo para os mais fundamentalistas, que não crêem na existência dos dinossauros, após essa análise fica difícil negar que eles existiram e que são citados na Bíblia. E não só fica clara a existência destes animais, como também, constata-se que tais achados confirmam a veracidade científica da Palavra de Deus.

Por fim, temos mais uma evidência de que a Bíblia é inspirada por Deus, pois, em qual livro da antiguidade teria registro sobre um ser de 140 milhões de anos atrás?

Para todos os que estão em Cristo Jesus.
Extraído de: Gênesis 1

A pena de morte é bíblica?

A lei do Antigo Testamento ordenava a pena de morte para vários atos: assassinato (Êxodo 21:12), seqüestro (Êxodo 21:16), deitar-se com animais (Êxodo 22:19), adultério (Levítico 20:10), homossexualismo (Levítico 20:13), ser um falso profeta (Deuteronômio 13:5), prostituição e estupro (Deuteronômio 22:4), e diversos outros crimes. No entanto, Deus freqüentemente demonstrava misericórdia quando a pena de morte era dada. Davi cometeu adultério e homicídio, e mesmo assim Deus não exigiu que sua vida fosse tirada (2 Samuel 11:1-5, 14-17; 2 Samuel 12:13). No fim das contas, todo e qualquer pecado que nós cometemos deveria resultar na pena de morte (Romanos 6:23). Felizmente, Deus demonstra o Seu amor por nós não nos condenando (Romanos 5:8).

Quando os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher que havia sido pega em adultério e perguntaram a Ele se ela deveria ser apedrejada, Jesus respondeu: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra” (João 8:7). Isto não deve ser usado para indicar que Jesus rejeitava a pena de morte em qualquer situação. Jesus estava simplesmente expondo a hipocrisia dos fariseus. Os fariseus queriam fazer com que Jesus violasse a lei do Antigo Testamento… eles realmente não se importavam com o fato de a mulher ser apedrejada (onde estava o homem pego em adultério?). Foi Deus quem instituiu a pena de morte: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a Sua imagem” (Gênesis 9:6). Jesus concordaria com a pena de morte em alguns casos. Jesus também demonstrou graça quando a pena de morte foi imputada a alguém (João 8:1-11). O apóstolo Paulo definitivamente reconheceu o poder do governo para instituir a pena de morte onde fosse apropriado (Romanos 13:1-5).

Então, basicamente, estamos de volta ao lugar onde começamos. Sim, Deus permite a pena de morte. Mas ao mesmo tempo, Deus nem sempre exige a pena de morte quando ela é aplicável. Qual deveria ser a visão de um cristão acerca da pena de morte, então? Primeiro, devemos nos lembrar de que Deus instituiu a pena de morte na Sua Palavra; portanto, seria presunçoso da nossa parte pensar que nós podemos instituir um padrão mais alto que o Dele ou que nós podemos ser mais bondosos do que Ele. Deus tem um padrão mais alto do que o de qualquer outro ser, visto que Ele é perfeito. Este padrão se aplica não apenas a nós, mas para Ele mesmo. Portanto, Ele ama em um grau infinito, e Ele tem misericórdia em um grau infinito. Nós também vemos que Ele tem ira em um grau infinito, e tudo isto se mantém em perfeito equilíbrio.

Segundo, nós devemos reconhecer que Deus deu ao governo a autoridade de determinar quando a pena de morte deve ser dada (Gênesis 9:6; Romanos 13:1-7). Não é bíblico afirmar que Deus se opõe à pena de morte em qualquer situação. Os cristãos jamais devem comemorar quando a pena de morte é empregada, mas, ao mesmo tempo, os cristãos não devem lutar contra o direito do governo de executar os autores dos crimes mais hediondos.

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Extraído de: Got Questions

Seria Jesus uma cópia de deuses pagãos?

1

Por Hélio Medeiro

Sempre que se aproxima o natal é comum ver veículos da imprensa associando a figura de Jesus Cristo a mitos pagãos que já existiam antes mesmo do cristianismo. Isso não é nada novo pois há muito tempo já fui refutado, e hoje, nem mesmo ateus de renome defendem essas teses. Mas, para os  militantes neo-ateístas é um “prato cheio”. Eles se agarram a essas teorias como se fossem verdade absoluta e as espalham pela internet com o objetivo de sacanear os crentes sem  ao menos fazer uma pesquisa a fundo para saber se o que ele está compartilhando é de fato verdade.

