Historicidade dos Patriarcas

Pastores hebraicos

As narrativas dos patriarcas, de Moisés e do Êxodo, da conquista de Canaã, dos juizes, da monarquia, do exílio e da restauração, todas foram confirmadas e ilustradas de um modo que eu pensava ser impossível há 40 anos. Excetuando-se alguns obstinados entre os eruditos mais velhos, não há quase nenhum historiador bíblico que não esteia impressionado com o acúmulo rápido de dados que apoiam a historicidade substancial da tradição patriarcal.

Abraão, Isaque, e Jacó não parecem mais personagens isoladas, muito menos reflexos da história israelita posterior; agora eles parecem mais verdadeiros filhos da sua época, com nomes semelhantes aos de seus contemporâneos, deslocando-se pelo mesmo território, visitando as mesmas cidades (principalmente Harã e Naor), praticando os mesmos costumes que seus contemporâneos. Em outras palavras, as narrativas patriarcais têm um núcleo histórico completo, embora seja provável que uma longa transmissão oral dos poemas originais e sagas em prosa posteriores que subjazem no texto atual de Gênesis tenha refratado consideravelmente os eventos originais.

Evidência a favor do AT. “Não resta dúvida de que a arqueologia já confirmou a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento” (Archaeology and the religion of Israel, p. 176).

A medida que 0 estudo crítico da Bíblia for mais e mais influenciado pelo novo e rico material relacionado ao Oriente Médio antigo, veremos 0 aumento gradual do respeito pela significância histórica de passagens negligencia- das ou rejeitadas atualmente no AT e no NT”.

Os rolos do Mar Morto provam

Conclusivamente que devemos tratar o texto consonantal da Bíblia hebraica com o maior respeito e que a emenda livre de passagens difíceis a que muito eruditos críticos modernos se entregaram não pode mais ser tolerada.

Graças às descobertas de Qumran, o Novo Testamento prova ser na verdade o que acreditavam que fosse: o  ensinamento de Cristo e de seus seguidores imediatos entre 25 e 80 d.C.

Os dados bíblicos históricos são muitos mais precisos que as idéias dos estudantes críticos modernos, que tendem sistematicamente a errar para o lado da crítica exacerbada.

Unidade de Isaías. Sobre a teoria antiga e popular de que havia dois autores de Isaías (v. Deutero-Isaías), Albright fez a seguinte objeção numa entrevista:

  • Pergunta:‘Muitas passagens em Isaías 40-66 denunciam a idolatria como um mal atual em Israel (e.g., 44.9-20; 51.4-7; 65.2,3; 66.17). Como elas podem ser conciliadas com a teoria de autoria pós-exílica, já que a idolatria certamente não foi reintroduzida em Judá após a restauração..?
  • Resposta: ‘‘Eu não creio que qualquer parte de Isaías 40-66 seja posterior ao século VI a.C.

Datação do NT. “Na minha opinião, cada um dos livros do Novo Testamento foi escrito por um judeu batizado entre os anos 40 e 80 do século 1 a d. (muito provavelmente entre 50 e 75 d.C.)”

Já podemos dizer com certeza que não há mais base sólida para datar qualquer livro do Novo Testamento de- pois de meados de 80 d.C., duas gerações completas antes da data entre 130 e 150 proposta pelos atuais críticos mais radicais do Novo Testamento”.

No artigo “Descobertas recentes na Palestina e o evangelho de são João”, Albright argumentou que a evidência em Qumran mostra que os conceitos, terminologia e mentalidade do evangelho de João provavelmente pertenceram ao início do século I.

Conclusão. Do ponto de vista apologético, o eminente e respeitado arqueólogo apóia com firmeza as colunas mestras da apologética histórica. Com alguma incerteza sobre a transmissão do registro oral do Pentateuco.

Albright acredita que as evidências atuais e descobertas previstas demonstrarão que ambos os testamentos são historicamente precisos. As datas desses livros são antigas. A profecia preditiva do AT e a historicidade das narrativas a respeito de Cristo e da igreja primitiva no NT são validadas pela arqueologia.

Para todos os que estão em Cristo Jesus.

Por Albright, Willian F.

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