Sete motivos para o Cristão rejeitar os mitológicos ”milhões de anos”

”Toda a Escritura, divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16)

Existe uma controvérsia intensa entre os Cristãos em torno da idade da Terra. Durante os primeiros 18 séculos da história Cristã a posição universal era a de que Deus havia criado o mundo em seis dias normais aproximadamente há 6,000 anos atrás, e que mais tarde havia destruído o mundo antigo por meio do Dilúvio de Noé. Mas há cerca de 200 anos atrás alguns cientistas começaram a desenvolver teorias que necessitavam duma Terra bem mais antiga que os 6,000 anos revelados pela Bíblia. Devido a isto, começaram a postular novas teorias sobre a idade da Terra – os mitológicos milhões de anos.

Em jeito de resposta a essa invenção não-científica, alguns líderes Cristãos começaram a desenvolver tentativas de acomodar os mitológicos “milhões de anos” com a Bíblia. Estas tentativas incluem a teoria da falha, a noção de que “dia” significa “Era” ou “Idade”, a teoria dum dilúvio localizado, a evolução Teísta, a criação progressiva e muitas outras teorias. Um crescente número de Cristãos (agora chamados de Criacionistas da Terra Jovem – CTJ), incluindo muitos cientistas, mantiveram a visão tradicional de Génesis, alegando que esta é a única visão que tem o suporte das Escrituras e a aprovação dos dados observacionais.

Muitos Cristãos alegam que a questão da idade da Terra não é importante (para além de ser, segundo eles, “divisória”), e que o mais importante é a proclamação do Evangelho. Mas será esse o caso? Se Deus diz que Ele criou os céus e a Terra em seis dias normais, mas outro alguém alega que a Terra é o resultado dum processo que durou milhões de anos, é isto algo periférico ou é um ataque frontal à Autoridade da Palavra de Deus?

Eis aqui, portanto, alguns motivos devido aos quais os Cristãos não podem aceitar os milhões de anos sem causar grandes estragos à Igreja e ao seu testemunho perante o mundo.

1. A Bíblia claramente ensina que Deus criou em seis dias normais há alguns milhares de anos atrás.

O termo hebraico para “dia” em Génesis é yom. Na esmagadora maioria dos casos onde o termo é usado na Bíblia Hebraica ela significa um dia literal. Onde yom não significa um dia literal, o contexto torna-o óbvio. Semelhantemente, o contexto em Génesis claramente mostra que os dias da criação foram dias normais:

– Primeiro, yom é definido logo na primeira vez que é usado na Bíblia (Gen. 1:4–5) no seu entendimento literal: a porção luminosa do ciclo dia/noite e todo o ciclo luz/noite).

– Segundo, yom é usado com as palavras “tarde” e “manhã”. Em todo o lado onde estas duas palavras são usadas na Bíblia, quer seja juntas ou separadas, com ou sem a palavra yom no contexto, elas significam sempre uma manhã e uma tarde literais, dum dia normal.

– Terceiro, yom é modificado com um número: primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc.. Em todas as outras partes da Bíblia este tipo de construção significa sempre um dia normal.

– Quarto, yom é definido literalmente em Gen. 1:14 em relação aos corpos celestiais.

Que estes dias da criação ocorreram há cerca de 6,000 atrás é feito óbvio pelas genealogias de Génesis 5 e Génesis 11 (que nos dá cronologia detalhada).

2. Êxodo 20:11 impede todas as tentativas de se inserirem os milhões de anos em Génesis 1.

Este versículo dá-nos o motivo para o Mandamento de Deus dirigido aos Israelitas para eles trabalharem seis dias e descansarem no Sábado. Yom é usado em ambas as passagens do Mandamento. Se Deus quisesse que os Judeus trabalhassem durante seis dias devido ao facto de Ele ter criado em seis longos períodos de tempo, Ele poderia ter usado uma das três palavras hebraicas para a classificação de tempo indefinido. No entanto, Deus deliberadamente escolheu usar a única palavra que significava um dia literal e os Israelitas interpretaram o Mandamento de forma literal.