A teoria que gera muitos questionamentos é aquela que afirma que a história de Jesus seria na verdade uma novela teológica plagiada a partir de mitos pagãos existentes antes mesmo do nascimento de Cristo. A tese defendida é que os autores do NT, ao escreverem os evangelhos plagiaram mitos pagãos para compor a história de Jesus de Nazaré. Existe até mesmo uma suposição de que toda a Bíblia se basearia em princípios astrológicos pertencentes a civilizações mais antigas como Egípcios e Babilônicos. Assim, os 12 signos do zodíaco seriam na verdade a inspiração para as 12 tribos de Israel, os 12 filhos de Jacó e os 12 apóstolos de Jesus.

Bem, no que diz respeito a Jesus, ficaria sem sentido buscar fora da Bíblia a inspiração para o número (12) no caso dos 12 apóstolos. Digo isto por que o Antigo Testamento é que fornece o pano de fundo mais natural para o movimento de Jesus Cristo na Terra.

Mas o que podemos dizer em relação a tese de que a Bíblia como um todo se inspirou em mitos do paganismo?

Bem, isso não faz o menor sentido!  O livro do Gênesis foi escrito por volta do século XV aC. E mesmo teólogos liberais que não aceitam a autoria de Moisés afirmam que ele teria sido composto por volta de 900 a 550 aC. Logo, existiria um consenso entre autores liberais e conservadores de que a  história das 12 tribos de Israel e das 12 tribos de Jacó já seria muito bem conhecidas pelos Judeus por volta do sexto século aC e, provavelmente antes disso. Sem contar o fato de que elas se inspiravam em ocorrências ou acontecimentos bem mais antigos que isso.

Agora, veja um detalhe: a astrologia babilônica que divide os signos do zodíaco em números de 12, data, segundo os especialistas, do quinto ou mais provavelmente do quarto século aC.  Logo, é uma tradição posterior a narrativa bíblica, e, logicamente, não poderia ser um modelo na qual as escrituras se inspiraram. E quem nos dá essa informação não são religiosos ou teólogos, mas especialistas em astronomia antiga como  o Dr. Jay Pasachoff, do observatório de Havard.  Aliás, essa datação é um consenso entre físicos especializados em história da astronomia.

Uma outra comparação clássica que os teóricos da conspiração gostam de fazer é a suposta correspondência entre a história de Jesus e o mito de Hórus, o deus egípcio com forma de falcão. Os críticos dizem que Hórus nasceu em 25 de dezembro, de uma virgem chamada Ísis, uma estrela no oriente proclamou a sua chegada, três reis vieram para adorá-lo, se tornou um grande mestre aos 12 anos, aos 30 anos foi batizado no rio Eridanus por um profeta chamado Anup, tinha 12 apóstolos, fez milagres e ressuscitou El- Osiris, pregou numa montanha os ditados de Lusa, era chamado de KRST O Ungido,e finalmente, foi crucificado e reviveu.

Essa lista é tão impressionante que mesmo quem conheça por alto a vida de Jesus ficaria extasiado com as incríveis semelhanças de um relato e outro. E o mais instigante, o mito de Hórus dataria há cerca de 3 mil anos aC. Portanto, teria a possibilidade de que os autores cristãos plagiassem Hórus e, posteriormente, feito a história de Cristo.

Impressionante, não?

O problema é que isso é uma MENTIRA! Apenas para constar; não temos nada, absolutamente nada na história egípcia que apresente essa versão do mito de Hórus.  Hórus jamais nasceu em 25 de dezembro, nem Jesus. A sua mãe, Ísis, não era virgem, ela era  a esposa de Osíris, e concebeu seu filho se auto-fecundando com o esperma de seu pai que havia sido morto. Fato é que existe uma história da aparente ressurreição no mito original egípcio mas não tem nada a ver com a ressurreição de Cristo. É que Ísis tomou o corpo esquartejado de seu marido e o costurou. Em virtude disso, ele então volta a viver, mas apenas como um rei mumificado no mundo dos mortos.

Não há nada no mito original egípcio falando no batismo de Hórus ou de uma escolha de 12 discípulos e muito menos que ele operava milagres. Ah, e dizer que ele também era chamado de KRST o Ungido, é a pior falácia que se poderia inventar. Primeiro porque esse título não era aplicado a Hórus e segundo porque KRST em egípcio significa “sepultamento” e não o Ungido.

Os críticos afirmam também que a história da ressurreição de Jesus era uma adaptação do mito romano de Átis, uma divindade muito popular no império. Eles afirmam que Átis, tal como Jesus de Nazaré, foi crucificado, morto, e ressuscitou no terceiro dia.

Mais uma FALÁCIA!

O mito romano de Átis, nunca afirmou tal coisa. A lenda original fala de um jovem infeliz no amor, que depois de castrar-se a si mesmo, ficou louco e depois fugiu para viver nas florestas. Átis era o filho da grande deusa mãe, Cibele. E alguns supõem que mais tarde o mito evoluiu falando algo sobre uma possível ressurreição do filho de Cibele que era celebrado no festival das hilárias, que era comemorado todo dia 25 de março.

Bem, sobre esse dado, em primeiro lugar, há divergência entre os especialistas se o festival celebraria uma suposta ressurreição do deus, ou outra coisa. Ademais, ainda que se confirme esse fato, tal celebração não aconteceu senão depois do ano 150 de nossa era. Ou seja, mais de 100 anos após a origem e fundação do cristianismo. Sendo assim, se houve mesmo uma celebração e uma conseguinte influência de um relato sobre o outro, certamente, o relato cristão que é mais antigo, é que serviria de inspiração para o segundo e não ao contrário.

Outro detalhe que gostam de colocar, é que os cristãos teriam plagiado até mesmo a data de nascimento de Jesus de outros deuses pagãos. Essa tese de que Jesus nasceu de uma virgem no dia 25 de dezembro é parte das mitologias de Dionísio, Mitras e, do já mencionado, Hórus.  Nada, porém, das versões antigas desses mitos  corroboram com essa informação.

É difícil entender por que os críticos insistem tanto nisso. Afinal, nem a Bíblia nem o cristianismo primitivo afirmam que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro. Nós simplesmente não temos essa informação.  Foi o papa Julio I que tardiamente  datou o nascimento de Cristo no solstício de dezembro. A data que foi convencionada e não tem portanto nada a ver com o cristianismo original, muito menos com o que ensina a Bíblia.

Há também uma teoria de que a história da crucifixão de Jesus deriva de um mito Hindu. Esse mito seria krishna. Mas não existe nada no Bhavagad Gita, livro sagrado dos Hindus, que conte uma história semelhante a crucifixão de Jesus. O que o texto do Bhavagad Gita diz é que krishna morreu através de uma flechada acidental que ele tomou quando guerreava e depois disso sua alma foi levada ao paraíso. Mas não houve nada que se possa chamar de ressurreição da carne.

Mas como não sou especialista em religião Hindu, vou deixar com você a opinião de um doutor no assunto. O professor Edwin Bryant, que leciona Hinduísmo na universidade de Rochester. Bryant é autor do livro “krishna A Sourcebook”. Veja o que ele escreveu quando lhe perguntaram sobre uma possível relação entre a crucifixão de Jesus e a suposta crucifixão de  krishna.

De onde tiraram isso? Essa ideia é completamente absurda e sem sentido. Não há absoltamente uma menção  em lugar algum que afirme que krishna ou qualquer outra divindade Hindu tenha sido crucificada

Observe, diferente desses relatos, a história de Jesus não é uma representação simbólica  da morte e renascimento, muito menos uma paráfrase dos cultos de fertilidade. Jesus viveu entre pessoas cuja a historicidade já foi estabelecida por fontes extras-bíblicas. Aliás, a própria existência de Jesus também é relatada por fontes não cristãs.

Outra coisa importante a dizer é que nenhum dos personagens propostos pelos críticos para comparar a Jesus, tiveram a intenção de morrer para salvar a humanidade. Apenas Jesus morreu por nós, apenas Ele se diz o nosso Salvador e Filho de Deus.