Por estes motivos é que a noção do dia-era ou a hipótese “framework” têm que ser rejeitadas. A teoria da falha ou qualquer outra tentativa de se colocarem os mitológicos milhões de anos antes dos seis dias da criação são falsas uma vez que Deus disse que em seis dias criou Ele os céus, a Terra e os mares e tudo o que neles há. Portanto tudo o que existe foi criado durante esses seis dias (incluindo os anjos) e nada foi criado antes.

3. O Dilúvio de Noé “varre” os milhões de anos.

As evidências em Génesis 6–9 para uma catástrofe global são esmagadoras. Por exemplo, o dilúvio tinha como propósito não só destruir os pecadores mas também todos os animais e áves terrestres. Isto só poderia ser levado a cabo por um catástrofe global. O propósito da Arca era o de preservar dois animais de cada tipo de forma de vida terrestre para que os mesmos pudesse repopular o meio ambiente.

A Arca seria totalmente desnecessária se o Dilúvio tivesse sido um evento geograficamente localizado uma vez que as pessoas, os animais e as áves poderiam ter migrado para fora da zona onde o dilúvio iria ocorrer e mais tarde voltar. Ou isso, ou então essa área seria repopulada por animais que viviam fora da zona do dilúvio localizado.

A natureza catastrófica do evento é vista pelos 40 dias de chuva contínua que produziria uma maciça erosão, deslizamento de lama e furacões. A palavra hebraica de onde extraímos a expressão “se romperam todas as fontes do grande abismo” (Gen. 7:11) claramente aponta para uma ruptura tectónica na superfície terrestre durante um período de 150 dias, resultando em actividade vulcânica, terremotos e tsunamis.

O Dilúvio de Noé produziria exactamente o tipo de registo geológico que hoje temos: milhares de metros de sedimentos claramente depositados pela água e mais tarde endurecidos até se transformarem em rochas contendo milhares de milhões de fósseis. Se o Dilúvio é responsável pela maioria das camadas rochosas e pela maioria dos fósseis, então estas rochas e os fósseis nunca poderiam representar a história da Terra, como alegam os crentes nos milhões de anos. (É também por isso que os evolucionistas atacam ferozmente o Dilúvio de Noé.)

4. O Senhor Jesus é Um Criacionista da Terra Jovem.

O Senhor Jesus consistentemente tratou as descrições milagrosas de forma directa, verdadeira e como eventos que decorreram no espaço e no tempo (a criação de Adão, Noé e o Dilúvio, Lot e a sua esposa em Sodoma, Moisés e o maná do céu, Jonas na barriga do peixe gigante, etc). Ele continuamente afirmou a Autoridade das Escrituras sobre as ideias e tradições humanas (Mateus 15:1–9).

Em Marcos 10:6 o Senhor declara que Adão e Eva estiveram presentes desde o princípio da criação, e não milhões de anos após o princípio, como seria de esperar se o universo realmente tivesse milhões de anos. Portanto, se o Próprio Filho de Deus, o Autor da Criação (João 1:1-3), declara que o Universo é “jovem”, como é que os Seus fiéis discípulos podem pensar de forma diferente?

5. A crença nos milhões de anos destrói o ensinamento Bíblico em torno da morte e em torno do Carácter de Deus.

Seis vezes Génesis 1 diz que Deus chamou a criação de “boa”, chegando ao ponto de qualificá-la de “muito boa” depois do sexto dia da criação. O homem e os animais eram originalmente vegetarianos (Gen. 1:29–30); de acordo com as Escrituras, as plantas não eram “seres viventes” do mesmo modo que o são o homem e os animais).