De todo modo, nada desses depoimentos e afirmações com aparência de erudição e pesquisa podem ofuscar o brilho do Salvador Jesus Cristo. Mitos não podem salvar pessoas, mas o sangue de Jesus salvou a milhões.

Krishna, Hórus, Mitras, Dionísio…  podem até ser lendas interessantes para o conhecimento geral da humanidade. Mas Jesus não se iguala a nenhum destes. Sabe por que? Simplesmente porque Jesus é incomparável. Ele é o único que pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus.

Extraído de: Neo-Ateu Toddynho


Jesus Cristo: Um mito?

Manipulando o Jesus histórico

De modos diferentes, em épocas diferentes, culturas diferentes têm tentado distorcer o Jesus simples dos evangelhos. Desde o Jesus dos evangelhos apócrifos passando pelo Jesus sem carne e osso, desprovido de matéria, dos gnósticos do primeiro século da era cristã e atualmente o Jesus místico da Nova Era, nada mais são que reações da cultura da época, que se recusa a aceitar o Homem de Nazaré, exatamente como ele é. Cada vez que o espírito de uma raça diferente entrou no espírito do evangelho, tentou manipular a figura daquele que é o Senhor dessa mesma história, algumas vezes a ponto de ela ficar deformada e irreconhecível.

Portanto, em nada nos espanta o fato de a invasão do liberalismo no Ocidente ter levado muitos a alterar novamente as características do Senhor. Para tanto, esses movimentos, encabeçados por acadêmicos descomprometidos com a fé cristã, buscou utilizar-se de hipóteses e documentos duvidosos sobre Jesus para tecer um amontoado de informações que, longe de acrescentar algo ao conhecimento dele, distorceu-o completamente.

O Dr. Otto Borchet, em seu livro O Jesus histórico, fez um excelente comentário sobre as muitas tentativas históricas de distorcer a imagem de Jesus, conforme ela nos é fidedignamente mostrada por Mateus, Marcos, Lucas e João, testemunhas oculares ou contemporâneas dele. “Indubitavelmente […] cada geração que se aproxima da figura de Jesus novamente, tem tentado retificar essa imagem no que acha nela deficiente”. A verdade, porém, é que qualquer tentativa de acrescentar algo ao Jesus bíblico falha.
Um outro livro que apresenta os principais estudos acadêmicos atuais dos críticos para tentar reconstruir o Jesus histórico foi publicado em 1998 por Mark Alan Powell. Powell, apresenta um apanhado sobre os vários retratos do “Jesus Histórico” apresentado pelos críticos através da história. Assim, R. Horsley que vê Jesus como um profeta, G. Vermes como um judeu carismático, Morton Smith como um mágico, B. F. Witherington como um sábio judeu e F. G. Downing como um filósofo cínico, são alguns que fazem coro com os críticos do “The Jesus Seminar”, J.D.Crossan, M. Borg, E. P. Sanders, J. P. Meier e N. T. Wright.

Contudo urgi esclarecer que quando falamos em “Jesus histórico”, estamos na verdade tratando de uma expressão não muito definida.

O que seria o Jesus histórico? É o mesmo Jesus da Bíblia? Caso seja, até que ponto? Trataremos disso logo abaixo.

O Jesus histórico versus o Jesus real

No entanto, devemos levar em consideração uma distinção muito significativa levantada pelo crítico John P. Meier, em seu livro “Um Judeu Marginal”, qual seja: qual a diferença entre o Jesus histórico e o Jesus real? Existe de fato tal diferença?

Meier diz que o Jesus histórico não é o Jesus real. Ele explica que a noção de real é enganosa, pois existe varias gradações da noção de real. Não podemos nos referir à realidade total de uma pessoa em tudo que ela pensou, sentiu, experimentou, fez e disse. Mesmo com todos os documentos oficiais disponíveis não se poderia descobrir a realidade total de uma pessoa. O máximo que o historiador ou biógrafo poderia montar era um quadro “razoavelmente completo” da personagem.

Os relatos que os evangelhos apresentam de Jesus é justamente isso. Os quatro evangelistas se detêm somente nos três últimos anos de sua vida.

Apenas dois deles: Mateus e Lucas falam sobre sua infância, mesmo assim de modo bem limitado. A maioria dos atos e palavras de Jesus, assim como os chamados anos obscuros de sua vida, ficaram vedados por um véu de mistério. O apóstolo João confirma esta verdade ao narrar em seu evangelho:

“muitas outras coisas há que Jesus fez; as quais, se fossem escritas uma por uma, creio que nem ainda no mundo inteiro caberiam os livros que se escrevessem.” (João 21.25)

Portanto o Jesus real mesmo com todos os registros disponíveis sobre ele foge à nossa verificação total. Mas não pense que Jesus é o único que enfrenta tal dificuldade, a problemática desta abordagem se estende a todos os outros personagens famosos da história como Sócrates, Platão, Augusto, Alexandre e outros. Mas longe está, disso ser um obstáculo à existência de Jesus. Não absolutamente. O que estamos tratando somente é sobre a diferença empírica que se impõe entre o Jesus real e o Jesus da história. As informações que subsistiram sobre Jesus, obviamente, nunca conseguirão refletir a totalidade de sua vida. Não obstante, podemos conhecer o “Jesus histórico”.

O exegeta D.A Carson resume a questão com muita propriedade: “Portanto, o fato de que não é possível reconstruir uma vida detalhada de Jesus com base nos evangelhos sinóticos não põe de modo algum em dúvida os evangelhos como fontes históricas exatas. Devem ser julgados por aquilo que de fato nos dizem, não pelo que não nos dizem”

A busca pelo Jesus histórico

Muito embora tenhamos falado que o Jesus real não pode ser resgatado pela pesquisa histórica, no entanto, o Jesus histórico pode apresentar fragmentos do Jesus real. O Jesus histórico é aquela personagem reconstruída pelas informações que chegaram até nós através de vários documentos históricos. Alguém poderia nos taxar de fundamentalistas, mas cremos que os poucos registros deixados nos evangelhos sobre Jesus é o suficiente para nosso conhecimento. Na verdade João nos fornece de maneira resumida o propósito dos registros evangélicos sobre Jesus: “estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.31)

A importância da busca pelo Jesus histórico

Acredito que muitos não considerariam de alguma importância uma pesquisa pelo Jesus da história se contentando apenas com o Cristo da fé. Infelizmente a disposição em pesquisar historicamente Jesus parte em geral de críticos agnósticos que do que de cristãos ortodoxos. Geralmente para esses últimos é de pouca relevância tal busca, pois o que vale mesmo é o Cristo da fé. No entanto, esta posição é um grande paradoxo, pois o Jesus da fé não pode ser desvinculado do Jesus da história. A fé cristã não é um salto no escuro, é em suma a aceitação de alguém real que viveu no espaço-tempo. Essa busca ressalta que a fé cristã não é uma vaga atitude existencial ou mera maneira de ser. Mas sim, que existe um conteúdo específico na fé cristã, ligado a eventos históricos especiais. Esta necessidade foi sentida pelos seguidores de Bultmann que acabou por isso formando uma nova escola. Bultmann cria que os fatos históricos quanto a Jesus eram irrelevantes, pois o que valia mesmo era o Cristo da fé e nosso encontro pessoal com ele, mesmo que este Cristo seja o Cristo emergido das supostas lendas e mitos criados pelos cristãos primitivos, segundo a opinião dele. Contudo, uma nova busca teve inicio, pois seus discípulos perceberam que “um rompimento tão completo entre a fé cristã e os liames históricos deixaria a igreja à deriva e sem condições de reivindicar absolutamente qualquer coisa para si” (Carson p.59)

Gregory A. Boyd, Ph.D refutando os argumentos do “Seminário de Jesus”, acrescenta: “A verdade teológica baseia-se na verdade histórica” (Em Defesa de Cristo p. 165)

A historicidade de Jesus

Lá pelo século XIX, alguns críticos como Bruno Bauer chegou a incrível conclusão de que Jesus nunca existiu.

Hoje, talvez, nem mesmo os críticos mais ferozes como o “The Jesus Seminar”, ousam negar a existência histórica de Jesus Cristo, haja vista os muitos documentos a respeito de sua pessoa. Negar a passagem de Jesus pela terra seria hoje como assinar um atestado de obtusidade histórica ou se declarar descontextualizado com as novas descobertas.