Mas Adão pecou, resultando no julgamento de Deus sobre toda a criação. Na mesma hora Adão e Eva morreram espiritualmente, e depois da Maldição, eles começaram a morrer fisicamente. Eva e a serpente foram modificadas fisicamente e o próprio solo foi amaldiçoado (Gen. 3:14–19).

Sabemos que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto” esperando pela redenção final dos Cristãos (Rom. 8:19–25), altura em que seremos testemunhas da restauração de todas as coisas (Actos 3:21, Col. 1:20) para um estado semelhante ao mundo antes da Queda, onde não haverá mais comportamento carnívoro (Isaías 11:6–9) nem doenças, sofrimento ou morte (Rev. 21:3–5) uma vez que já não haverá mais Maldição (Rev. 22:3).

Aceitar a ideia dos milhões de anos, juntamente com a ideia da morte e do sofrimento animal antes da criação e Queda, contradiz e destrói o ensinamento Bíblico em torno da morte e Trabalho Redentor do Senhor Jesus Cristo. Isto tornar Deus Num Criador Cruel que, sem causa moral alguma, usa (ou não consegue prevenir) a doença, os desastres naturais e a extinção, que desfiguram o Seu trabalho criativo, e mesmo assim chama à criação de “muito boa”.

6. A ideia dos milhões de anos não veio dos factos da ciência.

A mesma foi desenvolvida por uma minoria de cientistas deístas e ateus do final do século 18, princípios do século 19. Estes homens usaram bases filosóficas e ideológicas para interpretar as camadas geológicas duma forma que claramente estivesse em oposição com a Bíblia, especialmente em oposição com a criação e com o Dilúvio de Noé.

Como forma de harmonizar os milhões de anos com o Cristianismo, muitos líderes religiosos (maioritariamente protestantes) rapidamente adulteraram os ensinamentos Bíblicos e acomodaram os milhões de anos com a Bíblia usando a teoria da falha, a noção da “dia-era”, o dilúvio localizado, etc.

7. A datação radiométrica não prova os milhões de anos.

A datação radiométrica só foi desenvolvida no início do século 20, altura em que uma grande parte da população mundial havia já aceite a mitologia dos “milhões de anos”. Portanto não se pode usar como evidência um ramo da ciência que só se desenvolveu depois de já se ter aceite os “milhões de anos”.

Há já muitos anos que os cientistas criacionistas citam exemplos (em artigos publicados em revistas científicas) onde se observam instâncias destes métodos de datação a atribuírem idades na ordem dos milhões de anos a rochas formadas nas últimas centenas de anos (ou mesmo há apenas algumas décadas atrás).

Em anos recentes criacionistas do projecto RATE levaram a cabo pesquisas experimentais, teoréticas e prácticas para desmascarar mais evidências deste tipo (ex: diamantes que os evolucionistas afirmarem terem “milhões de anos” foram datados com carbono14 e foi verificado que possuíam apenas alguns milhares de anos). Os cientistas mostraram também que as taxas de decaimento eram maiores no passado, o que encolhe as datas dos milhões de anos para milhares de anos (confirmando a Bíblia).

Conclusão:

Biblia_CienciaEstas são algumas das razões que mostram como os milhões de anos não só são falsos, como contradizem o Génesis nos revela àcerca da Verdade em torno das nossas origens. A Palavra de Deus tem que ser a Autoridade Final em assuntos a que ela alude (não só morais e espirituais mas também ensinamentos que tocam em eventos históricos, arqueológicos e geológicos).

O que está em causa é a autoridade das Escrituras, o Carácter de Deus, a doutrina da morte e as bases do Evangelho. Se os primeiros capítulos de Génesis não são eventos históricos, então a crença no resto da Bíblia está fragilizada, incluindo os ensinamentos em torno da salvação e da moralidade.

Examinemos cuidadosamente toda a gama de evidências que Deus nos disponibilizou. A saúde da Igreja e a eficiência da sua missão para anunciar a Boa Nova estão em jogo.


Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por: Answers in Genesis

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