Apesar da abundancia de provas que temos sobre Ele, muitos estudiosos amadores levados pelo preconceito e pouca seriedade científica, especulam dizendo que não existem comprovações concretas da existência de Jesus fora dos evangelhos. Quando não, saem com o disparate de que só existem duas menções ao nome de Jesus fora dos livros religiosos (N.T e os escritos cristãos dos pais da igreja), os quais se limitariam a Flávio Josefo e Plínio. Isto mostra o tom preconceituoso e parcial com que tais estudiosos tratam os documentos cristãos históricos. Só porque a maioria dos testemunhos históricos sobre a existência de Jesus são de cunho religioso já são postos sob suspeita, tipo “culpado até que se prove o contrario”.
É claro que para quem conhece um pouco de história isso não passa de uma falácia.

Fora os próprios Evangelhos e os escritos dos Pais da Igreja, temos ainda muitos outros do primeiro e do segundo século que mencionam Jesus Cristo. Podemos dividi-lo em dois grupos: os documentos provindos de fontes judias e o de fontes pagãs. Ei-los em ordem:

Fontes judaicas:

Flávio Josefo

Josefo foi contemporâneo de Cristo viveu até 98 d.C. É considerado um dos melhores historiadores antigo. Suas obras sobre o povo judeu é uma preciosidade histórica da vida helênica no primeiro século. Em seu livro, “Antiguidades Judaicas”, ele faz algumas referências a Jesus. Em uma delas, ele escreve:

“Por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos maravilhosos prognósticos dos profetas” (Josefo, “Antiguidades Judaicas” XVIII,3,2).
O texto acima é uma versão árabe, e talvez é a que mais chegue perto do original. Muitos colocam em dúvida este texto dizendo ser interpolação de um escritor cristão. Alegam que Josefo, na qualidade de judeu, nunca iria se reportar a Jesus desta maneira. Mas parece que não há motivos fortes para isso. A verdade é que cada vez mais eruditos hoje em dia estão inclinados a aceitar esta versão do texto como fidedigno, embora admitam pequenas interpolações em algumas partes como a referência sobre a ressurreição, e a declaração do messianismo.

Talmude: 

A Encyclopaedia Britannica mencionando os talmudes judaicos como fontes históricas sobre Jesus, finaliza o assunto da seguinte maneira:
“A tradição judaica recolhe também notícias acerca de Jesus. Assim, no Talmude de Jerusalém e no da Babilônia incluem-se dados que, evidentemente, contradizem a visão cristã, mas que confirmam a existência histórica de Jesus de Nazaré.”

A “contradição” mencionada pela enciclopédia é o fato dos judeus acusarem Jesus de magia.

“Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu […] ia ser apedrejado por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar […] e eles o penduraram na véspera da Páscoa.” (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)
Estes relatos da crucificação estão de pleno acordo com os evangelhos (cf. Lucas 22,1; João 19,31).

Fontes Pagãs:

Plínio

No século II, quando o cristianismo começou a atravessar as fronteiras do Império, os cristãos começaram a chamar mais a atenção dos pagãos. A difusão do cristianismo foi tão profusa que chegou a ser tema de uma correspondência política entre Plínio, o Jovem, procônsul na Ásia Menor, em 111 d.C. e Trajano. A carta dirigida ao imperador Trajano trata das torturas que os cristãos são submetidos pelos pretensos crimes. Entre eles está o seguinte:

“…[os cristãos] têm como hábito reunir-se em uma dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição…” (Plínio, Epístola 97).

É interessante ressaltar alguns detalhes nesta carta. Plínio relata fatos históricos importantíssimos tais como a igreja em expansão, e a adoração ao seu fundador – Cristo – “como se fosse um deus” (Christo quase deo). Veja que ele não procura negar a existência histórica de Jesus.

Tácito

Cornélio Tácito (55-117), um dos mais famosos historiadores romanos, governador da Ásia em 112 A.D.,genro de Júlio Agrícola que foi governador da Grã-Bretanha, escreveu o seguinte sobre Cristo:

“O fundador da seita foi Crestus, executado no tempo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. Essa superstição perniciosa, controlada por certo tempo, brotou novamente, não apenas em toda a Judéia… mas também em toda a cidade de Roma…” (Tácito, “Anais” XV,44).

O contexto desta carta trata sobre o incêndio criminoso de Roma. Nero mandara incendiar Roma e usou os cristãos como bode expiatório. Tácito apesar de não ser simpatizante do cristianismo, confirma, entretanto, fatos históricos importantíssimos tais como: um personagem histórico chamado “Crestos” (Cristo), sua igreja, sua morte e a expansão do cristianismo no primeiro século. Ele tão somente confirma o que já sabíamos através dos relatos evangélicos. (Lucas 3,1).

Outros testemunhos seculares ao Jesus histórico incluem:

Talo (52 d.C),o historiador samaritano é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo indiretamente. Tentando dar uma explicação natural para as trevas que ocorreram na crucificação de Jesus, diz:
“O mundo inteiro foi atingido por uma profunda treva; as pedras foram rasgadas por um terremoto, muitos lugares na Judéia e outros distritos foram afetados. Esta escuridão Talos, no terceiro livro de sua História, chama, como me parece sem razão, um eclipse do Sol.”

Tanto os escritos de Talo, como de Flêgão, não existem mais, alguns fragmentos foram preservados nos escritos de Júlio Africano (220 d.C)
Mara Bar-Serapião – 73 d.C (?), um sírio escrevendo ao seu filho Serapião sobre a busca da sabedoria, menciona a Cristo como sábio, embora não o mencione pelo nome, mas apenas como “rei dos judeus”. Diz ele:

“Que vantagem tem os judeus executando seu sábio rei?…O rei sábio não morreu; ele vive nos ensinos que deu.”

Tertuliano, jurista e teólogo em sua defesa do Cristianismo menciona uma correspondência entre Tibério e Pôncio Pilatos sobre Jesus (Apologia,2).

Justino, o Mártir,
 filósofo cristão ao escrever ao imperador Antonino Pio desafia o imperador a consultar os arquivos imperiais deixados por Pilatos sobre a morte de Jesus Cristo (Apologia 1.48).

Celso, 
o filósofo neoplatônico e inimigo ferrenho do cristianismo também menciona Cristo em seus escritos.

No entanto, queremos deixar claro que estas citações não têm a pretensão de provar a identidade de Cristo, se Ele era o Filho de Deus ou não. Elas apenas mostram que os anais da história preservou através de documentos de pessoas não cristãs, a história de um homem que viveu no I século, identificado com o Jesus bíblico. A primeira vista, talvez pareça pouca a quantidade de informações que temos sobre Jesus, mas se confrontarmos Jesus Cristo com as inúmeras figuras indefinidas da história antiga, é surpreendente a quantidade de informações que ainda temos sobre Ele. Se porventura fossemos reconstituir a vida de Jesus a partir destes pequenos relatos, teríamos o suficiente para saber quem foi Jesus. Ora, eles nos dão a informação básica sobre ele: um homem que viveu no I século, chamado Cristo, Filho de uma mulher judia, operador de milagres que reuniu em torno de si vários seguidores que o adoravam como Deus. Este homem foi crucificado sob o governo de Pôncio Pilatos. É claro que muitas partes dentro dessas passagens como, por exemplo, em Josefo e Tibério, são até admissíveis de interpolações. Mas o caráter anticristão de seus autores é uma prova incontestável de sua veracidade. Plínio, Tibério e muito menos Luciano de Samosata não poderiam jamais ser acusados de falsidade. Portanto, negar a confiabilidade de todas essas fontes que citam Jesus na base de algumas insignificantes interpolações seria menosprezar de resto toda a história antiga.

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por: Pr. João Flávio Martinez

Extraído de: CACP


 

Série: Provas Históricas da Existência de Jesus Cristo

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Logo abaixo, cada artigo é disponibilizado de acordo com a sua fonte, e se direcionado a uma nova aba/página.

– Flávio Josefo é uma Farsa? (Fonte Confiável)

– Top 10 Evidências da Existência de Jesus Cristo (Fonte Confiável)

Existência Histórica de Jesus Cristo é inquestionável (Fonte Confiável)

O que a História tem a dizer sobre Jesus (Fonte Confiável)

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por Jean Carlos: (Apologia Bíblica)